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Arquivo de maio de 2013

Inscrições para oficina de literatura infantojuvenil terminam semana que vem

Por Toda Letra em 29 de maio de 2013

As inscrições para a oficina de literatura infantojuvenil com o escritor gaúcho Ernani Ssó vão até quarta-feira (5) da semana que vem. Para se inscrever, é preciso enviar breve currículo e texto de ficção que recrie a história João e Maria, com no máximo duas laudas. O material deve ser enviado para o endereço oficina@bpp.pr.gov.br. Serão selecionados pelo autor 20 participantes para o curso de 12 a 14 de junho, na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba.

Esta é a terceira Oficina BPP de Criação Literária de 2013. Este ano, os escritores José Castello (Romance) e Fabrício Corsaletti (Poesia) já ministraram oficinas. Até novembro, estão programadas outras cinco edições do projeto.

Nascido em 1953, em Bom Jesus (RS), Ernani Ssó é autor dos romances Diabo a quatro e O emblema da sombra. Nos últimos anos, sua produção tem se concentrado na literatura infantojuvenil, escrevendo as séries “No escuro”, da editora Paulinas, e, mais recentemente, a série de livros “Histórias do tempo em que os bichos falavam — Narrativas do folclore”, da Companhia das Letras. Ssó também tem importante trabalho como tradutor da língua espanhola, sendo o responsável pela mais recente tradução para o português do clássico Dom Quixote.

PROJETO – As oficinas de criação literária promovidas pela BPP acontecem mensalmente e buscam aliar teoria e prática, colocando o público em contato com diversos gêneros. Esta é a terceira Oficina BPP de Criação Literária de 2013. Este ano, os escritores José Castello (Romance) e Fabrício Corsaletti (Poesia) já ministraram oficinas. Até novembro, outros cinco cursos irão acontecer.

Confira a programação:

Crítica Literária, com Luis Augusto Fischer (10 a 12 de julho)

Crônica, com Antônio Torres (13 a 15 de agosto)

Narrativa experimental, com Marcelino Freire (10 a 12 de setembro)

Jornalismo Cultural, com Marcos Flamínio (9 a 11 de outubro)

Conto, com Antonio Carlos Viana (12 a 14 novembro)

Serviço:

Oficina BPP de Criação Literária – Infantojuvenil com Ernani Ssó

De 12 a 14 de junho

Inscrições abertas até 31 de maio pelo e-mail oficina@bpp.pr.gov.br

Informações: (41) 3221-4974

Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em: www.facebook.com/governopr ewww.pr.gov.br

A crase da novela Amor à Vida”

Por Toda Letra em 27 de maio de 2013

por Ana Paula Mira*

Amor à vida é uma novela craseada, como diria o hilário José Simão. A chamada de atenção do colunista da Folha não é à toa – é muito difícil utilizar crase em títulos, muitas vezes, porque muita gente vai esquecer de colocar ou porque não vai saber mesmo! Para não fazer parte dessa estatística, veja por que o A de AMOR À VIDA é craseado.
No caso, quem tem amor, tem amor A algo ou POR algo; poderíamos dizer Amor à vida ou Amor pela vida. Tanto em um quanto em outro caso, o uso da preposição é obrigatório. Como a palavra VIDA admite o uso do artigo A, temos as duas condições para haver crase: artigo + preposição. Agora, esperamos que curta a novela ciente da grafia do título!

*Ana Paula Mira é diretora geral da Toda Letra, jornalista e consultora de Língua Portuguesa. 

Flip inaugura década com homenagem a Graciliano Ramos

Por Toda Letra em 24 de maio de 2013

Início de uma nova década para a Flip – Festa Literária Internacional de Paraty –, a 11ª edição do evento traz Graciliano Ramos como o autor homenageado. Mais atual do que nunca, e de indiscutível relevância na história cultural do país, o trabalho do escritor alagoano inspira os temas das mesas, que serão abordados pelos convidados nacionais e internacionais.

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A Flip 2013 reúne escritores contemporâneos cujo modo de criação, mais livre, se reafirma. A poesia surge em meio à prosa, o ensaio reaparece como gênero literário e microrrelatos em obras de ficção dão o tom ao estilo singular de cada autor. “Contra o dogmatismo que pretende estabelecer um modelo único de escrita, a Festa Literária Internacional de Paraty aposta numa multiplicação de escritas possíveis, pressupondo que a literatura estará sempre ligada ao próprio tempo, mas de maneiras tão diversas quanto as experiências de seus criadores”, afirma Miguel Conde, curador da Flip.

Foi pensando na multiplicidade de abordagens que o curador definiu nomes que vão do poeta Tamim Al-Barghouti, figura central na primavera árabe, ao romancista Michel Houellebecq. Narrador ácido e observador crítico do mundo contemporâneo e suas relações, Houellebecq venceu o Goncourt em 2010 com o romance Partículas Elementares e é considerado um dos grandes nomes da atual prosa francesa.

Especialista em contos e narrativas concisas, a norte-americana Lydia Davis, finalista do Man Booker International Prize 2013, falará de obras de sua autoria que não raro transitam entre ficção, ensaio e poesia. Já a franco-iraniana Lila Azam Zanganeh trará para o palco da Flip sua leitura original da obra de Vladimir Nabokov, tido por ela como o “grande escritor da felicidade”.

O escritor norte-americano Tobias Wolff e o norueguês Karl Ove Knausgård se encontram em debate sobre a relação entre ficção e confissão, ou criação literária e experiência pessoal. Enquanto Wolff é conhecido especialmente como contista e memorialista, Karl Ove ganhou projeção internacional após a publicação de Minha Luta, narrativa autobiográfica em seis volumes.

Especialmente expressiva nesta edição, a relação da literatura com o cinema, a música e arquitetura ajuda a quebrar a linha divisória entre as artes. Vai nesse sentido a presença do historiador da arte T.J. Clark, dos cineastas Eduardo Coutinho e Nelson Pereira dos Santos, da cantora Miúcha, do arquiteto Eduardo Souto de Moura e do célebre crítico de arquitetura da New Yorker Paul Goldberger. Num dos encontros mais aguardados da festa, Maria Bethânia e Cleonice Berardinelli, professora emérita da UFRJ e da PUC-Rio, se encontram em mesa sobre Fernando Pessoa.

Outro dos grandes nomes internacionais convidados, o francês Jérôme Ferrari se junta ao brasileiro Daniel Galera para refletir sobre um elemento em comum das obras de ambos: a atualização de temas ligados à tragédia clássica, como o conflito entre ação humana e predestinação.

O cotidiano habita o trabalho das três jovens poetas Alice Sant’Anna, Ana Martins Marques e Bruna Berber, que se reunirão na primeira mesa da Flip para falar sobre o lado ora cômico, ora melancólico, ora sublime dos dias comuns quando estes se tornam matéria de sua poesia. Zuca Sardan e Nicolas Behr, dois grandes satiristas brasileiros das últimas décadas, discutirão um estilo que ironiza consensos e costumes de forma igualmente poética e caricata, utilizando os recursos próprios da poesia, marcada pela invenção verbal e gráfica.

O autor e jornalista inglês Geoff Dyer e o escritor e editor norte-americano John Jeremiah Sullivan se juntarão em uma mesa da Flip para discutir o ensaio como gênero literário. Em torno do tema será também estruturada a Oficina Literária da 11ª Flip, coordenada pelo escritor e editor da revista serrote Paulo Roberto Pires (inscrições já encerradas).

Programação

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Mais do que um erro de digitação

Por Toda Letra em 19 de maio de 2013

erros globo

por Ana Paula Mira*

Em tempos de internet, ninguém passa ileso. A Globo, principalmente. Sempre alvo de muitas críticas e questionamentos, na última semana a emissora derrapou no português. Apesar de muitos pensarem que o erro do Jornal Nacional, por exemplo, é “apenas” um erro de digitação, acredito que vale o alerta para a falta de revisão, com certeza a grande responsável pelo erro – bem mais feio -

da Globo News.

A confusão entre MAS e MAIS é antiga, assim como TRÁS e TRAZ. No entanto, é muito feio uma emissora do tamanho da Globo deixar passar esses errinhos tão básicos. Em tempo: MAS é conjunção e indica oposição (Eu fui ao colégio, mas não houve aula) e MAIS é advérbio e significa intensidade (Hoje eu estou mais calma); TRÁS é advérbio e significa posição (Por trás de um grande homem, há sempre uma grande mulher) e TRAZ é o presente do verbo trazer (Ele traz presente para mim todos os dias).

*Ana Paula Mira é diretora geral da Toda Letra, jornalista e consultora de Língua Portuguesa. 

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Sexta Sem Dúvida: Casal de gêmeos e tudo a ver

Por Toda Letra em 16 de maio de 2013

Mais uma sexta-feira! Mais uma sexta-feira para tirar as suas dúvidas! Hoje a Lis Augusta e a Bianca Camargo mandaram perguntas para nós. Vamos lá!

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A Lis Augusta diz: “Então… quando queremos nos referir a um menino e uma menina que são gêmeos, normalmente eu digo “casal de gêmeos”, mas já vi pessoas dizerem “casal de gêmeos” para gêmeos do mesmo sexo e me alegaram “mas há casal de homossexuais”, até aí OK, entramos na sociolinguística?” A dúvida mesmo é num texto, por exemplo, devo aceitar se alguém escrever “casal de gêmeos” para pessoas de mesmo sexo?

Lis, não, casal de gêmeos só deve se referir a um men

ino e uma menina. Quando a pessoa tem dois meninos ou duas meninas, ela diz simplesmente que tem gêmeos.

A pergunta da Bianca é: “Segue minha dúvida: tudo a ver ou tudo haver?
“Eu sempre achei que 'haver' fazia todo sentido, mas vejo escrito por aí, 'tudo a ver'… então, nada melhor do que falar com quem entende”.

Oi Bianca! O certo é “tudo a ver”. A ideia da expressão é “tudo para ver”. E a ideia do verbo “haver” é a mesma de “existir”. Pense na substituição para perceber como não faz sentido usar haver: Eu não tenho nada a ver com isso (eu não tenho “nada para ver” em relação a isso). Eu não tenho nada haver (eu não tenho nada “a existir” – estranho, né?). Esperamos ter respondido sua dúvida!

E você, tem dúvidas de Língua Portuguesa? Mande para nós! :)  

*As dúvidas são respondidas pela Ana Paula Mira, diretora geral da Toda Letra e consultora de Língua Portuguesa. 

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Flip confirma presença de Tamim Al-Barghouti

Por Toda Letra em 15 de maio de 2013

A Flip confirmou a presença do escritor e cientista político palestino nascido no Egito Tamim Al-Barghouti. Apelidado de “o poeta da revolução” – depois que um poema de sua autoria foi declamado na praça Tahrir, no Cairo, durante os protestos contra o ditador egípcio Hosni Mubarak –, ele virá para a 11ª edição da Flip. Exilado do Egito em 2003, Tamim vive hoje em Washington e trabalha como professor convidado da Universidade de Georgetown.

Inspirado na Primavera Árabe, o pequeno poema Oh Egypt, it’s close foi publicado por Tamim em um jornal egípcio para o qual ele trabalha como colunista, justamente após o governo de Mubarak bloquear o acesso à internet no país. Os versos foram declamados por milhares de pessoas em meio às manifestações.

Apesar de ter obtido projeção internacional no ápice dos protestos, o poeta de 35 anos já era consagrado no meio literário do mundo árabe por suas poesias de cunho político e social. Tamim estudou política na Universidade do Cairo e na Universidade de Boston, onde alcançou o título de PhD em ciência política. Com dois livros publicados sobre história e política, além das coleções de poesia, ele é considerado um mestre da língua e história árabes.

Filho do poeta palestino Mourid Al-Barghouti e da romancista egípcia Radwa Ashour, Tamim nasceu na região de Deir Ghassanah, próximo a Ramallah, em 1977, ano em que o governo egípcio havia iniciado um processo de paz com Israel e tinha expulsado a maioria dos palestinos de destaque, incluindo o pai de Tamim. Im

erso na realidade do mundo árabe desde a infância, ele descobriu na literatura um meio de expressar os sentimentos de quem nasceu e cresceu em uma zona de conflito. Publicou o seu primeiro poema aos 18 anos.

Em 1999, aos 22 anos, Tamim retornou à Palestina pela primeira vez. Lá, ele lançou sua primeira coleção de poemas, intitulada Mijana. No Cairo, o poeta escreveu sua segunda coleção, Al Manzar. Em 2003, na véspera da invasão norte-americana ao Iraque, Tamim deixou o Egito em protesto contra o apoio do governo à guerra. Essa experiência resultou em dois trabalhos que, bem recebidos, deram fama a Tamim no mundo árabe. O primeiro foi Aluli-Bethebbe-Masr (They Ask: Do You Love Egypt?). O segundo, Maqam Iraq, foi descrito pela crítica como “algo que remete a uma clássica obra de arte árabe”.

Em 2007, seu trabalho Em Jerusalém tornou-se uma espécie de poema de rua, impresso em cartazes pendurados nas cidades palestinas, e Tamim foi chamado de “o poeta de Jerusalém“ pelos jornais palestinos. A obra, que descreve uma viagem abortada à cidade, tornou-se o mote de uma série de apresentações em Nablus, Ramallah, Hebron, Belém, Jericó, Amã, Beirute, Haia, Viena, entre outros lugares.

Hatoum de volta

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a Flip também confirmou a volta de Milton Hatoum a Paraty. Ele fará a conferência de abertura sobre o Graciliano Ramos, homenageado desta edição –em 27 de outubro, completam-se 120 anos do nascimento do escritor alagoano.

O autor de “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte” discorrerá sobre a importância da obra de Graciliano Ramos em várias áreas da cultura brasileira, incluindo o cinema e a política.

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Biblioteca Pública do Paraná promove bate-papo e exposição em homenagem a Jamil Snege

Por Toda Letra em 14 de maio de 2013

Um dos mais festejados escritores do Paraná, Jamil Snege (1939-2003) transitou por diversos gêneros, publicou 11 livros e, após uma década de sua morte, continua relevante. Para lembrar os dez anos sem o autor, a Biblioteca Pública do Paraná (BPP) promove no dia 16 de maio, a partir das 19h, um bate-papo com escritores que foram amigos de Snege. Cristovão Tezza e Miguel Sanches Neto vão conversar a respeito da vida e da obra do autor de Como se fiz por si mesmo. A entrada é franca. Após o bate-papo, no hall térreo da BPP, será aberta uma exposição com fotos de Daniel Snege, filho mais velho de Jamil.

Premiado no Brasil e com obras traduzidas em diversos idiomas, Cristovão Tezza conviveu com Snege entre o final da década de 1960 e início dos anos 1970, período em que era um escritor iniciante. Já Miguel Sanches Neto editou alguns livros do Turco e acompanhou o autor em seus últimos anos de vida. Além de contarem epis

Vai um comprimido de Felicidade Clandestina?

Por Toda Letra em 13 de maio de 2013

“No Egito, as bibliotecas eram chamadas ‘Tesouro dos remédios da alma’. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.” Jacques-Bénigne Bossuet  (Biblioteca Marianske Namisti, em Praga. (imagem e texto repassados a mim pelo meu amigo Lucio Esper)

por Susan Blum*

Para quem não sabe, sou formada em Psicologia antes de ter feito a faculdade de Letras. E sempre lembro do que alguns membros da família me falavam, ao me ver lendo Kafka ou Cortázar: “fácil fazer esta faculdade, não? Você só precisa ficar lendo!”.

No início eu tentava mostrar que a “leitura” não era tão fácil assim, uma vez que eu não estava apenas navegando suavemente na superfície do texto, mas sim procurando mergulhar nas profundezas turbulentas e traiçoeiras de significados, significantes, simbologias etc.

Um dos pensamentos que eu tinha: “se eu conseguir curar o câncer com a literatura, eles vão dar valor”. CLARO que não chega a tanto. Mas, em 2008, eu tive a grata surpresa de ver um cartaz na UFPR. Fui até a Universidade Positivo e assisti (com tradução simultânea) às falas de duas mulheres, que me interessaram MUITO.

Mantive contato com um colaborador delas por um tempo, pois pretendia trazer esta literatura terapia para Curitiba. Cheguei a dar um breve depoimento para a Linha Mestra número 13.

Ainda acho que a literatura nos ajuda nos insights e epifanias. Tal como a menina de Felicidade Clandestina, eu me refugiava nas páginas das fábulas de La Fontaine ou nos contos de Poe, quando menina assustada com a realidade da vida.

O gato preto, o poço e o pêndulo, o corvo (Poe), todas as fábulas (como o velho e a morte) e os contos dos irmãos Grimm, me ajudaram a transpor muitos obstáculos da vida.

Continuo lendo e tentando decifrar os abismos marinhos das

letras-peixes, das enguias-linhas e das estrelas-metáforas do mar.

Quem sabe um dia eu entenda porque a literatura está curando meus cânceres diários de baratas esmagadas, minhas úlceras de coelhinhos não vomitados, minha cegueira branca, minhas angústias de acordar como um inseto, minha impotência frente aos lobos maus, minha paranoia de agrimensor do Castelo, minha psicose de Iluminado e minha sede de vingança do Conde de Montecristo.

Enquanto eu matar estas doenças através da literatura, estarei salva de meu suicídio ignorante.

Então, peço licença, mas agora está na hora do meu Rivotril Steinbeck (Homens e Ratos) que ganhei de uma querida nova amiga.

Um abraço e até daqui a 15 dias.

p.s. Aproveito para sugerir as leituras: Fadas no Divã (Corso & Corso);  A Psicanálise dos Contos de Fadas (Bruno Bettelheim) e O lobo mau no divã (Laura James). 

*Susan Blum Pessôa de Moura, formada em Psicologia (PUCPR – 86) e em Letras (UFPR – 2003). Mestre em estudos literários (UFPR – 2004). Possui publicações acadêmicas em revistas literárias como Fragmentos (UFSC), Letras (UFPR), Magma (USP) e Alpha (Unipam). Autora do livro de contos Novelos Nada Exemplares (2010) e participante da coletânea de contos (de autores paranaenses) Então, é isso? (2012). Professora da Universidade Positivo, pesquisadora no Grupo de Estudos sobre o espaço (UFPR) desde seu início, em 1999, ministra cursos de criação literária no CELIN da UFPR (desde 2008) e escreve mensalmente para a Toda Letra.

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Com erro de ortografia, troféu é 'corrigido' a caneta

Por Toda Letra em 9 de maio de 2013

Ao vencer o Ceilândia na decisão do segundo turno do Campeonato Brasiliense de 2013, o Brasiliense levou a Taça Mané Garrincha no último sábado. No entanto, a placa continha um erro de ortografia e o troféu foi corrigido a caneta. Na placa que identifica a taça, está escrito “Campeonato Brasilience de Futebol Profissional”. Ao perceber a falha (lastimável), um funcionário ainda tentou corrigir, a caneta, colocando um S. Apesar do erro de ortografia, o time não se importou e levantou o caneco, comemorando a conquista.

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Para a consultora de Língua Portuguesa da Toda Letra, Ana Paula Mira, o erro é uma “falta de cuidado com algo que vai ficar eternizado. Quando isso acontece na gravação de um troféu ou medalha é sempre uma maneira de perpetuar o erro”, explica a consultora.

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Sexta Sem Dúvida

Por Toda Letra em 3 de maio de 2013

Olá!

Hoje respondemos três dúvidas! Vamos por partes!

A primeira delas foi enviada pela Fernanda Rios. Ela diz: “Olá gente, pesquisei em várias fontes (Manual de Redação e Estilo do Estadão, Dicionário Michaelis, Priberam…) o uso correto de “à la carte”, mas ainda não estou totalmente convencida se o uso é assim mesmo”.

Oi Fernanda! A expressão à la é francesa e e tem o mesmo sentido do nosso “à”, no sentido de “ao estilo de”, “à moda de”, “nos termos de”. Quando se usa à la carte, é como se falássemos “nos termos da carta”, isto é, nos termos do cardápio. É um aviso de que não há comida pronta, de que é preciso encomendar “nos termos da carta”

A segunda dúvida é da Ivana Soletti: ”Atrasada …. mas….. por favor, qual é a regra para utilizar as preposições antes de estados? Dig

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o em São Paulo, em Rondônia, em Santa Catarina, na Bahia, no Amapá, no Piauí….. qual a regra?”

Ivana, quanto ao uso de artigos, não há nenhuma regra específica. Na verdade, a explicação está muitas vezes na origem da palavra, mas é mais rápido e mais fácil guardar os topônimos (nomes de lugares) que admitem artigo.

A pergunta da Clarissa é se o correto é feito a mão ou feito à mão. A crase, nesse caso, é facultativa, já que você pode dizer que algo foi feito “com mão” ou “com A mão”. Veja que, ao substituir o A craseado por “COM A” ou apenas por “COM”, você continua dando a ideia de que aquele produto é artesanal, ou seja, feito a mão ou feito à mão.

E você? Tem alguma dúvida de Língua Portuguesa? Mande para o nosso perfil no Facebook.

*As dúvidas são respondidas pela Ana Paula Mira, diretora geral da Toda Letra e consultora de Língua Portuguesa. 

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