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Arquivo de dezembro de 2012

Dica cultural: Feliz Ano Novo, de Rubem Fonseca e Noite de Ano Novo

Por Toda Letra em 31 de dezembro de 2012

Hoje é dia 31 de dezembro e, à meia-noite, comemoramos a entrada no Ano Novo. Por isso, nossa dica cultural também é especial

: “Feliz Ano Novo”, de Rubem Fonseca, e o filme “Noite de Ano Novo”, do diretor Garry Marshal.

Considerado um dos principais livros do autor, ‘Feliz ano novo’, lançado em 1975, teve sua publicação e circulação proibidas em todo o território nacional um ano mais tarde, sendo recolhido pelo Departamento de Polícia Federal, sob a alegação de conter ‘matéria contrária à moral e aos bons costumes’. O regime autoritário, que tentava à força encobrir os problemas que compunham a face negra do país, não suportou a linguagem precisa e contundente dessa coleção de contos que traduzem ficcionalmente a verdadeira fratura exposta do corpo social. São 14 contos que compõem a obra.

Conto: Feliz Ano Novo

O narrador, Pereba e Zequinha estão com fome. Há uma quantidade de armamentos que eles estão guardando para Lambreta mas, devido à fome, os três decidem assaltar alguma festa de ano novo em alguma mansão. O plano é bem sucedido e, no desenrolar das coisas, eles acabam matando uma senhora e sua filha, donas da casa, e também um homem que lhes disse para levar o que quisessem (“para eles tudo aquilo era migalha”); Zequinha estupra uma menina. Ao fim do conto, os três brindam um feliz ano novo.

Noite de Ano Novo (New Year’s Eve)

Já para quem prefere um bom cinema no dia de hoje, a dica é o filme “Noite de Ano Novo”, que acompanha personagens durante a véspera de Ano Novo. O filme celebra o amor, a esperança, o perdão, uma segunda chance e um novo começo no entrelaçamento de histórias de casais e solteiros em meio à pulsação e promessas da cidade de Nova York na noite mais deslumbrante do ano. O filme tem estrelas como Halle Berry, Jessica Biel, Robert De Niro, Zac Efron e Sarah Jessica Parker. A direção é de Garry Marshal, de “Uma linda mulher” e “Idas e vindas do amor”.

Comemore! Feliz Ano Novo e até 2013!

 

Dica cultural: Um cântico de Natal, de Charles Dickens

Por Toda Letra em 24 de dezembro de 2012

Hoje é dia de comemoração em família! A maioria dos brasileiros se reúne tradicionalmente à meia-noite para celebrar o nascimento do menino Jesus com um jantar. O nosso post de hoje também é bem especial. A nossa dica cultural é o livro “Um cântico de Natal”, de Charles Dickens.

Considerado um clássico da literatura inglesa, o livro foi lançado em 19 de dezembro de1843 inicialmente para Charles Dickens poder pagar suas contas, mas se tornou um fenômeno literário em questão de semanas.

Considerado um clássico da literatura inglesa, o livro foi escrito no ano de 1843 pelo autor Charles Dickens e conta a história de um velho avarento que não gosta do Natal e é visitado na véspera do Natal por três fantasmas, que representam cada um, o passado, o presente e o futuro. O livro foi escrito em menos de um mês originalmente para pagar dívidas, mas tornou-se um dos maiores clássicos natalinos de todos os tempos. Charles Dickens o descreveu como seu “livrinho de Natal”, e foi primeiramente publicado em 19 de dezembro de 1843.

 

A história

Ebenezer Scrooge é um homem avarento que não gosta do Natal. Trabalha num escritório em Londres com Bob Cratchit, seu pobre mas feliz empregado, pai de quatro filhos, com um carinho especial pelo frágil Pequeno Tim, que tem problemas nas pernas.

Numa véspera de Natal Scrooge recebe a visita de seu ex-sócio Jacob Marley, morto havia sete anos naquele mesmo dia. Marley diz que seu espírito não pode ter paz, já que não foi bom nem generoso em vida, mas que Scrooge tem uma chance, e por isso três espíritos o visitariam.

O primeiro espírito chega, um ser com uma luz que emanava de sua cabeça e um apagador de velas embaixo do braço à guisa de chapéu. Este é o Espírito dos Natais Passados, que leva Scrooge de volta no tempo e mostra sua adolescência e o início da sua vida adulta, quando Scrooge ainda amava o Natal. Triste com as lembranças, Scrooge enfia o chapéu na cabeça do espírito, ocultando a luz. O espírito desaparece deixando Scrooge de volta ao seu quarto.

O segundo espírito, o do Natal do Presente, é um gigante risonho com uma coroa de azevinho e uma tocha na mão. Ele mostra a Scrooge as celebrações do presente, incluindo a humilde comemoração natalina dos Cratchit, onde vê que, apesar de pobre, a família de seu empregado é muito feliz e unida. A tocha na mão do espírito tem a utilidade de dar um sabor especial à ceia daqueles que fossem “contemplados” com sua luz. No fim da viagem, o espírito revela sob seu manto duas crianças de caras terríveis, a Ignorância e a Miséria, e pede que os homens tenham cuidado com elas. Depois disso vai embora.

O terceiro espírito, o dos Natais Futuros, apresenta-se como uma figura alta envolta num traje negro que oculta seu rosto, deixando apenas uma mão aparente. O espírito não diz nada, mas aponta, e mostra a Scrooge sua morte solitária, sem amigos.

Após a visita dos três espíritos, Scrooge amanhece como um outro homem. Passa a amar o espírito de Natal e a ser generoso com os que precisavam, e a ajudar seu empregado Bob Cratchit, tornando-se um segundo pai para Pequeno Tim. Diz-se que ninguém celebrava o Natal com mais entusiasmo que ele.

Curiosidade

A comédia romântica tem clara inspiração na obra clássica de Dickens.

O filme “Minhas adoráveis ex-namoradas”, do diretor Mark Waters, com Jennifer Garner e Matthew McConaughhey, é claramente inspirado no conto de Dickens. A diferença é que no filme o protagonista não acredita no amor e é visitado pelos fantasmas de suas namoradas. Assim como na obra clássica da literatura inglesa, são três fantasmas: a namorada do passado, do presente e do futuro.

Tanto o livro quanto o filme são ótimas dicas de presente. Feliz Natal!

 

Como surgiu a palavra Natal?

Por Toda Letra em 24 de dezembro de 2012

Hoje é véspera de Natal! Por isso, o post de hoje é especial. Você vai saber como surgiu a palavra Natal!

 

A palavra original – natale – foi se transformando nos mais diversos idiomas até adquirir a forma atual (Natal) no Brasil, que significa nascimento, fazendo alusão ao nascimento de Jesus Cristo.

Do latim natale, forma reduzida de natalis dies, dia do nascimento – de nataliciu, relativo ao dia do nascimento, veio o português natalício. Em inglês, Christmas foi formado das palavras latinas Christ (Cristo) e mass (a festa da eucaristia). Também do latim natale veio o francês, Noël, que originou Père Noël (daí o nosso Papai Noel), figura surgida no século XIX, correspondente ao Saint Nicolas do Norte da França e ao anglo-saxônico Santa Claus (Claus veio do alemão Klass, forma reduzida de Niklaas - Nicholas em alemão).

Em espanhol, Navidad é a redução de nadividad, do latim nativitate (em português, existe a palavra natividade, nascimento de Cristo e dos santos).

Fonte: Pimenta, Reinaldo. A casa da mãe Joana: Rio de Janeiro: Campus, 2002.

Férias coletivas!

Por Toda Letra em 21 de dezembro de 2012

A Toda Letra inicia férias coletivas a partir de hoje, dia 21 de dezembro, e retorna normalmente no dia 7 de janeiro de 2013. Boas festas para todos nós e até 2013!

Clássicos da literatura na programação de fim de ano

Por Toda Letra em 20 de dezembro de 2012

Fim de ano é a época preferida para as emissoras testarem novos programas para a programação do próximo ano. E também de estrear programas especiais. A exemplo dos anos anteriores, a Rede Record segue na linha de adaptação literária: hoje à noite (20) vai ao ar o especial “O Milagre dos Pássaros”, adaptação do conto de Jorge Amado. O telefilme  é um conto de amor e perseguição.

Amanhã, dia 21, a Record exibe o telefilme “A tragédia da rua das flores”, adaptação do romance de Eça de Queirós e relata a história do incesto entre uma mãe, Genoveva, e o seu filho, Vítor de 23 anos, o qual abandonou ainda recém-nascido.

Agenda

Clássicos da literatura na TV

Onde: Rede Record

Quando: Hoje (20) e amanhã (21)

Horário: não informado

Universidade Federal do Paraná (UFPR) comemora 100 anos com selo comemorativo

Por Toda Letra em 19 de dezembro de 2012

A primeira universidade do Brasil, Universidade Federal do Paraná (UFPR), completa 100 anos nesta quarta-feira (19). Para comemorar, os Correios lançam um selo comemorativo durante a sessão solene em comemoração ao aniversário da instituição de ensino no Teatro Guaíra, em Curitiba.

O selo mostra uma foto  com tonalidade cinza do Prédio Histórico da UFPR, que fica na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba. A arte da foto é de autoria de Ângelo José da Silva. O selo terá tiragem de 300 mil exemplares, com valor facial de R$ 1,20 a unidade, e pode ser adquirido nas agências dos Correios, loja virtual (www.correios.com.br/correiosonline) e na Central de Vendas a Distância (centralvendas@correios.com.br).

História

A história da UFPR começa em 1892, quando o político Rocha Pombo lança, na Praça Ouvidor Pardinho a pedra fundamental da Universidade do Paraná. Mas, devido à instabilidade gerada pela Revolução Federalista que ocorria no Sul do Brasil em função da divergência entre as elites federalistas e republicanas, o projeto não foi adiante.

Foi apenas em 1912, quando se avaliou que o Paraná precisava de mais intelectuais porque seu número era reduzido, que se iniciou novamente o movimento pró-Universidade do Paraná. Nessa época, as lideranças políticas também se mobilizaram em prol da criação da Universidade, pois o Paraná havia perdido a Região do Contestado para Santa Catarina.

No dia 19 de dezembro de 1912, Victor Ferreira do Amaral e Silva liderou a criação efetiva da Universidade do Paraná. Era uma época próspera da economia paranaense, devido à abundante produção e ao frutífero comércio da erva-mate. “O dia 19 de dezembro representava a emancipação política do Estado e deveria também representar sua emancipação intelectual”, proclamou Victor Ferreira do Amaral.

Prédio Histórico

Símbolo da cidade, o Prédio Histórico, localizado na Praça Santos Andrade,  começou a funcionar em 1913, inicialmente como instituição particular. Os primeiros cursos ofertados no prédio foram Direito, Ciências Sociais, Engenharia, Medicina e Cirurgia, Comércio, Odontologia, Farmácia e Obstetrícia. Hoje abriga os cursos de Direito e Psicologia.

O HC foi fundado em 1953, com a instituição já pública, e hoje é o hospital com maior número de pacientes do estado.

Jornal Cândido discute a expansão da literatura brasileira no exterior

Por Toda Letra em 17 de dezembro de 2012

Um movimento que envolve editoras, o poder público e escritores tenta alavancar a difusão da literatura brasileira no exterior. Depois dos fenômenos Jorge Amado e Paulo Coelho, dois dos autores nacionais mais conhecidos no mundo, outros escritores têm conseguido êxito em mercados editoriais estrangeiros. De Milton Hatoum, traduzido em 12 países, a Alberto Mussa, com nove traduções de sua obra, a literatura brasileira, aos poucos, avança em territórios até então inóspitos.

A 17.ª edição do jornal Cândido, distribuído pela Biblioteca Pública do Paraná e disponível na internet, investiga as razões desse avanço que, em alguma medida, se deve ao dinamismo experimentado pelo mercado editorial brasileiro nas últimas décadas, com o surgimento de mais editoras e, consequentemente, mais agentes interessados em vender a literatura brasileira a outros países.

Autores, editores e agentes literários falam sobre esse recente interesse do mercado editorial estrangeiro pela ficção nacional e de que forma eventos como a Feira do Livro de Frankfurt, que em 2013 homenageia o Brasil, pode difundir ainda mais nossa literatura no exterior. O tradutor alemão Berthold Zilly fala sobre sua tradução de Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa, e de como a literatura brasileira é vista em seu país.

O maringaense Oscar Nakasato, ganhador do prêmio Jabuti na categoria romance em 2012, fala da sua estreia na literatura com Nihonjin, livro que retrata os conflitos existenciais de filhos de imigrantes japoneses, divididos entre as culturas japonesa e brasileira. O “Perfil do Leitor” destaca as leituras de Guilherme Weber, ator curitibano e um dos fundadores da Sutil Companhia de Teatro. Já a seção “Making Of” refaz o percurso editorial de Tanto faz, romance de Reinaldo Moraes que se tornou um clássico contemporâneo nos últimos 20 anos e fez a cabeça de várias gerações de leitores.

Entre os inéditos, destaque para os vencedores do Prêmio Paraná de Literatura 2012. Cândido adianta trechos dos três livros vencedores: Sérgio Y. vai a América, de Alexandre Vidal Porto (Romance), As maças de antes, de Lila Maia, e Papis et circensis, de José Roberto Torero. Na seção “Em busca de Curitiba”, Luís Henrique Pellanda surge com o conto Serafim Bailarino.

Acordo Ortográfico: Acentuação

Por Toda Letra em 11 de dezembro de 2012

Em relação à acentuação, duas novas regras merecem atenção: a perda do acento agudo nos ditongos abertos (como ideia, assembleia e plateia) e a perda dos acentos diferenciais. Merecem atenção pelo fato de que há pequenas exceções nas duas situações. Em relação aos ditongos abertos, perdem o acento aqueles que aparecerem em palavras paroxítonas (quando a penúltima sílaba é mais forte). Em outras palavras, o acento se mantém, como em “chapéu” ou “dói”. É importante atentar para essa diferença para não tirarmos os acentos de todos os ditongos abertos -éu, -éi e ói que vemos pela frente!

Em relação aos acentos diferenciais, vale ressaltar que eles caíram nas formas PARA (verbo) e PARA (preposição). Agora, a seguinte frase será escrita assim: “Ele não para para pensar!” Também sumiu o acento que diferenciava PELO (de animal) de PELO (preposição). Outra frase curiosa com a mudança: “Nasceu pelo pelo corpo inteiro dele!”.

Biblioteca Pública do Paraná entrega o Prêmio Paraná de Literatura

Por Toda Letra em 10 de dezembro de 2012

A Biblioteca Pública do Paraná (BPP) promove na terça-feira (11/12), às 10h30, em Curitiba, a cerimônia de entrega do Prêmio Paraná de Literatura. O evento, que acontece no Auditório Paul Garfunkel da BPP, também marca o lançamento dos três livros vencedores, publicados pelo novo selo editorial Biblioteca Paraná. Participam do encontro o secretário de Estado da Cultura, Paulino Viapiana, e o diretor da Biblioteca, Rogério Pereira.

Em sua primeira edição, o prêmio da Secretaria de Estado da Cultura selecionou obras inéditas, de autores de todo o País, em três categorias que homenageiam figuras importantes da literatura paranaense. O júri apontou Sergio Y vai à América, de Alexandre Vidal Porto, como melhor romance (prêmio Manoel Carlos Karam). Papis et circenses, de José Roberto Torero, venceu a categoria de contos (prêmio Newton Sampaio). E As maçãs de antes, de Lila Maia, foi o destaque entre as obras de poesia (prêmio Helena Kolody). Cada autor receberá R$ 40 mil, além da publicação da obra, com tiragem de mil exemplares.

Agenda

 Entrega do Prêmio Paraná de Literatura 2012

Data: terça-feira, dia 11 de dezembro

Horário: 10h30

Local: Auditório Paul Garfunkel da Biblioteca Pública do Paraná – Rua Cândido Lopes, 133 – Curitiba

Mudanças simples

Por Toda Letra em 4 de dezembro de 2012

Hoje continuamos a série de posts especiais sobre o Acordo Ortográfico.

As duas mudanças mais simples no novo acordo ortográfico é o aumento no número de letras no alfabeto, que passou de 23 para 26, com a inclusão do k, w e y. Apesar de essas três letras já serem utilizadas na nossa língua, elas, eram, digamos, “ilegais”, não oficiais.

Outra mudança simples é a exclusão do trema. Palavras como sequência, linguiça, tranquilo, não têm mais trema. Muda a escrita, mas permanece a pronúncia. Aliás, nenhuma regra muda a pronúncia, apenas a escrita.

A única exceção para o uso do trema são os nomes próprios, que continuam com o acento. Shopping Müeller, por exemplo, vai continuar com trema, por ser um sobrenome. Já os nomes de lugares da cidade só foram (ou serão) mudados se a prefeitura local assim determinar. Em Curitiba, por exemplo, Parque Barigui, Parque Tingui, entre outros, já estão sem acento há pelo menos dois anos, quando a Prefeitura decidiu que, na capital paranaense, os nomes dos lugares seriam escritos de acordo com as novas regras.