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Arquivo da Categoria ‘Erros de Língua Portuguesa’

Sexta Sem Dúvida: que x quê

Por Toda Letra em 16 de agosto de 2013

Hoje, esclareço a segunda dúvida da Jéssica Carvalho. Agora, ela questiona o acento na palavra QUE.

A palavra QUE, na língua portuguesa, pode, algumas vezes, aparecer acentuada. Isso acontece quando está no fim do texto. A explicação para isso se deve ao fato de que a nossa fala tem tonicidade na parte final de nossas frases, ou seja, o acento, o ritmo da nossa fala é mais evidente no final de nossas sentenças. É por isso que o QUE e também o POR QUÊ aparecem acentuados nessas condições.

Veja os exemplos:

Perguntei o motivo da briga mas ele não explicou por quê.
Ele apenas se questionou: brigara para quê?

E aí, esclarecido?Então, já sabe: se tiver alguma dúvida, manda pra gente no Facebook!

*As dúvidas são respondidas pela Ana Paula Mira, Diretora Geral da Toda Letra e Consultora de Língua Portuguesa.

O óculos x os óculos

Por Toda Letra em 2 de agosto de 2013

Há alguns dias, recebemos o seguinte recado da Carla Del Valle no Facebook: “Ultimamente tenho visto muito o uso ‘o óculos’ e, quando eu estive na escola, a regra culta mandava tratarmos ‘óculos’ como um plural. Quem está certo – eu ou o resto do mundo?”.

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Boa observação, não acham? Trata-se de um erro bastante frequente. Quem nunca ouviu alguém dizendo “pega o meu óculos”, por exemplo? É comum.

No entanto, quem está certa é a Carla. Óculos devem estar no plural, porque, apesar de a palavra semanticamente indicar singular, morfologicamente ela é considerada plural. E o que vale para o uso do artigo é a questão morfológica.

Ou seja, não se esqueçam: OS óculos. Sempre.

Mais alguma dúvida? Contem com a gente! Mandem suas perguntas por mensagem lá no Facebook!

Sexta Sem Dúvida: “proibido a entrada” x “proibida a entrada”

Por Toda Letra em 28 de junho de 2013

Um dia desses, o Jeferson Nunes enviou uma charge curiosa para a nossa página no Facebook. Nela, o Benett (chargista da Gazeta do Povo) coloca uma placa que diz: “Proibido a entrada de estranhos”. O questionamento era: será que ele cometeu algum erro de português? Nós respondemos que, sim, ele errou.

Justificativa:

Com a expressão “é proibido”, a concordância pode ser feita de duas maneiras: “É proibido entrada” ou “É proibida a entrada”. Isso porque a palavra “proibido” só concordará com o substantivo quando tiver artigo na frente, ou seja, se estiver definido. Na charge do Benett, a palavra “entrada” tem esse artigo na frente, portanto o correto seria “proibida”.

E aí, resta alguma dúvida? Mande para a nossa página no Facebook.

*As dúvidas são respondidas pela Ana Paula Mira, Diretora Geral da Toda Letra e Consultora de Língua Portuguesa. 

Mais do que um erro de digitação

Por Toda Letra em 19 de maio de 2013

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por Ana Paula Mira*

Em tempos de internet, ninguém passa ileso. A Globo, principalmente. Sempre alvo de muitas críticas e questionamentos, na última semana a emissora derrapou no português. Apesar de muitos pensarem que o erro do Jornal Nacional, por exemplo, é “apenas” um erro de digitação, acredito que vale o alerta para a falta de revisão, com certeza a grande responsável pelo erro – bem mais feio -

da Globo News.

A confusão entre MAS e MAIS é antiga, assim como TRÁS e TRAZ. No entanto, é muito feio uma emissora do tamanho da Globo deixar passar esses errinhos tão básicos. Em tempo: MAS é conjunção e indica oposição (Eu fui ao colégio, mas não houve aula) e MAIS é advérbio e significa intensidade (Hoje eu estou mais calma); TRÁS é advérbio e significa posição (Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher) e TRAZ é o presente do verbo trazer (Ele traz presente para mim todos os dias).

*Ana Paula Mira é diretora geral da Toda Letra, jornalista e consultora de Língua Portuguesa. 

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Com erro de ortografia, troféu é 'corrigido' a caneta

Por Toda Letra em 9 de maio de 2013

Ao vencer o Ceilândia na decisão do segundo turno do Campeonato Brasiliense de 2013, o Brasiliense levou a Taça Mané Garrincha no último sábado. No entanto, a placa continha um erro de ortografia e o troféu foi corrigido a caneta. Na placa que identifica a taça, está escrito “Campeonato Brasilience de Futebol Profissional”. Ao perceber a falha (lastimável), um funcionário ainda tentou corrigir, a caneta, colocando um S. Apesar do erro de ortografia, o time não se importou e levantou o caneco, comemorando a conquista.

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Para a consultora de Língua Portuguesa da Toda Letra, Ana Paula Mira, o erro é uma “falta de cuidado com algo que vai ficar eternizado. Quando isso acontece na gravação de um troféu ou medalha é sempre uma maneira de perpetuar o erro”, explica a consultora.

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Redações do ENEM apresentam erros de Língua Portuguesa, mas garantem notas altas

Por Toda Letra em 20 de março de 2013

As notícias de que redações do Exame Nacional do Ensino Médio com erros de Língua Portuguesa teriam garantido nota alta suscitaram polêmicas e discussões nas redes sociais nesta semana. Em um dos exemplos compartilhados pelos internautas, estava a indignação com a nota de um aluno que escreveu uma receita de como preparar macarrão instantâneo em três minutos no corpo do texto. Em outro, o hino do Palmeiras garantiu uma nota de 500 pontos. Por fim, reportagem publicada no jornal O Globo mostrou que redações que atingiram a nota máxima – 1.000 pontos – tinham erros graves de Língua Portuguesa. Segundo O Globo, havia erros como ‘enchergar’ e ‘trousse’.  Também foram percebidos problemas de concordância em algumas redações.

Em entrevista à Toda Letra, um corretor das provas de redação do Exame Nacional do Ensino Médio comentou as recentes notícias e o critério de avaliação do Exame.

Em nota, o Ministério da Educação explicou que o texto é analisado como um todo, e o que importa mesmo é que candidato tenha um excelente domínio do português, mesmo que ele cometa pequenos desvios gramaticais.

Procuramos corretores das regiões Sul e Sudeste para comentar as últimas notícias do ENEM. Na opinião de um corretor ouvido pela Toda Letra, que não pode ser identificado por ter assinado termo de sigilo ao aceitar fazer o trabalho para o INEP, “os erros comprometem, mas, infelizmente, os critérios são permissivos demais”.  Segundo ele, há cinco competências analisadas, e a fuga ao tema é indicada apenas quando o candidato não faz nenhuma referência ao que foi pedido. “É fácil uma redação ganhar alguma nota, mesmo que contenha absurdos no meio do texto. Se a redação com a receita do miojo fosse zerada, com certeza o texto seria analisado por uma equipe que criticaria a anulação e cobraria isso do corretor responsável”, afirma.

Texto, conteúdo, erros

Perguntamos a um dos corretores o que importa mais nestes casos: a essência do texto, o conteúdo, ou os próprios erros? “É um misto de fatores”, explica um dos corretores ouvido pela Toda Letra. “Não dá para ignorar erros absurdos de ortografia, ainda que o texto seja claro e com boa argumentação. É claro que os erros por si só não devem anular a redação, mas a penalidade deveria ser maior. Ao não dar a devida importância a esses erros, estamos formando uma legião de jovens que acham que o mercado de trabalho também reage assim”, explica.  O corretor lembra que já ouviu muitas histórias de candidatos a vagas de trabalho que não passaram em testes de seleção devido a erros como os mostrados nas redações do ENEM.

O sistema de avaliação por competência do Exame Nacional do Ensino Médio, na opinião do corretor, é “muito tolerante”. “A pressão para não ‘pesar’ a mão na hora da correção é muito grande, tanto para corretores quanto para supervisores”, encerra.

 

 

Quarta do Erro: Evite vias

Por Toda Letra em 27 de fevereiro de 2013

Hoje a foto da Quarta do Erro foi registrada pela nossa equipe no domingo, dia de Atletiba, em Curitiba. A placa eletrônica da Prefeitura assim apresentava o aviso aos motoristas:


O correto é: Evite vias em torno do estádio OU Evite vias no entorno do estádio.

Curiosidade: Carrasco x “Carrasca”

Por Toda Letra em 25 de fevereiro de 2013

Você sabia que a palavra “carrasca” não existe? Segundo a consultora de Língua Portuguesa, Ana Paula Mira, a palavra carrasco é substantivo, não adjetivo. Vem do nome de um carrasco português, que tinha o sobrenome Carrasco. No VOLP, o adjetivo que se refere ao substantivo carrasco é carrascoso ou carrascosa.

Portanto, a reportagem da Folha de S. Paulo errou feio!

Quarta do Erro: Concordância

Por Toda Letra em 20 de fevereiro de 2013

O erro de hoje vem lá de Punaú, no Rio Grande do Norte, e foi enviado para nós pela Carolina Pereira!

Explica a nossa consultora Ana Paula Mira: “Erro básico de concordância. A regra geral estabelece que os substantivos devem concordar com artigos, adjetivos e demais classes gramaticais que o acompanhem, em gênero e número. Ou seja, o correto seria “Não pode alimentar os saguis, animais selvagens”. Aqui, também é possível melhorar a própria redação do aviso, mas isso é assunto para outro post!”

Se você encontrar erros por aí, mandem para nós! Até a próxima!

Quarta do Erro: Placa da Prefeitura do Rio de Janeiro tem erro de ortografia

Por Toda Letra em 30 de janeiro de 2013

O post de hoje é direto do Rio de Janeiro. O leitor Gustavo Barbosa enviou para o jornal O Globo uma reclamação sobre o erro de Língua Portuguesa encontrado em uma placa da prefeitura da cidade. “Antes da prática de exercícios físicos, consulte seu médico. Não deixe de visitá-lo regurlamente”.

A reportagem do jornal encontrou em contato com a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, que informou que o erro na placa informativa foi de uma empresa terceirizada, responsável pela fabricação dos equipamentos. Segundo a assessoria, a empresa já está colocando novos adesivos com a gra

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fia correta e arcará com os custos do trabalho.

Erros de revisão

Para a consultora de Língua Portuguesa, Ana Paula Mira, os erros de digitação são extremamente comuns e não comprometem tanto assim uma mensagem quanto outro de concordância, regência ou conjugação. “No entanto, ainda que simples, jamais poderia ter passado em uma revisão, especialmente em uma publicação oficial que vai ser estampada em diversos cantos de uma cidade”, afirma a consultora.

Um outro erro foi localizado pela consultora, que não foi mencionado na reportagem do jornal O Globo.  ”Na indicação dos dias e horários, o acento da crase é usado de forma errada em 'De segunda à sexta'. Não há necessidade da crase nesse caso, já que entre 'segunda” e 'sexta' deve haver apenas a preposição 'A'”, explica a consultora.

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