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Concerto em homenagem a Paulo Leminski abre Mês da Literatura

Por Toda Letra em 24 de agosto de 2016

Entre 24 de agosto e 25 de setembro de 2016 a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) e a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) promovem o Mês da Literatura. Para abrir a programação do evento, a Orquestra Sinfônica do Paraná apresenta na próxima quarta-feira (24/08), às 20h30, no Guairão, o concerto “Paulo Leminski – Canções e Poemas”. A data de abertura homenageia o nascimento do poeta (24 de agosto). Já o encerramento das atividades coincide com o aniversário de 80 anos da Academia Paranaense de Letras, criada em setembro de 1936.

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Com regência do maestro Alessandro Sangiorgi, o concerto terá participações de Estrela Leminski, Téo Ruiz, Ná Ozzetti, Rogéria Holtz e Aurea Leminski. O programa abre com a declamação da poesia Sintonia para Pressa e Presságio e segue com as canções e poemas Verdura, Se houver céu, Hoje tá tão bonito, A você amigo, Navio, Filho de Santa Maria, Polonaises, Live with me, Xixi nas Estrelas, Luzes, e Valeu. Todas as composições são do Leminski ou têm participação do poeta. Como parte das comemorações, na ocasião será lançado o LP duplo Leminskanções.

 

Leminski experimentou diversas linguagens artísticas. Faleceu aos 45 anos e deixou um grande legado na literatura e na música. Produziu cerca de 100 músicas, entre canções e parcerias, catalogadas em um livro de partituras recém-lançado. Nos anos 1980 estas composições foram gravadas por Caetano Veloso, Blindagem, A Cor do Som, Ney Matogrosso, Paulinho Boca de Cantor, Moraes Moreira, Itamar Assumpção, MPB4 e Ângela Maria.

 

Programação literária

No Mês da Literatura, 11 escritores paranaenses vão percorrer 25 municípios do interior do Estado. Cada autor visitará entre duas e três bibliotecas. Durante os encontros, os escritores, além de falar sobre suas próprias obras, também irão abordar assuntos como livro, leitura e formação de leitores.

 

As instituições selecionadas abrangem as mais variadas regiões do Estado – dos Campos Gerais ao Norte paranaense – e são referência entre as quase 500 bibliotecas cadastradas no Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas do Paraná, que é coordenado e administrado pela BPP. Nesta primeira edição participam: Alto Paraná, Ampére, Araucária, Castro, Colombo, Guaratuba, Ibiporã, Jaguariaíva, Lapa, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Palmas, Paiçandu, Paraíso do Norte, Paranaguá, Peabiru, Quedas do Iguaçu, Quitandinha, Rio Azul, Santa Helena, Salto do Lontra, Santo Antônio da Platina, Santo Inácio, Telêmaco Borba e Tibagi.

 

Inserido no Plano Estadual do Livro, Leitura e Literatura (PELLL), o Mês da Literatura é uma ação que deve entrar para o calendário cultural do Estado. “Além de fomentar e valorizar a leitura, incentivar e difundir a produção literária paranaense, o projeto também descentraliza a cultura ao levar nossos autores a pequenos e médios municípios”, explica o secretário de Estado da Cultura, João Luiz Fiani.

 

Entre os autores convidados, estão romancistas (Cristovão Tezza e Miguel Sanches Neto), autores infantojuvenis (Cléo Busatto), poetas (Rodrigo Garcia Lopes e Karen Debértolis), críticos (José Castello) e jovens autores (Marcos Peres). Um recorte plural da cena literária paranaense.

 

A programação completa do Mês da Literatura estará disponível no site da Secretaria da Cultura: www.cultura.pr.gov.br.

 

Serviço

Abertura do “Mês da Literatura” com concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná “Paulo Leminski – Canções e Poemas”

Regência: Alessandro Sangiorgi

Participações especiais: Estrela Leminski, Téo Ruiz, Ná Ozzetti, Rogéria Holtz e Aurea Leminski

Dia 24 de agosto, às 20h30

Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão

Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

Classificação: maiores de 7 anos

 

Museus de Curitiba funcionam em horários especiais no Carnaval

Por Toda Letra em 8 de fevereiro de 2013

Para quem vai ficar em Curitiba no Carnaval uma boa dica é visitar os museus, que funcionarão em horários especiaisNos dias 9 e 10 de fevereiro os museus da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) estarão abertos com uma variada agenda de exposições. Nos dias 11 e 12 de fevereiro os espaços ficam fechados, exceto o Museu Oscar Niemeyer, que funciona das 10h às 18 horas, e no dia 13 funcionam das 13h às 18 horas. Confira algumas atrações.

O público que visitar o Museu Oscar Niemeyer poderá conferir as exposições “Di Cavalcanti, Brasil e Modernismo”, “Degas – Poesia Gral da Ação. As Esculturas – Coleção MASP”, “Múltiplo Leminski”, “Estruturas Brincantes”, “Museu em Construção”, “América do Sul, a Pop Arte das contradições”, “IDEA Brasil – o melhor do design brasileiro de 2012”, “Curitiba Central” e “Cones”.

No Museu de Arte Contemporânea o olhar de 25 artistas brasileiros sobre temas recorrentes, como a violência em suas diversas formas, a interação en

tre o homem e a natureza e questões de gênero, sociais e políticas, reflete-se nas obras expostas na 64ª edição do Salão Paranaense. Embora o vídeo, as instalações e a fotografia tenham sido os formatos escolhidos pela maior parte dos artistas, meios de expressão mais tradicionais, como a pintura, o desenho e gravura também estão presentes na mostra.

A mostra “Espaço Arte Alemanha”, exposta na Casa Andrade Muricy, apresenta um olhar curioso sobre o trabalho de diversos artistas que tem relação com a abertura da política cultural da federação alemã. Desde os anos 1990, muitos artistas de outras nações escolheram o país como ponto central de sua vida e de seu trabalho. Em pouco tempo eles se integraram à produção de arte germânica, se tornando parte do discurso cultural local.

Agenda

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Rodrigo Lacerda é o próximo convidado do “Paiol Literário”

Por Toda Letra em 17 de setembro de 2012

O projeto Paiol Literário — promovido pelo

Rascunho, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, o Sesi Paraná e a Fiep — recebe no dia 19 de setembro, às 20 horas, o escritor Rodrigo Lacerda. Com mediação do jornalista e escritor Luís Henrique Pellanda, o encontro tem entrada franca e acontece no Teatro Paiol, em Curitiba.

Rodrigo Lacerda nasceu em 1969, no Rio de Janeiro. Formado em História pela USP, realizou estudos sobre o escritor João Antônio para a tese de doutorado na mesma universidade. Estreou na literatura em 1995, com O mistério do leão rampante, vencedor do Prêmio Jabuti na categoria romance. É autor da coletânea de textos Tripé, dos romances Vista do Rio e Outra vida (prêmio da Academia Brasileira de Letras de 2010), e do livro infanto-juvenil O fazedor de velhos (Prêmio Glória Pondé de Literatura Infantil e Juvenil, da Biblioteca Nacional). Seus contos foram publicados em antologias no Brasil e no México. Já traduziu clássicos de Robert Louis Stevenson, Arthur Conan Doyle e Alexandre Dumas. Vive em São Paulo (SP).

Desde 2006, o Paiol Literário já trouxe a Curitiba 56 grandes nomes da literatura brasileira. A conversa começa sempre com as seguintes perguntas: “Qual a importância da literatura na vida cotidiana das pessoas? E por que ler?”.

Programe-se

Paiol Literário, com Rodrigo Lacerda e mediação de Luís Henrique Pellanda.
Teatro Paiol (Praça Guido Viaro, s/n.º, Prado Velho), (41) 3213-1340.
Dia 19 de setembro, quarta-feira, às 20 horas. Entrada gratuita. Debate literário.

Terça do livro: “No jardim das feras”, de Erik Larson

Por Toda Letra em 28 de agosto de 2012

Willian Bressan

Terminei de ler recentemente o l

ivro “No Jardim das Feras – Intriga e sedução na Alemanha de Hitler”, de Erik Larson. Descrito como um livro-reportagem, a obra narra a crescente tensão em Berlim durante a ascensão nazista. No início, William E. Dodd, que assume a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha, e sua família se deslumbram com o país. Aos poucos, passam a testemunhar a crescente perseguição aos judeus e a implantação de leis cada vez mais opressoras. Segundo a Folha de S. Paulo, O livro está há mais de um ano na lista dos best-sellers do jornal “New York Times”. Erik Larson também é autor de “O Demônio na Cidade Branca” e “Fulminado por um Raio”.

Tenho grandes paixões na História Contemporânea. Uma delas é o período do nazismo e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Por conta disso, quando tomei conhecimento do livro por acaso, já fiquei animado. Embora a Alemanha tivesse saído praticamente acabada da Primeira Guerra Mundial com o Tratado de Versalhes, ainda não conseguia entender por completo o sentido de profundo nacionalismo que tomara conta do país naquele período. O livro de Larson é rico nesse sentido, pois apresenta uma visão externa – a de uma família americana – frente ao nacional socialismo que eclodia em Berlim e aos ideias antissemitas do governo Hitler. Com o livro, é possível ver que houve resistência frente ao nazismo, mas que as poucas vozes foram caladas e, na maioria das vezes, não chegaram nem a ser de conhecimento do exterior por conta da censura imposta pelo Ministério da Propaganda de Joseph Goebbels.

Jornalismo e ficção

A linha entre o jornalismo e a ficção acaba sendo muito tênue quando se escreve uma obra como a de Larson. Embora seja apoiada em documentos oficiais, diários da época, e biografias, a narrativa da obra acaba sendo prejudicada pelo excesso de informações históricas e pela linguagem por vezes objetiva demais de Larson. Não seria ruim se o autor se valesse dos ensinamentos do jornalismo literário, que pregam uma narrativa mais envolvente e que realmente transportam o leitor para dentro da história. Não deixaria de forma alguma de ser um livro-reportagem, apenas faria com que a leitura fluísse melhor e o mergulho em um assunto tão complexo e tão debatido como nazismo fosse mais profundo e mais intenso.

No jardim das feras – Intriga e sedução na Alemanha de Hitler

Autor: Erik Larson
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Quanto: R$ 34 (em média)

Avaliação: Bom

Dica Cultural: Jornal Cândido discute os caminhos que levam ao mundo da leitura

Por Toda Letra em 10 de agosto de 2012

A décima terceira edição do jornal Cândido traz um dossiê a respeito de como os livros podem entrar na vida das pessoas. Das 40 páginas do jornal, 13 são dedicadas ao assunto, incluindo reportagens com depoimentos de escritores, especialistas, professores universitários e pesquisadores — além de um perfil de Sérgio Leos, a pessoa que mais empresta livros na BPP.

“Um leitor tende a desenvolver uma relação rica com a realidade, passando a emitir opiniões e se desviando, por exemplo, da ideia-força do fatalismo e da alienação”, diz o jornalista José Carlos Fernandes, que atua na Gazeta do Povo e desenvolveu pesquisa de doutorado em que acompanhou 12 pessoas que, pelos mais improváveis caminhos, tornaram-se leitores.

O jornal mensal da Biblioteca Pública do Paraná publica os melhores momentos da participação do escritor Domingos Pellegrini no projeto “Um escritor na Biblioteca”, além de veicular poemas inéditos de Manoel de Barros, Márcio-André e Ted Rocha; conto de João Anzanello Carrascoza e um texto do dramaturgo Alexandre França para a seção “Em busca de Curitiba”, na qual autores contemporâneos tratam por meio da ficção dos impasses da atual capital paranaense.

O queijo do ç

Por Toda Letra em 4 de agosto de 2011

Pense rápido: aquele queijo gostoso, fatiado, que geralmente usamos em sanduíches e pizza se escreve “mussarela”, certo? Errado!

A grafia correta do queijo italiano gerou polêmica no ano de 2008 quando jornais e revistas publicaram reportagens sobre a apreensão de queijos em Uberaba (Minas Gerais). Na época, os veículos de comunicação receberam cartas de leitores contestando a grafia adotada nos textos publicados.

Os veículos, na verdade, estavam e estão certos com base nos dicionários da Língua Portuguesa, que reconhecem três grafias corretas: mozarela, muçarela e muzarela.

Na sua próxima lista de compras, atente para esse detalhe: queijo muçarela só com ‘ç' ou 'z', nada de dois 's'!

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