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Arquivo de fevereiro de 2013

Quarta do Erro: Evite vias

Por Toda Letra em 27 de fevereiro de 2013

Hoje a foto da Quarta do Erro foi registrada pela nossa equipe no domingo, dia de Atletiba, em Curitiba. A placa eletrônica da Prefeitura assim apresentava o aviso aos motoristas:


O correto é: Evite vias em torno do estádio OU Evite vias no entorno do estádio.

Estações tubos e terminais de ônibus de Curitiba vão ganhar bibliotecas

Por Toda Letra em 26 de fevereiro de 2013

As estações-tubo e os terminais de ônibus de Curitiba vão ganhar uma biblioteca. O projeto recebeu o nome de Tuboteca e é uma parceria entre a URBS, a Fundação Cultural de Curitiba e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano da cidade. A ideia é que sejam instaladas prateleiras nas estações-tubo e que os usuários do transporte coletivo possam emprestar os livros de graça e até levar para casa. Os livros serão disponibilizados primeiramente pela Fundação Cultural de Curitiba (FCC) e, segundo o presidente do Ippuc, Sérgio Pires, a ideia é que a população também colabore, “emprestando” ou doando livros.

A Tuboteca deve começar a funcionar no dia 29 de março, aniversário de Curitiba. (Foto: IPPUC/Curitiba). 

Segundo o presidente da Fundação Cultural, Marcos Cordiolli, o objetivo é fazer com que o curitibano leia mais.  Para isso, ele vai poder emprestar um livro em qualquer estação tubo e terminal e poderá seguir lendo a obra até em casa. Depois, será possível devolver o livro em uma estação tubo ou terminal diferente da qual realizou-se o empréstimo.

Os usuários também vão poder doar livros, que vão passar por uma triagem antes de serem disponíveis a população. Cordiolli conta que agentes de leitura vão estar espalhados pelas estações-tubo para ajudar os passageiros que funcionarão como orientadores e indicadores de obras.

A URBS estuda dez estações-tubo para implantar a ideia e depois expandir para toda a rede de transporte coletivo de Curitiba. A expectativa é que a Tuboteca comece a funcionar no aniversário da cidade, no dia 29 de março.

Com informações da Band News e da Gazeta do Povo.

Curiosidade: Carrasco x “Carrasca”

Por Toda Letra em 25 de fevereiro de 2013

Você sabia que a palavra “carrasca” não existe? Segundo a consultora de Língua Portuguesa, Ana Paula Mira, a palavra carrasco é substantivo, não adjetivo. Vem do nome de um carrasco português, que tinha o sobrenome Carrasco. No VOLP, o adjetivo que se refere ao substantivo carrasco é carrascoso ou carrascosa.

Portanto, a reportagem da Folha de S. Paulo errou feio!

Flip 2013 homenageia Graciliano Ramos

Por Toda Letra em 25 de fevereiro de 2013

A 11ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty será realizada entre os dias 3 e 7 de julho de 2013 e celebrará a obra de Graciliano Ramos.  O evento contará novamente com a curadoria do jornalista Miguel Conde.

No próximo dia 27 de outubro se completam 120 anos do nascimento do autor, natural de Quebrângulo, Alagoas. Escritor, jornalista e político, Graciliano Ramos teve uma vida em que a literatura e a política se entrelaçaram e, não raro, as convicções e atividades políticas inspiraram suas obras de forte conteúdo social.

Memórias do Cárcere revela sua amarga experiência no período em que esteve preso durante a ditadura de Getúlio Vargas, em 1935, acusado de subversão. Vidas Secas, um de seus mais celebrados trabalhos, retrata, por meio de um relato indignado, as agruras dos retirantes nordestinos castigados e humilhados pela seca.

Os escritores homenageados nas edições anteriores da Flip foram Vinicius de Moraes (2003), Guimarães Rosa (2004), Clarice Lispector (2005), Jorge Amado (2006), Nelson Rodrigues (2007), Machado de Assis (2008), Manuel Bandeira (2009), Gilberto Freyre (2010), Oswald de Andrade (2011) e Carlos Drummond de Andrade (2012).

Sexta Sem Dúvida: Uso dos porquês

Por Toda Letra em 22 de fevereiro de 2013

Ana Paula Mira*

Esta semana, no Big Brother Brasil, as sisters Anamara e Fani mostraram conhecimentos de gramáticas e discutiram os usos dos porquês, além da relação malxbem e mauxbom. A explicação dada por Fani foi mais simplista, por isso, nós vamos ajudá-las aqui!

Vamos ajudar os brothers!

 

O uso dos porquês na língua portuguesa não tem segredo. Basta entender quais palavras formam as expressões. Mais do que decorar que um é para pergunta e outro é para resposta, é essencial saber que PORQUE é uma conjunção explicativa, ou seja, serve para explicar ou responder algo e pode ser substituído por POIS. Toda vez que a substituição for possível, é sinal de que a palavra PORQUE (tudo junto) deve ser usada. Veja o exemplo:

Não fui à aula porque (=pois) perdi a hora.

Quando essa mesma palavra for usada com acento (PORQUÊ), ela é um substantivo, o que significa que pode ser também substituída por outro substantivo com mesmo significado, como RAZÃO, MOTIVO ou CAUSA. Veja:

O governo não explicou o porquê (=motivo/ razão/ causa) de tanta corrupção.

Já na palavra separada, temos uma expressão formada por uma preposição (POR) e por um pronome (QUE). Ou seja, POR QUE será usado quando a sentença exigir essas duas classes. Uma forma bem fácil de fazer isso é, de novo, a substituição, pelas expressões pelo qual/pela qual/ por qual/ por quais etc. Ainda poderá ser substituído pelas expressões por qual razão/ por qual motivo, vai depender da frase! Atente para os exemplos:

Os bombeiros não sabem explicar por que (=por qual razão/ por qual motivo) o incêndio começou.

Ninguém disse por que (=por qual) razão a Defesa Civil liberou os alvarás.

O processo corre em segredo de justiça, motivo por que (=pelo qual) a imprensa não tem divulgado informações.

Quando utilizado no fim das frases, o POR QUÊ deverá ser utilizado. A explicação para seu uso no início, meio ou fim da frase é a mesma! A única diferença é o acento que surge quando a palavra estiver no fim da sentença.

Por que as aulas foram suspensas?

Ninguém explicou por quê (=por qual razão/ por qual motivo).

Quanto ao uso do MAL/MAU, a tal da Maroca está certa! MAL é advérbio e antônimo de BEM; MAU é adjetivo e antônimo de BOM.

Ele é um mau ( ≠ bom) aluno, por isso foi mal ( ≠ bem) avaliado.

*Ana Paula Mira é consultora de Língua Portuguesa, diretora geral da Toda Letra, jornalista, mestre em administração e marketing e professora de jornalismo. 

Integrante da Comissão Nacional da Verdade deseja revisão da ditadura nos livros didáticos

Por Toda Letra em 20 de fevereiro de 2013

O ex-procurador Geral da República Cláudio Fonteles, um dos integrantes da Comissão Nacional da Verdade, quer que seja feita revisão da história do Brasil durante o governo militar, iniciado em 1964, nos livros didáticos usados em todas as escolas militares, assim como nas publicações usadas em escolas civis.

“Se você tem a lei que diz que o que aconteceu neste País foi um Estado que violou gravemente os direitos da pessoa humana, como é que isso se concilia com você ensinar aos jovens, aos escolares e mesmo àqueles jovens que devem fazer a carreira militar, que o papel deles é de interferir no processo político violentamente, torturar e matar? Não pode. É uma afronta ao quadro normativo”, disse Fonteles.

Por isso, prosseguiu o ex-chefe do Ministério Público Federal, “há que haver uma reformulação e dizer que o que aconteceu foi um golpe, foi uma ruptura do processo democrático”. “Temos uma Constituição para ser vivida e cumprida”, disse Fonteles, que já coordenou a comissão.

Militares são contra

As declarações de Fonteles incomodaram militares. O presidente do Clube Naval, almirante Veiga Cabral, disse que, assim, a comissão levará “distorções em relação à história do Brasil aos colégios”. Cabral queixou-se de que o grupo está “trabalhando de forma parcial” porque “não está ouvindo os militares”. “Quando se quer reconstituir, de fato, a verdade, é preciso ouvir os dois lados”, afirmou.

Rubens Paiva

No programa, Fonteles afirmou que todos os militares “convocados” a comparecer à comissão são obrigados a dar depoimento. Falando no caso da morte de Rubens Paiva, ele foi mais incisivo: “Se ela (a pessoa) não quiser depor, ela responde ao crime de desobediência. E se ela não quiser ir depor, ela pode ser conduzida coercitivamente. Não com violência, mas alguém a pegar pelo braço e a levar lá”.

Para o almirante, “esta é uma forma brutal de agir porque estamos em um estado democrático de direito e, neste caso, estão tratando de um assunto já julgado pelo Supremo Tribunal Federal”. “Você não pode arrastar o cara pelo braço para obrigá-lo a depor sobre um tema vencido. Não é assim que se reconstitui a história.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo 

Quarta do Erro: Concordância

Por Toda Letra em 20 de fevereiro de 2013

O erro de hoje vem lá de Punaú, no Rio Grande do Norte, e foi enviado para nós pela Carolina Pereira!

Explica a nossa consultora Ana Paula Mira: “Erro básico de concordância. A regra geral estabelece que os substantivos devem concordar com artigos, adjetivos e demais classes gramaticais que o acompanhem, em gênero e número. Ou seja, o correto seria “Não pode alimentar os saguis, animais selvagens”. Aqui, também é possível melhorar a própria redação do aviso, mas isso é assunto para outro post!”

Se você encontrar erros por aí, mandem para nós! Até a próxima!

Repentistas fazem encontro em Brasília para discutir direitos da categoria

Por Toda Letra em 14 de fevereiro de 2013

O 2º Encontro Nordestino de Cordel começou ontem (13) no Centro Cultural da Caixa, em Brasília. O evento foi aberto com uma mesa composta por pessoas ligadas ao universo dos repentistas e escritores de cordel. Dentre elas, Chico de Assis, repentista e organizador do evento, Gonçalo Ferreira da Silva, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, e Hamilton Pereira, secretário da Cultura do Distrito Federal. Até sexta-feira (15), eles vão discutir temas de interesse da categoria. Entre eles, a questão da aposentadoria.

“O objetivo desta vez é trabalhar a possibilidade de alcançar direitos previdenciários e trabalhistas, para poder se aposentar. Também vamos debater nas mesas o reconhecimento do repente e da literatura de cordel como patrimônio imaterial”, disse Chico de Assis. Ele ressaltou ainda que o evento serve para dar continuidade às conquistas iniciadas na primeira edição. “Com o primeiro encontro, conseguimos encaminhar o pedido de regulamentação da categoria, o que ocorreu em 2010. O objetivo dessa vez é trabalhar a possibilidade de alcançar direitos previdenciários e trabalhistas, para poder se aposentar. Também vamos debater nas mesas o reconhecimento do repente e da literatura de cordel como patrimônio imaterial”, completou.

Os participantes do evento relembraram o encontro anterior, em 2009, que serviu de combustível para a aprovação da Lei 12.198, no ano seguinte. A lei profissionalizou escritores da literatura de cordel, cantadores e violeiros improvisadores, emboladores e cantadores de coco, poetas repentistas e contadores de causos da cultura popular. Hoje, todos são considerados profissionais repentistas. Mesmo em clima de celebração, o secretário de Cultura deu o tom de uma das próximas metas da classe. “Que o Estado acolha o fim da jornada de cada um deles”.

Francisco Joseirton, ou simplesmente Jotinha, é embolador de coco e faz parte do Trio Jota, Jotinha e Jotão. O trio cearense se apresentará no segundo dia do evento. Jotinha acredita que os últimos anos marcaram uma grande mudança na forma como esses profissionais são vistos. “Antes havia mais preconceito com essa arte popular, mas hoje está diferente. A imprensa tem dado muito apoio para os artistas. Antigamente, o repentista cantava só para o povo colaborar. Hoje em dia acabou isso. Hoje o artista faz show mesmo, contratado.”

O 2º Encontro Nordestino de Cordel vai até sexta-feira. A entrada é franca e o público pode assistir palestras sobre as conquistas da categoria, o espaço dela na mídia e nas escolas, além de participar de uma oficina de literatura de cordel. Durante todo o evento estandes venderão CDs e DVDs de repentistas, bem como literatura de cordel. Repentistas, poetas e declamadores se apresentarão no encontro. O show de encerramento terá a apresentação do cantor Chico César.

A programação completa do evento pode ser encontrada no aqui.

As informações são da Agência Brasil.

Samba enredo: Língua Portuguesa

Por Toda Letra em 12 de fevereiro de 2013

Você sabia que em 2007 a Flor do Lácio foi tema de um samba enredo no carnaval carioca? A Estação Primeira de Mangueira homenageou a nossa bela Língua Portuguesa.

Quem sou eu?
Tenho a mais bela maneira de expressar
Sou Mangueira… uma poesia singular
Fui ao Lácio e nos meus versos canto a última flor
Que espalhou por vários continentes
Um manancial de amor
Caravelas ao mar partiram
Por destino encontraram o Brasil…
Nos trazendo a maior riqueza
A nossa Língua Portuguesa
Se misturou com tupi tupinambrasileirou
Mais tarde o canto do negro ec

oou
Assim a língua se modificou

Eu vou nos versos de Camões
Às folhas secas caídas de Mangueira bis
É chama eterna dom da criação
Que fala ao pulsar do coração

Cantando eu vou
Do Oiapoque ao Chuí ouvir
A minha pátria é minha língua
Idolatrada obra-prima te faço imortal
Salve… poetas e compositores
Salve também os escritores
Que enriqueceram a tua história
Ó meu Brasil…
Dos filhos deste solo és mãe gentil
Hoje a herança portuguesa nos conduz
A Estação da Luz!

Vem no vira da Mangueira vem sambar
Meu idioma tem o dom de transformar bis
Faz do palácio do samba uma Casa Portuguesa
É uma Casa Portuguesa com certeza

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Literatura também dá samba

Por Toda Letra em 10 de fevereiro de 2013

Karine Pansa*

O brasileiro tem duas conhecidas paixões, o futebol e o carnaval. E essas paixões têm uma coisa em comum: a literatura. A cada ano as publicações sobre times, torcidas e conquistas vem aumentando. No carnaval, os escritores e as obras também são fontes de inspiração para sambas enredos e se refletem em lindas homenagens.

Escolas de Samba de São Paulo e do Rio homenageiam grandes nomes da literatura e estimulam o desenvolvimento de novos leitores (Arte: Globo News/adaptado)

A interatividade e a empatia entre as artes são importantes em vários aspectos, inclusive para o fomento à leitura. A divulgação de grandes livros e nomes nos sambas enredos atrai uma gama de leitores das mais diversas idades e, convida outros a conhecer as obras. De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto Pró-Livro, 50% dos brasileiros são leitores e a grande maioria está na fase escolar – 36%, outros 16% estão na faixa dos 30 aos 39 anos. Iniciativas como essas das escolas de samba, são um convite para arrebanhar novos leitores e fortalecer os que já amam a leitura.

Este ano uma escola de samba paulista e outra carioca vão exaltar grandes nomes nacionais. A Mancha Verde homenageará o poeta, compositor e ator Mário Lago, tamb

ém chamado de O Homem do Século XX. Autor dos sambas “Amélia” e “Aurora”, entre muitos outros, Lago ficou mais conhecido por suas participações em novelas e filmes, mas deixou um legado de obras como: Chico Nunes das Alagoas (1975), Na Rolança do Tempo (1976), Bagaço de Beira-Estrada (1977) e Meia Porção de Sarapatel (1986).

Já a União da Ilha do Governador, do Rio de Janeiro, homenageará Vinicius de Moraes. Dramaturgo, poeta, jornalista e compositor, ele fez grandes parcerias com Tom Jobim, o qual lhe chamava de poetinha. Foi autor dos livros O Caminho para a Distância (1933), Novos Poemas (1938), Pátria Minha (1949), entre inúmeros outros, totalizando 13 obras.

De forma lúdica o carnaval consegue exaltar os feitos desses grandes artistas, assim como já fizeram com Monteiro Lobato, Machado de Assis, Jorge Amado e Carlos Drummond de Andrade, justamente escritores que estão entre os mais admirados pelos brasileiros, segundo a pesquisa do IPL.

Obras também já foram enredos de sambas, como Invenção de Orfeu, de Jorge de Lima; Os Sertões, de Euclides da Cunha e O Manuscrito Holandês, de Manoel Cavalcanti Proença. Apesar de não constarem no estudo Retratos da Leitura no Brasil, são grandes marcos da literatura brasileira. De acordo com a pesquisa, os mais marcantes para os entrevistados são a Bíblia, A Cabana, Ágape, O Sítio do Pica-pau Amarelo e o Pequeno Príncipe.

O Instituto Pró-Livro foi criado para apoiar e promover a leitura, e a união da cultura brasileira, que é o caso do carnaval e da literatura. Estas parcerias só podem resultar em grandes progressos, aumentando o número de leitores por todo o país.

*Karine Pansa é editora e presidente do Instituto Pró-Livro.

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