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Inscrições para oficina de crítica literária da BPP vão até 4 de julho

Por Toda Letra em 26 de junho de 2013

O escritor e professor gaúcho Luís Augusto Fischer ministra, entre 11 e 13 de julho, oficina de crítica literária, na quarta edição das Oficinas BPP em 2013. As inscrições estão abertas até o dia 4 de julho. Para se inscrever, é preciso enviar um breve currículo e uma resenha, de no máximo duas laudas, sobre um livro de ficção da literatura nacional ou estrangeira. O material deve ser enviado para o endereço oficina@bpp.pr.gov.br. Serão selecionados pelo autor 15 participantes.

Quem é Luís Augusto Fischer?

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Foto: Divulgação/BPP

Nascido em Novo Hamburgo, em 1958, Fischer é hoje um dos principais críticos brasileiros. Autor de ensaios sobre Machado de Assis e Nelson Rodrigues, tem sido presença constante nas páginas dos jornais e revistas brasileiros, falando sobre a literatura contemporânea. Mestre e doutor em Letras pela UFRGS, leciona na universidade, no curso de Literatura Brasileira, desde 1985. Atualmente escreve para os jornais Zero Hora, Folha de S. Paulo e ABC Domingo, além de ser colaborador das revistas Bravo! e Superinteressante.

Como escritor, Fischer já publicou livros de contos, crônicas e ensaios. Entre suas obras, destacam-se Dicionário de Porto-Alegrês (1999) e o Dicionário de palavras e expressões estrangeiras (2004), livros que fizeram grande sucesso entre os leitores.

Qual será o conteúdo abordado durante a oficina?

Durante a Oficina na BPP, Fischer passará pelas história da crítica brasileira, traçando um panorama desde os antigos suplementos até as atuais cadernos de cultura. Também falará sobre as diversas perspectivas da crítica em relação a gêneros como conto, poesia e romance.

O Projeto

As oficinas de criação literária promovidas pela BPP acontecem mensalmente e buscam aliar teoria e prática, colocando o público em contato com diversos gêneros literários. Esta é a quarta Oficina BPP de Criação Literária de 2013. Este ano, os escritores José Castello (Romance), Fabrício Corsaletti (Poesia) e Ernani Ssó (Infantojuvenil) já ministraram oficinas. Até novembro, outros quatro cursos irão acontecer.

Serviço:

Oficina BPP de Criação Literária – Crítica Literária com Luís Augusto Fischer

De 11 a 13 de julho

Inscrições abertas até 04 de julho pelo e-mail oficina@bpp.pr.gov.br

Informações: (41) 3221-4974

Para escrever uma boa biografia

Por Toda Letra em 21 de agosto de 2012

Aline Reis e Willian Bressan

especial para Toda Letra

Apaixonar-se pela personagem. É isso que faz o jornalista e escritor Ruy Castro ser considerado um dos melhores biógrafos do Brasil. Autor

das biografias “Estrela solitária – um brasileiro chamado Garrincha”, “Anjo Pornográfico” entre outras, Ruy Castro esteve em Curitiba para a semana da Comunicação da Universidade Positivo e falou aos jornalistas sobre as biografias que escreveu.

“Não é mole escrever biografias. A gente se torna quase um louco, um doente. Se fica obsessivo pela personagem”.

O processo de criação de uma biografia exige afinidade do jornalista para com a personagem, que, para o autor, necessariamente não deve estar viva. “Primeiro é preciso saber o que todo mundo sabe, depois descobrir o que ninguém imagina”, diz. Devido às exaustivas pesquisas em material impresso sobre a vida de Nelson Rodrigues, celebrado esse ano por conta do que seria seu centenário de vida, Castro tornou-se referência quando se trata da vida e obra do dramaturgo.

A parte da pesquisa em material impresso serve, de acordo com Castro, para direcionar o trabalho e encontrar personagens para conhecer novas histórias. Um escrito baseado apenas em pesquisas bibliográficas, para o autor, é uma aglomeração de informações já conhecidas. “Quando os entrevistados falarem sobre qualquer assunto, eu tenho a obrigação de saber do que se trata”.

“O Anjo Pornográfico”, livro que retrata a vida de Nelson Rodrigues, traz uma narrativa cronológica dos passos do dramaturgo, o que, segundo Ruy Castro, é missão do escritor. “O leitor não tem a obrigação de saber tudo que aconteceu na vida dele [Nelson Rodrigues], por isso o biógrafo tem a obrigação de escrever cronologicamente”.

O livro foi lançado em 1992 e no ano seguinte venceu o Prêmio Jabuti, o maior de literatura brasileira, na categoria melhor capa. Castro esteve imerso na pesquisa por meses e somente depois procurou os familiares. “É preciso conhecer bem o biografado para não queimar o entrevistado. Além disso, é preciso conhecer o entrevistado também, isso faz com que ele sinta confiança e me conte mais detalhes”, revela.

Paixão e obsessão

Escrever uma biografia não é fácil, exige dedicação e disciplina para que o material seja fiel à vida do biografado. “Não é mole escrever biografias. A gente se torna quase um louco, um doente. Se fica obsessivo pela personagem. Eu não tenho vida pessoal quando estou escrevendo, é um envolvimento muito grande, é um casamento com o personagem”, explica Ruy.

Talvez até por isso – por esse envolvimento e encantamento tão caros ao autor que se dedica às biografias – Ruy aponta que não tenha surgido ninguém depois de Carmen Miranda com tanto brilho a ponto de despertar a vontade de escrever outra biografia. Além disso, os problemas com herdeiros também são apontados como “desestimulantes” na hora de se pensar em um novo trabalho.

Embora Ruy Castro, que além de escritor é colunista do jornal Folha de S. Paulo, seja considerado especialista em biografias, ele mesmo não se vê como personagem que valha um escrito semelhante. “Quanto à biografia do Ruy Castro, desistam! Porque sou contra biografar gente viva, mas depois de morto podem fazer o que quiser”, brinca.

 

Livro que traça panorama da alfabetização no Brasil está disponível para download

Por Toda Letra em 26 de julho de 2012

Está disponível para download gratuito o livro Alfabetização no Brasil: uma história de sua história, lançado pela Cultura Acadêmica Editora e organizado por Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Marília.

A obra apresenta um conjunto das reflexões desenvolvidas durante o 1º Seminário Internacional sobre História do Ensino de Leitura e Escrita, realizado entre 8 e 10 de setembro de 2010 com a finalidade de congregar teóricos e grupos de pesquisa que desenvolvem trabalhos sobre a história da alfabetização.

Segundo Mortatti, a publicação surge num contexto em que a História da Educação se consolida como um campo do conhecimento no Brasil. Pesquisadores vinculados a diferentes programas de graduação se dedicam ao tema, com ênfase nos séculos 19 e 20, em diferentes contextos regionais e com base em diferentes fontes documentais, vertentes teóricas e abordagens metodológicas.

O objetivo do livro é oferecer uma grade de compreensão daquilo que vem sendo produzido no Brasil nos últimos anos na área. A publicação pode ser acessada em: www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/alfabetizacao.pdf.

A falta de acento e o bico do príncipe

Por Toda Letra em 15 de março de 2012

Fernando Molica*

O príncipe Harry engarrafou o trânsito e, à sua revelia, ajudou a ressaltar um problema na língua portuguesa. Para noticiar a confusão gerada por sua ida do Tom Jobim à Zona Sul, um jornal registrou na Internet: “Harry para o trânsito”. A manchete era curta, informativa, correta. O problema é que nem todo mundo dá bola para a papagaiada daquela espécie de escola de samba britânica que apresenta sempre um enredo manjado, baseado em historinhas de príncipes e princesas. Muita gente se lixa para a Unidos da Rainha, não quer saber do desfile deste ou daquele coroado. Ao ler a tal manchete, uma dessas pessoas pode ter achado que um sujeito chamado Harry estaria cotado para assumir a presidência da CET-Rio: “Harry para o trânsito”.

A culpa é do acordo ortográfico que, sob a desculpa de uma unificação, criou uma versão do idioma português que comete o disparate de desassociar grafia e pronúncia, como na eliminação do acento agudo de “pára”. Há casos mais graves, como ressaltou outro dia um internauta. Quando lemos “Justiça para o Brasil”, não sabemos se se trata de uma campanha ou de uma constatação. O trema era a tradução da necessidade de fazermos bico para falar “consequência”. Foi-se o trema, ficaram o bico e a importância de ter alguém que explique a futuros falantes a obrigação

de se emitir um som não explicitado na palavra escrita. Também foi jogado para o espaço o acento que indicava o som aberto em “paranoia”.

A unificação virou piada de brasileiro. Ontem, o jornal português ‘A Bola’ assim reproduziu a frase em que Romário relacionava a saída de Ricardo Teixeira da CBF à extirpação de um câncer: “Eliminámos um cancro” — repare no acento agudo. “Factos”, assim, com “c”, continuam a ser publicados no ‘Diário de Notícias’, que também não abre mão de chamar de “selecção” o time, digo, a equipa nacional.

Jornais têm a obrigação de apresentar fatos de maneira objetiva, não podem abrir mão do compromisso com a clareza, são obrigados a evitar a dubiedade. Em nome desses princípios, deveriam articular um pacto de desobediência civil e recuperar o uso, pelo menos, dos acentos diferenciais. Seria um bom começo, facilitaria a vida dos leitores e até a do Harry — vai que ele aceita o pedido de casamento feito por uma repórter de O DIA e seja obrigado a aprender português. Ficará feliz em saber o motivo de fazer biquinho quando, numa churrascaria rodízio, pedir mais uma linguiça.

Fernando Molica é jornalista e escritor. Reproduzido de O Dia.

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Use as redes sociais a seu favor e se dê bem na carreira

Por Toda Letra em 17 de janeiro de 2012

Bárbara Stefanelli*

Em um mundo cada vez mais conectado, a linha entre a vida pessoal e profissional fica cada vez mais tênue. Segundo números do Ibope Nielsen Online, das 63,5 milhões pessoas com acesso à internet, 48 milhões são usuários ativos em casa ou no trabalho. Outra pesquisa, lançada no começo de janeiro, mostra que o Brasil já é o quarto país do mundo a ter mais perfis no Facebook e, quando se trata de Twitter, ocupamos a terceira posição.

Inevitavelmente, entre tantos amigos dessas e outras redes, muitos são colegas de trabalho e, se você não quiser queimar o seu filme na web e nem no seu emprego, o cuidado com os posts deve ser constante –ainda mais se você trabalhar em áreas que envolvam o uso frequente da internet.

Relevância das redes
Apesar da crescente importância das redes sociais para o profissional, as páginas não fazem milagres e boa apresentação e currículo continuam sendo indispensáveis. Portanto, não é necessário se preocupar  demasiadamente com o seu desempenho nas redes; aja naturalmente e saiba o que está acontecendo nas páginas pessoais do momento. Segundo Carolina Stilhano, gerente

de Comunicação da Catho Online, o rendimento nas entrevistas é a característica mais relevante na hora de conseguir um emprego.

A representante do site de empregos brasileiro também afirma que “as redes sociais na carreira ainda não são tão impactantes no Brasil” e, de acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros 2011″ –realizada pela empresa no ano passado, em território nacional–, as redes sociais apresentam apenas 0,2% de relevância na hora de conquistar um emprego.

Ainda de acordo com os dados do relatório, a cada 100 profissionais desempregados, cerca de 28 procuram empregos em redes sociais. Na hora de divulgar as vagas, essas páginas da web têm apenas 3% de importância, sendo a indicação de pessoas de dentro da empresa o método mais comum na hora de comunicar a existência de um novo posto, com 47,6%.

Apesar dos números desanimadores, a headhunter Joyce Cerigner, da JC Consultores, destaca a importância da atuação dos profissionais na web. “Realmente, ficamos de olho ou colocamos algum anúncio específico para cada função nessas páginas”, afirma a consultora.

*Texto editado do UOL. Para acessar a versão completa, acesse aqui.

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