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Arquivo de janeiro de 2013

Prédio do Museu da Imagem e do Som do Paraná será inteiramente restaurado

Por Toda Letra em 31 de janeiro de 2013

Após permanecer dez anos fechado, o prédio histórico que é sede do Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR), localizado na Rua Barão do Rio Branco nº 399, em Curitiba, será restaurado. Em 2012 a Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) promoveu, com recursos próprios, a primeira etapa dos reparos, com o reforço estrutural das fundações do edifício, a recuperação total da cobertura, um novo cintamento em concreto para reforço das paredes externas e internas, além da retirada dos pisos do pavimento superior e proteção de elementos decorativos para posterior recuperação, totalizando investimento de cerca de R$ 400 mil. Para as obras a serem realizadas agora, será destinado o valor de R$ 1,355 milhão.

Cerca de R$ 1,750 milhão serão investidos para reestruturação do edifício histórico (Foto: Kraw Penas).

No fim do ano passado, a SEEC promoveu a licitação para a segunda etapa dos trabalhos que prevê a restauração completa do edifício. O projeto contempla obras de recuperação de forros e pisos, das pinturas murais, além de novas instalações elétricas, hidráulicas, lógicas e sanitárias. Os sistemas de segurança e monitoramento, adequação ao novo uso com salas de exposição e pequeno auditório e nova iluminação e pintura total do edifício também estão previstos. A realização desta obra vai permitir a reutilização do prédio pelo MIS, que desde 2003 funciona em sede provisória, na Rua Máximo João Kopp, 274, bloco 4, no bairro Santa Cândida.

“O restauro do prédio do MIS faz parte de uma das metas definidas pelo governador Beto Richa que prevê a revitalização e manutenção de espaços culturais do Estado. Além do museu, a Biblioteca Pública do Paraná e o Teatro Guaíra também passam por melhorias para que artistas e público possam usufruir desses importantes equipamentos”, explica o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana.

Museu da Imagem e do Som

O MIS possui um vasto acervo de filmes, fotografias, discos, fitas de áudio e vídeo e equipamentos de som e imagem, contando com uma biblioteca especializada com mais de dois mil livros e periódicos sobre cinema, fotografia, música, memória e áreas afins. Esse acervo, que conta uma boa parte de nossa história, é alvo constante do interesse de pesquisadores de diversas áreas, que tem acesso a qualquer item mediante solicitação prévia.

“O retorno do MIS à sede original vai permitir ao grande público o acesso a seu numeroso e expressivo acervo de fotos, filmes, músicas e depoimentos, que documentam várias décadas de manifestações culturais, políticas e sociais do Paraná. Vai possibilitar também que esse valioso material seja preservado, catalogado e armazenado dentro dos padrões internacionais praticados nessa área”, afirma o diretor do MIS-PR, Fernando Severo.

História

O edifício do Museu da Imagem e do Som do Paraná, construído em 1890, é Patrimônio Histórico e Cultural tombado pelo Estado em 1977. Antigo Palácio do Governo, foi inicialmente projetado e construído pelo engenheiro de origem italiana Ernesto Gaita para abrigar a residência de Leopoldo Ignácio Weiss.

Apenas um ano após sua construção, o imóvel foi adquirido pela Fazenda Nacional para sediar o Governo do Estado do Paraná e servir de residência ao governador. O chamado Palácio da Liberdade serviu de sede governamental até o ano de 1937, quando essa função foi transferida para o Palácio São Francisco (atual Museu Paranaense). O antigo Palácio continuou abrigando órgãos públicos, tais como a Secretaria de Obras Públicas, a Secretaria do Interior e Justiça, a COSIPE e, desde 1989, o Museu da Imagem e do Som.

Outras obras

Pelo programa de revitalização e manutenção de espaços culturais, previsto nas metas de governo, outros importantes equipamentos ligados à SEEC estão sendo recuperados, como a Biblioteca Pública do Paraná. Já foram realizados em 2012 os trabalhos de ampliação da rede lógica e elétrica, para informatização do sistema de consultas, e do novo paisagismo da fachada. A obra prevê ainda o restauro do prédio e seu mobiliário, projeto que já está em fase de execução.

O Teatro Guaíra também é um dos equipamentos que passará por um grande restauro, assim como o Museu Paranaense, que deverá receber obras de manutenção, e a Casa Gomm, situada no Batel, que será utilizada pela SEEC a partir deste ano. O edifício histórico já tem projeto de adaptação e proposta de conservação.

Livro digital chega às escolas públicas em 2015

Por Toda Letra em 31 de janeiro de 2013

Estudantes do ensino médio vão usar livros digitais a partir de 2015. O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) abriu na segunda-feira (21) o período para inscrições de obras destinadas a alunos e professores da rede pública. A partir de agora, as editoras também poderão inscrever livros digitais – cujo acesso pode ser feito em computadores ou em tablets.

A outra novidade é a aquisição de livros de arte para os alunos do ensino médio da rede pública. Os demais livros a serem comprados pelo governo são os de português, matemática, geografia, história, física, química, biologia, inglês, espanhol, filosofia e sociologia.

Os títulos inscritos pelas editoras são avaliados pelo Ministério da Edu

cação que elabora o Guia do Livro Didático com resenhas de cada obra aprovada. Esse guia é disponibilizado às escolas que aderiram ao PNLD do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Cada escola escolhe, então, os livros que deseja utilizar.

De acordo com o Ministério da Educação, a previsão inicial de aquisição para 2015 é de aproximadamente 80 milhões de exemplares para atender mais de 7 milhões de alunos.

A versão digital deve vir acompanhada do livro impresso, ter o mesmo conteúdo e incluir conteúdos educacionais digitais como vídeos, animações, simuladores, imagens e jogos para auxiliar na aprendizagem. Também continua permitida a apresentação de obras somente na versão impressa para viabilizar a participação das editoras que ainda não dominam as novas tecnologias.

As informações são da Agência Brasil.

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Quarta do Erro: Placa da Prefeitura do Rio de Janeiro tem erro de ortografia

Por Toda Letra em 30 de janeiro de 2013

O post de hoje é direto do Rio de Janeiro. O leitor Gustavo Barbosa enviou para o jornal O Globo uma reclamação sobre o erro de Língua Portuguesa encontrado em uma placa da prefeitura da cidade. “Antes da prática de exercícios físicos, consulte seu médico. Não deixe de visitá-lo regurlamente”.

A reportagem do jornal encontrou em contato com a Secretaria Municipal de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida, que informou que o erro na placa informativa foi de uma empresa terceirizada, responsável pela fabricação dos equipamentos. Segundo a assessoria, a empresa já está colocando novos adesivos com a gra

fia correta e arcará com os custos do trabalho.

Erros de revisão

Para a consultora de Língua Portuguesa, Ana Paula Mira, os erros de digitação são extremamente comuns e não comprometem tanto assim uma mensagem quanto outro de concordância, regência ou conjugação. “No entanto, ainda que simples, jamais poderia ter passado em uma revisão, especialmente em uma publicação oficial que vai ser estampada em diversos cantos de uma cidade”, afirma a consultora.

Um outro erro foi localizado pela consultora, que não foi mencionado na reportagem do jornal O Globo.  ”Na indicação dos dias e horários, o acento da crase é usado de forma errada em 'De segunda à sexta'. Não há necessidade da crase nesse caso, já que entre 'segunda” e 'sexta' deve haver apenas a preposição 'A'”, explica a consultora.

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Prêmio para novos escritores da literatura infantojuvenil tem inscrições abertas até dia 31

Por Toda Letra em 29 de janeiro de 2013

Estão abertas até 31 de janeiro as inscrições para o prêmio literário Barco a Vapor. O objetivo do concurso é descobrir e incentivar novos escritores de literatura infantojuvenil. A premiação é uma iniciativa da Fundação SM e as histórias selecionados serão publicadas pela Edições SM.

Os interessados deverão fazer a inscrição e enviar os originais via internet, no próprio site do prêmio. Só podem

ser inscritos trabalhos originais, ou seja, ainda não publicados. Os vencedores receberão R$ 30 mil a título de adiantamento de direitos autorais. As obras passarão primeiro por uma triagem feita por um grupo de professores, escritores e críticos. Os finalistas serão encaminhados para um segundo júri que escolhe um único vencedor. O resultado será divulgado no segundo semestre de 2013.

O prêmio Barco a Vapor surgiu na Espanha há mais de trinta anos e tem edições em vários países da América Latina, incluindo Chile, México, Argentina, Porto Rico, República Dominicana, Colômbia e Peru, além do Brasil. O regulamento também está disponível no site do prêmio.

As informações são do Portal EBC.

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"Orgulho e Preconceito" completa 200 anos de publicação

Por Toda Letra em 28 de janeiro de 2013

O romance “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen,  e aclamado como uma das obras-primas da literatura inglesa, completa 200 anos no dia de hoje. A obra foi publicada pela primeira vez em 28 de janeiro de 1813.

“Orgulho e Preconceito” é uma história de amor e mal-entendidos que se desenrola no final do século XVIII e retrata o mundo da pequena burguesia inglesa. A Inglaterra do século XVIII é marcada por preconceitos de classe, interesses e vaidades sociais. No romance, porém, o amor prevalece sobre todos

os sentimentos ruins e mesquinhos.

As cinco irmãs Bennet, Elizabeth, Jane, Lydia, Mary e Kitty foram criadas por uma mãe cujo único objetivo na vida é encontrar maridos que assegurem o futuro das filhas. Mas Elizabeth, inteligente e sagaz, está decidida a ter uma vida diferente da que lhe foi destinada. Quando Mr. Bingley, um jovem solteiro rico, se muda para uma mansão vizinha, as Bennet entram em alvoroço.

Atualmente, acredita-se que o livro tenha cerca de 20 milhões de cópias ao redor do mundo. Em 2005, o romance foi filmado pelo diretor Joe Wright e indicado a quatro Oscar. 

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Jornal Cândido apresenta panorama da literatura feminina no Brasil

Por Toda Letra em 26 de janeiro de 2013

Território dominado pelos homens, a ficção brasileira tem, nos últimos 20 anos, cedido mais espaço às mulheres. Assim como em outras áreas do mercado de trabalho e do cenário político e social, elas têm conquistado, com trabalho e dedicação, o seu lugar no campo editorial.

A 18.ª edição do Cândido se dedica a discutir questões relacionadas à participação das mulheres no atual cenário da literatura brasileira. Existe uma marca da literatura feita por mulheres? Ou tudo se resume “apenas” a literatura, sem nichos e segmentações? Especialistas no assunto e escritoras debatem essas questões, tão antigas quanto a própria literatura.

Constância Lima Duarte, doutora em Literatura Brasileira pela Universidade de São Paulo (USP), resgata a história das mulheres na literatura ocidental em um ensaio esclarecedor. O e

special ainda traz matéria sobre a presença das mulheres na literatura paranaense. Clarah Averbuck, uma das vozes femininas surgidas no final dos anos 1990, publica conto na seção de inéditos, que ainda traz poema de Miguel Sanches Neto e trecho do romance Mugido de trem, de Nilson Monteiro. O escritor Guido Viaro vai “Em busca de Curitiba” com o instigante conto “Benjamin vermelho”.

João Gilberto Noll, em uma conversa com José Castello, fala sobre seu livro mais recente, Solidão continental, e a influência de autores como Clarice Lispector e T.S. Eliot em sua obra. Já o ex-crítico musical e vocalista da banda Maria Angélica Não Mora Mais Aqui, Fernando Naporano, fala de seus autores favoritos na seção “Perfil do Leitor”. Outro destaque é Luiz Bras, que publica dois minicontos que fazem parte de seu livro Pequena coleção de horrores, a sair em março.

O Jornal Cândido tem tiragem mensal de dez mil exemplares e é distribuído gratuitamente na Biblioteca Pública do Paraná e em diversos pontos de cultura de Curitiba. Também é enviado, via correio, a diversas partes do Brasil.
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Inscrições abertas para Curso de Educação, Comunicação e Práticas de Ensino

Por Toda Letra em 24 de janeiro de 2013

A equipe do projeto Ler e Pensar, projeto do Instituto GRPCOM,  está selecionando estudantes a partir do 3º período de licenciatura e professores licenciados para participar de uma formação gratuita com certificação de 95 horas em atividades complementares, formativas ou estágio. O curso, ofertado na modalidade semipresencial, contempla uma formação teórica e prática que abrange as áreas de educação, comunicação e produção de material didático. Serão formadas turmas para o primeiro semestre e para o segundo semestre de 2013.

Depois de passar pela formação teórica a distância, os participantes frequen

tam oficinas nas quais escrevem sugestões de atividades pedagógicas com matérias da Gazeta do Povo. Essas atividades são publicadas em uma página no BOLO – Boletim de Leitura Orientada, enviado quinzenalmente a mais de 3.640 professores participantes do projeto Ler e Pensar em todo Paraná. As inscrições vão até 25 de fevereiro de 2013, unicamente on-line. Para fazer a sua, clique aqui.

Para conferir o edital, clique aqui. Se quiser conhecer o calendário dos dois semestres, clique aqui.

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Quarta do Erro: Crase

Por Toda Letra em 23 de janeiro de 2013

Hoje a dica para a Quarta do Erro foi enviada pela nossa leitora Aline Reis (obrigado, Aline!). Ela viu essa postagem no Facebook (clique na imagem para vê-la maior com o erro destacado) e o senso aguçado dela despertou para o uso errado da crase na frase: “Chegou à melhor hora de fazer compras!”.

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A crase é descabida, pois como explica a nossa consultora Ana Paula Mira, o verbo chegar, nesse caso, é intransitivo, não tem complemento. Se colocarmos a frase na ordem direta, fica “a melhor hora chegou”, o que inviabiliza o uso do acento da crase.

Se você encontrar erros de Língua Portuguesa, mande para nós!

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Livro traça a genealogia do movimento hip hop

Por Toda Letra em 22 de janeiro de 2013

Agência FAPESP

A genealogia do movimento hip hop, desde suas influências africanas mais longínquas, passando pela popularização nos Estados Unidos durante os anos 1970 e a chegada ao Brasil na década de 1980, foi traçada pelo historiador Rafael Lopes de Sousa no livro O movimento hip hop: a anti-cordialidade da ‘república dos manos’ e a estética da violência, lançado pela editora AnnaBlume.

Mais do que um levantamento histórico, a obra busca compreender as demandas que os jovens da cultura hip hop trazem à tona, como eles se tornam porta-vozes da experiência negra e repercutem no cotidiano da periferia de São Paulo nos dias de hoje.

O primeiro capítulo investiga as bases históricas de formação da cultura hip hop, que segundo Sousa é composta por quatro elementos principais: a música rap (ritmo e poesia na sigla em inglês), a dança break, o grafite e as figuras do DJ e do MC (disc-jóquei e mestre-de-cerimônias). Foi no bairro nova-iorquino do Bronx, na primeira metade da década de 1970, que os quatro elementos se fundiram.

Por meio de uma pesquisa etnográfica, o historiador apresenta também o percurso do movimento em São Paulo, desde a década de 1970 até a atualidade. Aborda algumas de suas ramificações artísticas como as posses – encontro de grupos de rap – para realizar ações sociais em suas comunidades e promover disputas de dançarinos de break, os b-boys.

O segundo capítulo busca explicar a efervescência cultural que dominou a cena marginal nos Estados Unidos na década de 1970, resultando em uma intensa troca de experiências entre os jovens latinos e afrodescendentes.

“Se buscarmos as principais fontes de informação e de formação do grafite, encontraremos fortes traços de influência latina. Os maiores artistas do gênero na época vinham de países como Porto Rico, Colômbia, Bolívia e Costa Rica. Já os primeiros DJs e MCs de rap que surgem nos Estados Unidos são jamaicanos”, afirmou o historiador.

break, por sua vez, surge como uma dança de protesto, fazendo alusão aos corpos mutilados dos soldados que voltavam da Guerra do Vietnã, contou Sousa.

“Alguns DJs perceberam que os encontros de DJs e MCs poderiam avançar para além da diversão e promover a integração entre gangues rivais. A rivalidade e as brigas de rua foram transferidas para disputas de danças”, disse.

Mais focado na realidade brasileira, o terceiro capítulo faz uma radiografia das transformações urbanas que ocorreram na cidade de São Paulo ao longo do século 20 e discute suas re

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percussões para os jovens da periferia. De acordo com Sousa, a partir dos anos 1980, os jovens antes confinados na periferia passaram a mostrar sua arte em regiões centrais, como o Largo São Bento, a Praça da Sé ou a Praça Roosevelt.

“Com a chegada desses e de outros novos atores sociais ao centro de São Paulo, entre eles os punks, começa a haver disputa de espaço e a perseguição policial fica mais intensa. Os jovens da periferia que ousavam circular no centro eram tratados como intrusos, delinquentes e arruaceiros”, disse Sousa.

Agenda cultural

O capítulo seguinte trata do surgimento, popularização e legado dos bailes black para o rap, desde os tempos em que ainda estavam isolados na periferia até os dias em que passaram a integrar a agenda cultural das casas de espetáculo dos grandes centros urbanos, como o Chic Show, em São Paulo, e o Canecão, no Rio.

“A presença constantes de figuras como Tim Maia, Gilberto Gil, Jorge Ben, James Brown e Billy Paul, começa atrair frequentadores de outros segmentos sociais”, contou o autor.

Para finalizar, Sousa retrata o cotidiano atual da periferia paulistana, cercado de violência e marginalidade e aponta a música rap como um caminho para os jovens da periferia superarem essa realidade.

O quinto e último capítulo fala também sobre o universo simbólico da “república dos manos”, que engloba um jeito próprio de vestir, andar e falar. “Esse universo criou as condições para a superação dos pressupostos da consagrada dialética da malandragem e a criação de uma nova forma de atuação social definida como dialética da marginalidade, que rejeita, muitas vezes, as regras de inserção social”, afirmou.

Publicado com apoio da FAPESP, o livro é resultado da tese de doutorado de Sousa, defendida em 2009 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Durante seu mestrado, realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), o historiador investigou as origens e os impactos do movimento punk. Agora, como professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e da Universidade Santo Amaro, continua a estudar os movimentos juvenis e sua interferência no espaço urbano.

O movimento hip hop: a anti-cordialidade da “república dos manos” e a estética da violência
Autor: Rafael Lopes de Sousa 
Lançamento: dezembro de 2012 
Preço: R$ 36
Páginas: 268

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21 de janeiro: 100 anos de Aluísio Azevedo

Por Toda Letra em 21 de janeiro de 2013

“Quando foi a última vez que você leu Aluísio Azevedo?”, pergunta o artigo publicado na Folha de S. Paulo. A pergunta não é sem propósito. Nesta segunda-feira, dia 21 de janeiro, completam-se 100 anos da morte do escritor naturalista, que faleceu em 1913. Caricaturista, jornalista, romancista e diplomata, nasceu em São Luís, MA, em 14 de abril de 1857, e foi o fundador da cadeira 4 da Academia Brasileira de Letras.

Aluísio de Azevedo foi um crítico impiedoso da sociedade brasileira e de suas instituições. Abandonou as tendências românticas em que se formara, para tornar-se o criador do naturalismo no Brasil, influenciado por Eça de Queirós e Émile Zola. Em suas obras destacam-se  o anticlericalismo, a luta contra o preconceito de cor, o adultério, os vícios e a vida do povo humilde.

Em 1881, sete anos anos da Lei Áurea, Aluísio lança “O mulato”, romance que causou escândalo entre a sociedade maranhense pela crua linguagem naturalista e pelo assunto tratado: o preconceito racial.

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style=”text-align: center;”>Foto que mostra um cortiço, uma moradia típica e precária, em fins do século XIX e começo do século XX.

Com o sucesso da primeira obra naturalista, Aluísio se muda para o Rio de Janeiro, disposto a tentar a vida como escritor e foi nos jornais da corte que sua carreira começou. Com a escrita e publicação de romances em forma de folhetim, Aluísio despertou o que marcaria sua obra:  a observação e análise dos agrupamentos humanos, a degradação das casas de pensão e sua exploração pelo imigrante, principalmente o português. Dessa preocupação resultariam duas de suas melhores obras: “Casa de pensão” (1884) e “O cortiço” (1890), uma das obras mais pedidas em vestibulares. De 1882 a 1895 escreveu sem interrupção romances, contos e crônicas, além de peças de teatro em colaboração com Artur de Azevedo e Emílio Rouède.

Diplomacia

Em 1895 ingressou na diplomacia e o primeiro posto foi em Vigo, na Espanha. Depois serviu no Japão, na Argentina, na Inglaterra e na Itália.  Em 1910, foi nomeado cônsul de 1ª. classe, sendo removido para Assunção. Buenos Aires foi seu último posto e faleceu na capital argentina com 56 anos de idade. Foi enterrado naquela cidade. Seis anos depois, por uma iniciativa de Coelho Neto, a urna funerária de Aluísio Azevedo chegou a São Luís, onde o escritor foi sepultado.

 Saiba mais sobre o escritor naturalista no site da Academia Brasileira de Letras.
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