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Podcast Toda Letra – Especial Congregarh 2014

Por Toda Letra em 22 de setembro de 2014

Olá, confira o podcast que fizemos especialmente para você, que visitou nosso estande na Congregarh 2014.

Se quiser mais informações, é só nos contatar!

 

 

Máquina do tempo

Por Toda Letra em 6 de fevereiro de 2014

Inventei a máquina do tempo!  E ela é movida a teias.

Teias de relações que me fizeram ir para a faculdade de Letras por causa de um ex-namorado que me fez ver a minha paixão por literatura. Faculdade que me fez conhecer, em uma disciplina, o Bruno, também apaixonado por fotografia-literatura. Que me apresentou o fotógrafo Dimas, no facebook. Que me levou ao grupo Espaço Fotógrafo, onde conheci a Goretti, que me levou ao Croquis Urbanos. Lá conheci o Mario Freitas, um dos coordenadores da Caminhada Observacional.

Mas o que isso tudo tem a ver com a máquina do tempo? Na verdade, tudo isso tem a ver com uma coisa que me levou a escrever a crônica: um TOMATE!

“Um tomate? – perguntará o inocente leitor – o que um tomate tem a ver com teias e como uma coisa como um tomate pode provocar um texto?” Eu poderia então falar sobre os textos poéticos de Francis Ponge (MARAVILHOSOS textos poéticos) em que ele se inspira em uma mimosa, ou uma caixa de engradado, ou um pedregulho. Objetos que permeiam o nosso cotidiano, mas que geralmente não são vistos com um olhar poético. CLARO que não estou me comparando a este grande poeta! Mas não vou falar sobre ele. Não é o objetivo aqui.

Para entender um pouco mais sobre o que pretendo trazer, preciso falar de hipertextos. Portanto, gostaria de citar Kristeva, que disse que todo hipertexto tem uma intertextualidade. Ela disse em 1969: “todo texto se constrói como um mosaico de citações, todo texto é a absorção e transformação de outro texto”.

Tudo começou quando o meu mais recente amigo, Mario Freitas, colocou no facebook um desenho de um tomate que ele fez. Já o admiro por muitas coisas, afinal, ele provoca e instiga a gente o tempo todo, nos ensinando sobre física, fenômenos, arquitetura e artes. Mas o fato de ele ter iniciado um curso de desenho utilizando uma técnica totalmente desconhecida (desenho com esferográfica) e já postar no face o resultado me surpreendeu. Este é o desenho postado por ele:

maça

Ou seja, tudo isso por causa do “Tomate Rasteiro”.  Segundo Mario Freitas, sua descrição é a que segue: “policromia de esferográfica sobre papel canson, só a projeção da sombra foi deixada para terminar em casa, complementando com a junção entre a sombra e base do tomate. Na composição do vermelho escuro não foi usada a caneta preta, mas a verde, por ser a cor complementar e proporcionar um tom mais apropriado. Um pouco de caneta amarela próximo do cabo sugere que ainda não está totalmente maduro. O longo tempo de aula para a aprendizagem das técnicas envolvidas nesse trabalho acabou deixando pendente para os próximos dias a finalização do curso: vou apresentar ao professor uma nova natureza morta, feita do início ao fim sem a sua intervenção, para só então ter um parecer da sua parte. Trabalho que resultou da oficina oferecida pelo prof. Eliezer Bueno”.

Ele vai dizer que é um desenho de amador, cru. Mas vocês devem convir comigo que é belíssimo. Acontece que este desenho trouxe o gosto caído nos olhos de jabuticaba da menininha Susan que brilharam sabores quentes. E me levaram a escrever o que segue (texto que transcrevo do facebook):

“A água gorda dos astecas. A fruta que todos acham que não é fruta. Verde, amarelada, vermelha. Tantas cores reunidas. Água gorda, brilhosa, saborosa, chamativa. Se ela desse em árvores, eu diria que foi ela o fruto ofertado para Eva. Serpente esperta, um dos animais mais inteligentes que Deus criou.

Dizem que no início esta fruta era somente usada como enfeite em jardins. Tão linda aquela bolinha vermelha reluzente. Depois passou a frequentar pratos culinários. Seu nome é praticamente o mesmo em diversos países. Mas tem outro na Itália e na Rússia.

Mas o que me importa neste texto é falar sobre a fruta não de forma científica ou histórica. Nem romantizada como pomo d’amore – fruta do amor (dizem que tem efeitos afrodisíacos, mas o que é oficial é que ela faz bem como preventivo ao câncer de próstata, em até 50%).

O que quero falar é sobre o desenho dela. Um novo amigo a desenhou. Uma policromia de esferográfica em papel canson. Uma canção em vermelho, com leves notas verdes e amarelas. Não imaginei que a caneta esferográfica pudesse ter traços tão leves… pianíssimo!

O jogo de luz e sombra, tal qual teclas de piano, trazendo a melodia de um molho profundo e denso. Não maduro (o tomate, não o desenho). Apesar de saber que o desenhista dirá o contrário. Mas o que é um desenho maduro? Na minha humilde opinião, é aquele desenho que provoca arrepios, reflexão ou desejos. E o desejo de um tomate ainda quente do sol – antes de ser bicado pelo passarinho, que eu roubava do pé no quintal, sem meu pai ver…  voltou. Eu levava para o fundo do quintal um pouquinho de sal, e me escondia embaixo da parreira, para devorar o tomate.

Ou seja, este tomate não é rasteiro … é profundo… é alto. Alcança estrelas, alcança memórias antigas. Fico surpresa com um desenho tão bom em tão poucas aulas. Isso me anima a tentar também. Obrigada por isto, Mario!”

Enfim. Esta é a crônica. Espero que o leitor mais atento tenha percebido o que eu pretendia. Que nada está desconectado aqui. Que as ligações, teias, conexões, são fios, linhas, gavinhas, elos, que ligam, interligam, conectam, enrolam, mesmo que NÓS não tenhamos a mínima ideia do que está acontecendo.

Que cada leitor faça seu próprio link.

E que este ano que se inicia possibilite mais e mais relações, hiperlinks, teias e mosaicos, para cada um de nós. Mesmo que enxerguemos tudo apenas longe, seja no tempo, seja no espaço.

tomate

(Desenho: Mario Freitas. Foto: Susan Blum.)

Prédio do Museu da Imagem e do Som do Paraná será inteiramente restaurado

Por Toda Letra em 31 de janeiro de 2013

Após permanecer dez anos fechado, o prédio histórico que é sede do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), localizado na Rua Barão do Rio Branco nº 399, em Curitiba, será restaurado. Em 2012 a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) promoveu, com recursos próprios, a primeira etapa dos reparos, com o reforço estrutural das fundações do edifício, a recuperação total da cobertura, um novo cintamento em concreto para reforço das paredes externas e internas, além da retirada dos pisos do pavimento superior e proteção de elementos decorativos para posterior recuperação, totalizando investimento de cerca de R$ 400 mil. Para as obras a serem realizadas agora, será destinado o valor de R$ 1,355 milhão.

Cerca de R$ 1,750 milhão serão investidos para reestruturação do edifício histórico (Foto: Kraw Penas).

No fim do ano passado, a SEEC promoveu a licitação para a segunda etapa dos trabalhos que prevê a restauração completa do edifício. O projeto contempla obras de recuperação de forros e pisos, das pinturas murais, além de novas instalações elétricas, hidráulicas, lógicas e sanitárias. Os sistemas de segurança e monitoramento, adequação ao novo uso com salas de exposição e pequeno auditório e nova iluminação e pintura total do edifício também estão previstos. A realização desta obra vai permitir a reutilização do prédio pelo MIS, que desde 2003 funciona em sede provisória, na Rua Máximo João Kopp, 274, bloco 4, no bairro Santa Cândida.

“O restauro do prédio do MIS faz parte de uma das metas definidas pelo governador Beto Richa que prevê a revitalização e manutenção de espaços culturais do Estado. Além do museu, a Biblioteca Pública do Paraná e o Teatro Guaíra também passam por melhorias para que artistas e público possam usufruir desses importantes equipamentos”, explica o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.

Museu da Imagem e do Som

O MIS possui um vasto acervo de filmes, fotografias, discos, fitas de áudio e vídeo e equipamentos de som e imagem, contando com uma biblioteca especializada com mais de dois mil livros e periódicos sobre cinema, fotografia, música, memória e áreas afins. Esse acervo, que conta uma boa parte de nossa história, é alvo constante do interesse de pesquisadores de diversas áreas, que tem acesso a qualquer item mediante solicitação prévia.

“O retorno do MIS à sede original vai permitir ao grande público o acesso a seu numeroso e expressivo acervo de fotos, filmes, músicas e depoimentos, que documentam várias décadas de manifestações culturais, políticas e sociais do Paraná. Vai possibilitar também que esse valioso material seja preservado, catalogado e armazenado dentro dos padrões internacionais praticados nessa área”, afirma o diretor do MIS-PR, Fernando Severo.

História

O edifício do Museu da Imagem e do Som do Paraná, construído em 1890, é Patrimônio Histórico e Cultural tombado pelo Estado em 1977. Antigo Palácio do Governo, foi inicialmente projetado e construído pelo engenheiro de origem italiana Ernesto Gaita para abrigar a residência de Leopoldo Ignácio Weiss.

Apenas um ano após sua construção, o imóvel foi adquirido pela Fazenda Nacional para sediar o Governo do Estado do Paraná e servir de residência ao governador. O chamado Palácio da Liberdade serviu de sede governamental até o ano de 1937, quando essa função foi transferida para o Palácio São Francisco (atual Museu Paranaense). O antigo Palácio continuou abrigando órgãos públicos, tais como a Secretaria de Obras Públicas, a Secretaria do Interior e Justiça, a COSIPE e, desde 1989, o Museu da Imagem e do Som.

Outras obras

Pelo programa de revitalização e manutenção de espaços culturais, previsto nas metas de governo, outros importantes equipamentos ligados à SEEC estão sendo recuperados, como a Biblioteca Pública do Paraná. Já foram realizados em 2012 os trabalhos de ampliação da rede lógica e elétrica, para informatização do sistema de consultas, e do novo paisagismo da fachada. A obra prevê ainda o restauro do prédio e seu mobiliário, projeto que já está em fase de execução.

O Teatro Guaíra também é um dos equipamentos que passará por um grande restauro, assim como o Museu Paranaense, que deverá receber obras de manutenção, e a Casa Gomm, situada no Batel, que será utilizada pela SEEC a partir deste ano. O edifício histórico já tem projeto de adaptação e proposta de conservação.

Jornal Cândido discute a influência da cidade na ficção de grandes autores

Por Toda Letra em 12 de novembro de 2012

De que forma a cidade interfere na ficção de grandes autores? Essa é a questão discutida pelo jornal Cândido em sua 16ª edição. O resultado desta investigação é um especial, em que escritores e especialistas tentam delimitar quando, e de que forma, as cidades passaram a ser representadas com expressividade na literatura. O jornal traz também um ensaio da pós-doutora Maria Antonieta Pereira e um mapa literário de Curitiba.

O filósofo e escritor Luiz Felipe Pondé, autor do best-seller Guia politicamente incorreto da filosofia, revela suas influências literárias na seção “Perfil do Leitor”. Em conversa com Miguel Sanches Neto, Luiz Vilela fala sobre sua premiada carreira e suas principais influências. A pedido do Cândido, o escritor Luiz Bras entrevista André Carneiro, precursor da literatura de ficção científica no Brasil e que há mais de uma década vive em Curitiba. Carneiro revê a própria carreira e fala sobre sua extensa produção artística, que deixou marcas indeléveis na fotografia, poesia e pintura.

Entre os inéditos, Deonísio da Silva surge com o conto inédito “Rua Quinze de Novembro, sem número”, o poeta Glauco Mattoso publica o poema “Cada malaco no seu malho [5554] e o jovem Renan Machado escreve ficção inédita para a seção “Em Busca de Curitiba”. Já o músico Oneide Dee Diedrich faz sua estreia na literatura com o conto “Os (M)eus tolos argumentos”.

Você pode ler a nova edição aqui.

Virada Cultural acontece neste fim de semana no Paraná

Por Toda Letra em 10 de novembro de 2012

Neste fim de semana (10 e 11 de novembro) o Paraná  será sacudido novamente pela Virada Cultural. O estado irá receber mais de 170 atrações artísticas. O evento é promovido pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o SESI-PR e os palcos montados em Campo Mourão, Cianorte, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá irão reunir cantores nacionais e locais, além de apresentações de dança, teatro, feiras, mostras cinematográfica e muito mais. São mais de 24 horas de programação cultural.

Campo Mourão, Cianorte, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá participam do evento com atividades em mais de 24 horas de programação (Foto: Kraw Penas/Divulgação)

“Temos uma programação intensa o ano todo, mas a Virada é um estímulo a mais para as pessoas saírem de casa e aproveitar um leque de opções culturais de qualidade”, diz o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana. O roteiro completo da Virada Cultural Paraná está disponível em aqui.

Em Campo Mourão o público poderá conferir no palco localizado na Praça São José atrações como a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, Brasileirão e Quarteto em CY, Renato Teixeira, Big Time Orchestra e diversos grupos locais. Além disso, a Biblioteca Central, o Museu e o Paço Municipal e a Praça Getúlio Vargas serão palco de diversas atrações que envolvem filmes, artes plásticas, teatro, contação de histórias e música.

Em Cianorte a Virada Cultural ocorre na Praça João 23, onde foi montado o Palco Conexões, na Praça 26 de Julho e na Avenida Souza Naves. Por lá vão se apresentar grupos musicais como a Banda Sabonetes, Renato Teixeira, Brasileirão e Quarteto em CY, entre outros. Bandas locais, apresentações de dança, circo, capoeira, teatro, cinema e exposições completam a programação.

A Virada Cultural de Maringá abre oficialmente no sábado, às 12 horas, com a apresentação da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba e Emílio Santiago, no Palco Conexões, localizado na Avenida 15 de Novembro, 701. O evento só termina na tarde de domingo, quando Sandra de Sá sobe ao palco, às 15 horas. Ainda se apresentam a banda Hillbilly Rawhide, a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, entre outros. Maringá ainda vai realizar uma virada cinematográfica no Auditório Hélio Moreira (anexo à prefeitura), com filmes a partir das 22 horas de sábado.

Foz do Iguaçu 

Foz do Iguaçu reúne atividades em diversos espaços da cidade. O Palco Conexões, localizado na Praça da Paz, vai receber as apresentações da Orquestra Sinfônica do Paraná e Viola Quebrada, Orquestra à Base de Cordas de Curitiba e Zeca Baleiro, Banda Mais Bonita da Cidade, entre outras. Performances culturais que contemplam diferentes modalidades artísticas serão realizadas na cidade.

Curitiba

Para o estudante de jornalismo Danilo Georgete, a edição do evento em 2011, em Curitiba, teve como pontos positivos os shows e a estrutura física. No entanto, alguns problemas de organização foram notados como o cancelamento de algumas peças sem o aviso prévio ao público. “Esse ano parece que a organização está melhor, com a criação de dois novos palcos, porém o nível dos shows decaiu”, acredita Georgete, que pretende prestigiar o evento novamente.

Já para o estudante de Cinema Rudolfo Auffinger, a estrutura do evento no ano passado não foi um ponto positivo, uma vez que o Largo da Ordem não soube acomodar a todos os presentes confortavelmente. Apesar disso, destacou os shows acontecidos à tarde por terem sido de alta qualidade.

A estudante de jornalismo Jéssica Carvalho que participou da Virada Cultural no ano passado está animada para a edição deste ano. “Meu trabalho de conclusão de curso fala sobre a arte em Curitiba e a Virada Cultural é um evento marcante nesse sentido para a cidade”, explica a estudante.

Neste ano, o Palco Conexões montado pela SEEC na Boca Maldita irá receber apresentações de destaque, como Ângela Maria e Cauby Peixoto, Dudu Nobre e Nevilton. No Palco Riachuelo, o público poderá conferir a Orquestra à Base de Cordas de Curitiba e Zeca Baleiro, Trio Quintina, Arnaldo Antunes, Roberto Menescal e Coral Curumim, entre outros. A programação cultural se estende em outros espaços, como o Museu Oscar Niemeyer, Biblioteca Pública do Paraná, Centro Cultural Teatro Guaíra, Centro Juvenil de Artes Plásticas e Auditório Brasílio Itiberê.

Agenda

O que: Virada Cultural

Onde: Em cinco cidades do Paraná

Quando: Hoje (10) e domingo (11)

Programação completa: Aqui

Sexta Sem Dúvida: Erros mais comuns de Língua Portuguesa

Por Toda Letra em 9 de novembro de 2012

Pedimos para a nossa diretora geral e consultora em Língua Portuguesa, Ana Paula Mira, listar os erros mais comuns que ela já encontrou por aí. Veja a arte abaixo:

Qual deles é o pior? Você percebe outros erros comuns e piores por aí? Mande para nós!

Jornalista Reinaldo Azevedo lança novo livro em Curitiba

Por Toda Letra em 8 de novembro de 2012

Carolina Pereira

especial para a Toda Letra

O jornalista e colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo lançou seu novo livro, “O País dos Petralhas II – o inimigo agora é o mesmo” na última quinta-feira (8), em Curitiba.

O evento começou por volta de 19h30 e estava lotado. O jornalista comentou sobra obra e ainda debateu diversos assuntos com os participantes. Seis pessoas tiveram a oportunidade de fazer perguntas ao analista político e, após o fim do bate-papo, brindes foram sorteados. Mais de 200 pessoas passaram no evento. O Shopping Estação fechou e os autógrafos continuaram.

A obra “O País dos Petralhas” é composta por uma reunião dos artigos publicados no blog do colunista na revista Veja online e trata-se das principais questões brasileiras e mundiais no século XXI. Entre os temas apresentados pelo autor estão o aborto, religião, os governos Lula e Dilma, Obama nos EUA entre tantos outros.

Sexta sem Dúvida: “Sem sombra de dúvidas” e “risco de morte”

Por Toda Letra em 26 de outubro de 2012

Hoje a Sexta Sem Dúvida é temática! A Luzimary Cavalheiro e o Jhoanderson Moreira escreveram para nós perguntando sobre duas expressões que causam dúvidas. A primeira é sobre a expressão “sem sombra de dúvidas” x “sem sobra de dúvidas” e a segunda sobre “risco de morte” x “risco de vida”. Vamos às perguntas e respostas de hoje!

A Luzimary Cavalheiro nos perguntou: “Sem sombra de dúvidas OU sem sobra de dúvidas”?

Luzimary, pelo que pesquisamos por aqui, a expressão é formada mesmo com a palavra “sombra”, para indicar que o assunto está claro. No Houaiss, inclusive, a palavra sombra tem esse sentido figurado da expressão: “… qualquer coisa que indique, mesmo remotamente, a existência ou possibilidade de (algo); indício, traço, sinal. Ex.: <sem s. de dúvida> <não há nem s. de reconciliação>”.

Já o Jhoanderson nos questionou: “Qual frase está correta: Corre risco de morte ou corre risco de vida? Os jornais antigamente falavam risco de morte, hoje usam risco de vida. Ou os dois estão corretos? ou depende da vida que a pessoa tinha. Se fosse pior é mais perigoso viver do que morrer?”

Boa pergunta, Jhoanderson! Não há consenso entre os gramáticos, até porque a expressão “risco de vida” não é um erro, visto que a ideia é o “risco de perder a vida”. No entanto, considerou-se por bem usar risco de morte, hoje amplamente difundido na mídia.

E você, tem alguma dúvida? Escreve para a gente! Basta enviar a sua pergunta pelo Facebook, Twitter ou postar nos comentários aí embaixo! Até a próxima!

Quarta do Erro: “Alcóol” Gel

Por Toda Letra em 24 de outubro de 2012

Olhem o flagra que registramos na rodoviária de Curitiba! O correto é álcool gel!

“Neologismos” e erros de concordância dão o tom do debate na RIC

Por Toda Letra em 23 de outubro de 2012

Falta de concordância, invenção de novas palavras e até palavras restritas ao uso oral da língua portuguesa. Essas e outras constatações surgiram depois de a Toda Letra analisar em suas redes sociais, em tempo real, o uso da língua portuguesa no discurso dos candidatos à Prefeitura de Curitiba, no debate de ontem à noite, na RIC TV Record.

No nervosismo de falar ao vivo e com a aproximação do dia da eleição, Gustavo Fruet e Ratinho Jr. derraparam em algumas questões gramaticais. O candidato do PSC inventou o “apoiamento” e o do PDT falou em “resolutividade”. Além disso, a concordância também foi equivocada na frase “quem vende a consciência não é eu”.

De uma maneira geral, os dois candidatos demonstraram em suas falas a pressão natural de estar ao vivo, diante de perguntas contundentes e da aproximação do domingo de eleição. Erros de concordância, principalmente com a falta de “S” ao final de verbos, além de uso inadequado de palavras restritas ao registro coloquial, como “descendo o cacete” e “falastrão”, mostraram que não é nada fácil falar bem e corretamente em uma situação de debate.
Em um balanço geral, Gustavo Fruet errou menos no português, mas com pouca vantagem.

A Toda Letra também vai analisar a participação dos candidatos no debate da RPC, na próxima sexta.

Agenda

Análise da Língua Portuguesa nos debates com os candidatos à Prefeitura de Curitiba

Quando: Sexta-feira, às 23h

Onde: Pelo Twitter Facebook

Quem analisa: Ana Paula Mira é jornalista, consultora em Língua Portuguesa, mestre em Administração e diretora geral da Toda Letra.