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Arquivo de agosto de 2012

Museu Paranaense tem novo horário de atendimento e biblioteca reestruturada

Por Toda Letra em 31 de agosto de 2012

A partir de 04 de setembro (terça-feira), o Museu Paranaense traz duas novidades ao público: novo horário de atendimento e biblioteca reformulada.

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A visitação será de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados das 10h às 16h. O museu fica na Rua Kellers, 289, no bairro Alto São Francisco, em Curitiba. A entrada é gratuita.

A Biblioteca Romário Martins passou por uma reestruturação, além de um novo layout, o espaço conta agora com mais de oito mil exemplares, com obras raras sobre a História do Paraná, livros, periódicos, teses, dissertações e cerca de 600 mapas, todos disponíveis gratuitamente para consulta e pesquisa no local. O horário de funcionamento da biblioteca é de terça a sexta-feira, das 14h às 18h.

Quem for ao Museu Paranaense também poderá conferir três novas mostras, abertas no início de julho deste ano e que ficam em cartaz até 30 de setembro:

- “Alma das Ruas”, com 40 retratos a óleo que permitem ao visitante conhecer os rostos de diversos personagens da história do Paraná, os quais dão nome a várias ruas de Curitiba,

- “Paisagem em transformação: arqueologia urbana em Morretes”, que traz um painel com achados arqueológicos e o processo de pesquisa realizado em diversas ocasiões pela equipe do Museu Paranaense em Morretes,

- “Arte revitalizada: quadros restaurados da Coleção David Carneiro”, que mostra o resultado do restauro destas telas pela equipe do laboratório de Conservação e Restauro do Museu Paranaense, documentando o processo de sua revitalização.

Sexta sem dúvida: Pedir e nascer e Ter e haver

Por Toda Letra em 31 de agosto de 2012

A Jessica Rossignol nos mandou a seguinte dúvida: Peça (pedir) e nasça (

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nascer) podem ser escritas assim?

Oi Jessica, as duas variações dos verbos PEDIR e NASCER são escritas exatamente dessa maneira. No primeiro caso, o uso do imperativo do verbo PEDIR deve ser grafado com cedilha; no segundo caso, o verbo NASCER é usado no subjuntivo, que exige o uso da mesma letra. Portanto, nos exemplos “Peça uma pizza para a gente” e “Espero que ela nasça com saúde”, a grafia está corretíssima.

Outra dúvida de hoje é da Amanda Bacilla, que pergunta: “Uma vez eu ouvi falar que depois de Ter e Haver pode-se usar verbos como pagado, estado, e esses verbos que ficam feios usados desse jeito. Sempre que procuro no Google aparecem coisas diferentes”. Vamos lá! Há verbos na língua portuguesa que têm dois particípios – um regular e outro irregular – que são chamados verbos abundantes. Estão nessa lista os verbos morrer (morrido/morto), acender (acendido/aceso), imprimir (imprimido/impresso), entre outros. Para usar esses dois particípios, há duas regras: com os verbos SER e ESTAR, utiliza-se o particípio irregular, que é o mais curto. Veja os exemplos: “O ladrão foi morto ontem à noite”; “A luz está acesa”. Com os verbos TER e HAVER, usa-se o particípio regular, aquele que termina em -DO: “Eu já tinha imprimido o trabalho, mas esqueci em casa”. Portanto, depois de TER e HAVER, sempre se usam essas formas que a Amanda acha meio feias, mas que, gramaticalmente, são corretas. Para mais informações, leia também o post .

 

Terça do livro: “No jardim das feras”, de Erik Larson

Por Toda Letra em 28 de agosto de 2012

Willian Bressan

Terminei de ler recentemente o l

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ivro “No Jardim das Feras – Intriga e sedução na Alemanha de Hitler”, de Erik Larson. Descrito como um livro-reportagem, a obra narra a crescente tensão em Berlim durante a ascensão nazista. No início, William E. Dodd, que assume a embaixada dos Estados Unidos na Alemanha, e sua família se deslumbram com o país. Aos poucos, passam a testemunhar a crescente perseguição aos judeus e a implantação de leis cada vez mais opressoras. Segundo a Folha de S. Paulo, O livro está há mais de um ano na lista dos best-sellers do jornal “New York Times”. Erik Larson também é autor de “O Demônio na Cidade Branca” e “Fulminado por um Raio”.

Tenho grandes paixões na História Contemporânea. Uma delas é o período do nazismo e da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Por conta disso, quando tomei conhecimento do livro por acaso, já fiquei animado. Embora a Alemanha tivesse saído praticamente acabada da Primeira Guerra Mundial com o Tratado de Versalhes, ainda não conseguia entender por completo o sentido de profundo nacionalismo que tomara conta do país naquele período. O livro de Larson é rico nesse sentido, pois apresenta uma visão externa – a de uma família americana – frente ao nacional socialismo que eclodia em Berlim e aos ideias antissemitas do governo Hitler. Com o livro, é possível ver que houve resistência frente ao nazismo, mas que as poucas vozes foram caladas e, na maioria das vezes, não chegaram nem a ser de conhecimento do exterior por conta da censura imposta pelo Ministério da Propaganda de Joseph Goebbels.

Jornalismo e ficção

A linha entre o jornalismo e a ficção acaba sendo muito tênue quando se escreve uma obra como a de Larson. Embora seja apoiada em documentos oficiais, diários da época, e biografias, a narrativa da obra acaba sendo prejudicada pelo excesso de informações históricas e pela linguagem por vezes objetiva demais de Larson. Não seria ruim se o autor se valesse dos ensinamentos do jornalismo literário, que pregam uma narrativa mais envolvente e que realmente transportam o leitor para dentro da história. Não deixaria de forma alguma de ser um livro-reportagem, apenas faria com que a leitura fluísse melhor e o mergulho em um assunto tão complexo e tão debatido como nazismo fosse mais profundo e mais intenso.

No jardim das feras – Intriga e sedução na Alemanha de Hitler

Autor: Erik Larson
Editora: Intrínseca
Páginas: 448
Quanto: R$ 34 (em média)

Avaliação: Bom

Prêmio Vivaleitura 2012 incentiva projetos que estimulam o acesso aos livros

Por Toda Letra em 27 de agosto de 2012

A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançou hoje (27) o edital do Prêmio Vivaleitura 2012, que nesta edição oferece um total de R$ 540 mil a projetos comprometidos com o fomento à mediação da leitura no país. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o dia 1º de novembro a instituições públicas, privadas e comunitárias.

Serão premiados 18 projetos, cada um com R$ 30 mil. Criado em 2006 e com abrangência nacional, o Vivaleitura já reuniu mais de 13 mil iniciativas de incentivo à leitura. O prêmio é uma realização da FBN, com a coordenação e execução da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), em conjunto com o Ministério da Educação e parceria de outras instituições.

O Vivaleitura é dividido em três categorias. A primeira é destinada às bibliotecas públicas, privadas e comunitárias sem ligação com instituições de ensino. Trabalhos realizados em colégios públicos e particulares, sob a responsabilidade de docentes, diretores, coordenadores e bibliotecários, concorrem na categoria Escolas Públicas e Privadas.

Já a categoria Sociedade avalia projetos formais ou informais executados por bibliotecas ligadas a universidades, cidadãos vinculados a organizações não governamentais (ONGs) e instituições sociais.

Segundo a FBN, serão selecionados pela comissão organizadora do prêmio 18 projetos finalistas, seis em cada categoria, a serem contemplados cada um com prêmio no valor de R$ 30 mil. A cerimônia de premiação será realizada em dezembro.

As inscrições podem ser feitas via internet, no site, ou via postal, por carta registrada endereçada a Prêmio Vivaleitura/Fundação Biblioteca Nacional – Av. Rio Branco, 219 – Centro – Rio de Janeiro- RJ – CEP 20040-008. Os trabalhos enviados pelo correio deverão estar acompanhados da ficha de inscrição disponível no site, devidamente preenchida.

*Informações da Agência Brasil

Dica Cultural: Eliane Brum discute jornalismo e ficção em Curitiba

Por Toda Letra em 24 de agosto de 2012

Eliane Brum vem a Curitiba para debater Jornalismo e Ficção (Foto: Lilo Clareto/Divulgação)

O Sempre Um Papo traz a Curitiba a jornalista e escritora Eliane Brum, para debater o tema “Jornalismo e Ficção” e lançar o livro “Dignidade” (Editora Leya). Autora de três livros reportagem e um romance, a convidada irá falar sobre a diferença entre as duas escritas, levando-se em conta que Brum se intitula uma repórter de “desacontecimentos” e considera importante falar de sua transição de escrever sobre a realidade e passar à ficção, o que se tornou parte de sua vida.

O livro “Dignidade” marca o quadragésimo aniversário da Médicos Sem Fronteiras. Participa também do encontro, que acontece no dia 28 de agosto, terça-feira, às 19h30, no Teatro Regina Vogue, a jornalista Vânia Alves, que trabalha na organização Médicos Sem Fronteiras, desde 2010. Ela é a autora das fotos que ilustram o capítulo escrito por Eliane Brum no livro. O Sempre Um Papo tem entrada gratuita.

Dignidade

Com prefácio de Dráuzio Varella, “Dignidade” marca o quadragésimo aniversário da Médicos Sem Fronteiras. Em uma parceria entre a editora Leya e a organização Médicos Sem Fronteiras, nove grandes autores da atualidade viveram a rotina dos profissionais e pacientes da organização e retratam os horrores e as inesperadas alegrias vividas em zonas de crises humanitárias, em que os médicos atuam.

Eliane Brum, Mario Vargas Llosa, Paolo Giordano, Catherine Dunne, Alicia Giménez Bartlett, James A. Levime, Esmahan Aykol, Tishani Doshi e Wilfried N’Sondé emprestam suas renomadas palavras para dar voz àqueles que ainda não conseguiram se fazer ouvir. Sejam eles refugiados no Congo; camponeses cujos sonos são assombrados por Vinchucas, os barbeiros, na Bolívia; uma voluntária assustada e confusa que encontra alento em uma couve-flor em Bangladesh; uma mulher espancada por ser portadora do vírus HIV na Cidade do Cabo; imigrantes ilegais em centros de detenção na Grécia; pacientes infectados por uma epidemia de Sarampo não vista há mais de uma década no Maláui; vítimas de conflitos armados na Índia; ou grávidas que perdem seus filhos pela falta de assistência em Burundi.

Eliane Brum é escritora, jornalista e documentarista gaúcha. Já ganhou mais de quarenta prêmios nacionais e internacionais de reportagem. Com “A Vida que Ninguém Vê” venceu o Prêmio Jabuti em 2007. Mantém uma coluna semanal, às segundas-feiras, no site da revista Época. Atualmente vive em São Paulo. Em 2011, a editora Leya lançou seu primeiro romance “Uma Duas”.

Sempre Um Papo

Há 26 anos, o “Sempre Um Papo – Literatura em Todos os Sentidos” promove a difusão do livro e seu autor. O projeto já atuou em mais de 30 cidades brasileiras, tendo realizado mais de 4.500 eventos com um público presente estimado em 1,5 milhão de pessoas. O encontro presencial converge para a televisão, sendo exibido, todo sábado e domingo, há 9 anos, na TV Câmara. Desdobra-se para a série de DVDs educativos “Cultura Para a Educação”, em sua quinta edição, distribuída para mais de 6.000 escolas brasileiras. E no site www.sempreumpapo.com.br, estão disponíveis mais de 400 programas com escritores brasileiros e internacionais, gratuitamente, além de diversos seminários, na íntegra.

Programe-se

Sempre Um Papo com Eliane Brum
Dia 28/08, terça-feira às 19h30
Entrada gratuita
Teatro Regina Vogue
Avenida 7 de Setembro, 2775 – Shopping Estação
(41) 2101-8292
www.sempreumpapo.com.br

Museu da Imagem e do Som do Paraná homenageia Paulo Leminski com mostra inédita

Por Toda Letra em 23 de agosto de 2012

Está em cartaz desde ontem (22) e prossegue até amanhã (24) uma mostra inédita sobre escritor, poeta, crítico literário e professor Paulo Leminski no Museu de Imagem e Som do Paraná. O público poderá assistir a dois longas-metragens filmados a partir

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dos livros de Paulo Leminski: “Ex Isto”, livre adaptação de “Catatau”, e “Agora É Que São Elas”, o qual leva para as telas o segundo romance do escritor, que faria 68 anos neste mês. “Os filmes selecionados compartilham com a obra escrita por Leminski a ousadia formal, a abordagem inusitada dos temas e a densidade filosófica. Tudo isso foi transposto para as telas de forma criativa e fascinante”, detalha Fernando Severo, diretor do MIS.

Leminski é homenageado este mês em Curitiba por conta de seu aniversário de 68 anos se estivesse vivo.

A mostra apresenta ainda três curtas e um média-metragem, incluindo o documentário “Ervilha da Fantasia”, que contém imagens raras do escritor. Todas as sessões ocorrem às 19h30 no Auditório Brasílio Itiberê (anexo à Secretaria de Estado da Cultura) e serão comentadas por convidados. A entrada é franca.

 

Agora é que são elas

Para o diretor do Museu da Imagem e do Som do Paraná, Fernando Severo, embora ainda pequena, a produção cinematográfica a partir da obra do Leminski é muito expressiva e merece ser conhecida. “A riqueza estética e a diversidade cultural da obra do escritor é muito inspiradora para o cinema, e gerou obras pouco vistas pelos curitibanos que o MIS-Pr procurou resgatar da obscuridade”, explica. Aurea Leminski, jornalista e filha de Paulo Leminski, declarou que isso prova que o que ele produziu continua vivo. Além da mostra no MIS estão sendo feitas homenagens na Biblioteca Pública do Paraná. Na sexta-feira, a FNAC promove um bate-papo com Aurea e Estela, as filhas de Leminski. “Depois de Dalton Trevisan ele é indiscutivelmente nosso maior escritor e a admiração pela sua obra não para de crescer Brasil afora. A diversidade de abordagens que essa obra proporciona é um convite para o constante surgimento de atividades em torno da figura do escritor”, finaliza Severo.

Confira a programação completa:

22/08 (quarta-feira)

Ex Isto (longa-metragem) – direção de Cao Guimarães

Apresentação de Cristina Mendes, doutoranda em Comunicação e Linguagens da UTP que desenvolve tese sobre o filme.

23/08 (quinta-feira)

Agora É Que São Elas (longa-metragem) – direção de Beto Carminatti. Apresentação do diretor.

24/08 (sexta-feira)

Meu Nome é Paulo Leminski (curta-metragem) – direção de Cesar Migliorin

Erra Uma Vez (curta-metragem) – direção de Leopoldo Nunes e Sergio Basbaum

Polaco Loco Paca (direção de João Knijnik)

Ervilha da Fantasia (média-metragem) – direção de Werner Schumann

Apresentação do cineasta Pedro Merege.

Serviço: Mostra “Paulo Leminski no Cinema”

Data: de 22 a 24 de agosto

Horário: 19h30

Local: Auditório Brasílio Itiberê – Rua Cruz Machado, 138 – Centro – Curitiba (anexo à Secretaria de Estado da Cultura)

 

Para escrever uma boa biografia

Por Toda Letra em 21 de agosto de 2012

Aline Reis e Willian Bressan

especial para Toda Letra

Apaixonar-se pela personagem. É isso que faz o jornalista e escritor Ruy Castro ser considerado um dos melhores biógrafos do Brasil. Autor

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das biografias “Estrela solitária – um brasileiro chamado Garrincha”, “Anjo Pornográfico” entre outras, Ruy Castro esteve em Curitiba para a semana da Comunicação da Universidade Positivo e falou aos jornalistas sobre as biografias que escreveu.

“Não é mole escrever biografias. A gente se torna quase um louco, um doente. Se fica obsessivo pela personagem”.

O processo de criação de uma biografia exige afinidade do jornalista para com a personagem, que, para o autor, necessariamente não deve estar viva. “Primeiro é preciso saber o que todo mundo sabe, depois descobrir o que ninguém imagina”, diz. Devido às exaustivas pesquisas em material impresso sobre a vida de Nelson Rodrigues, celebrado esse ano por conta do que seria seu centenário de vida, Castro tornou-se referência quando se trata da vida e obra do dramaturgo.

A parte da pesquisa em material impresso serve, de acordo com Castro, para direcionar o trabalho e encontrar personagens para conhecer novas histórias. Um escrito baseado apenas em pesquisas bibliográficas, para o autor, é uma aglomeração de informações já conhecidas. “Quando os entrevistados falarem sobre qualquer assunto, eu tenho a obrigação de saber do que se trata”.

“O Anjo Pornográfico”, livro que retrata a vida de Nelson Rodrigues, traz uma narrativa cronológica dos passos do dramaturgo, o que, segundo Ruy Castro, é missão do escritor. “O leitor não tem a obrigação de saber tudo que aconteceu na vida dele [Nelson Rodrigues], por isso o biógrafo tem a obrigação de escrever cronologicamente”.

O livro foi lançado em 1992 e no ano seguinte venceu o Prêmio Jabuti, o maior de literatura brasileira, na categoria melhor capa. Castro esteve imerso na pesquisa por meses e somente depois procurou os familiares. “É preciso conhecer bem o biografado para não queimar o entrevistado. Além disso, é preciso conhecer o entrevistado também, isso faz com que ele sinta confiança e me conte mais detalhes”, revela.

Paixão e obsessão

Escrever uma biografia não é fácil, exige dedicação e disciplina para que o material seja fiel à vida do biografado. “Não é mole escrever biografias. A gente se torna quase um louco, um doente. Se fica obsessivo pela personagem. Eu não tenho vida pessoal quando estou escrevendo, é um envolvimento muito grande, é um casamento com o personagem”, explica Ruy.

Talvez até por isso – por esse envolvimento e encantamento tão caros ao autor que se dedica às biografias – Ruy aponta que não tenha surgido ninguém depois de Carmen Miranda com tanto brilho a ponto de despertar a vontade de escrever outra biografia. Além disso, os problemas com herdeiros também são apontados como “desestimulantes” na hora de se pensar em um novo trabalho.

Embora Ruy Castro, que além de escritor é colunista do jornal Folha de S. Paulo, seja considerado especialista em biografias, ele mesmo não se vê como personagem que valha um escrito semelhante. “Quanto à biografia do Ruy Castro, desistam! Porque sou contra biografar gente viva, mas depois de morto podem fazer o que quiser”, brinca.

 

“O beijo no asfalto”: loucuras, amor e morte

Por Toda Letra em 20 de agosto de 2012

Aline Reis

 

É dar murro em ponta de faca, mas cá estou eu tomada pela ousadia de me referir ao indefinível Nelson Rodrigues.
A polêmica obra do escritor é conhecida em todo mundo, creio, inclusive, que por você que me lê neste momento, mas mesmo assim lhe aconselharei a ler uma das obras mais polêmicas do autor: a peça “O beijo no Asfalto”.
A imprensa brasileira nada ou pouco mudou da época em que a peça foi divinamente escrita. O conflito das personagens se dá justamente por uma manchete de jornal. Nelson Rodrigues, como bom jornalista, um dos melhores, senão o melhor, inteligentemente usa o gancho conhecido nas redações em que trabalhou para desenrolar a trama.
Um homem atropelado pela lotação e um beijo são os motivos da desgraça de um casal. Abordar

Sexta Sem Dúvida: Pronúncia do verbo indignar

Por Toda Letra em 18 de agosto de 2012

O Fellipe Gaio nos mandou a seguinte dúvida:
“Eu tenho uma dúvida que, até então, não foi respondida de forma satisfatória.
Se digo que algo me assusta, é o mesmo que dizer que isto me deixa assustado. E quando fico indignado?
Todo mundo me diz que seria algo pronunciado como “me indiguína”, mas esse “i” acentuado não existe. Mas, se eu digo que isto me “indígna”, soa como se me tirasse a dignidade (a grafia das palavras entre aspas é apenas uma forma de tentar imitar a sonoridade).E aí, como eu digo qua

ndo algo me deixa indignado?”

Resposta:
A palavra indigno pode funcionar tanto como adjetivo quando como flexão do verbo indignar-se. Portanto, posso dizer que “aquele homem é indigno”, o que significa dizer que ele “não é digno de algo”, “é desmerecedor”, assim como posso dizer “eu me indigno com a corrupção brasileira”, no sentido de ficar indignado. O verbo deve ser dito com a sílaba tônica no “DI”, conforme indicou nosso leitor.
E você também tem dúvidas de Língua Portuguesa? Mande pra gente! Na sexta-feira é dia da professora Ana Paula Mira esclarecer as dúvidas dos nossos leitores!
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Dica Cultural: Semana Cristovão Tezza em Curitiba

Por Toda Letra em 17 de agosto de 2012

No dia 21 de agosto, o escritor Cristovão Tezza completa 60 anos. Para comemorar a data, a Livraria Arte & Letra preparou uma semana com eventos em homenagem ao autor de O Filho EternoUm Erro Emocional e O Fotógrafo, entre outros.

O escritor, que está lançando O Espírito da Prosa, sua autobiografia literária, fará uma sessão de autógrafos na terça-feira (21), a partir das 18h30. Ainda na terça-feira, será inaugurada uma exposição de fotografias baseada na obra de Tezza pelo fotógrafo Nego Miranda, autor do livro A Eterna Solidão do Vampiro, com fotos inspiradas no caminho literário de Dalton Trevisan.

Na mesma semana, ficarão em destaque na Arte & Letra livros de diversos autores indicados por Tezza, inaugurando a seção “Livros de Cabeceira”, projeto da Livraria Arte & Letra que convidará uma série de escritores a darem suas indicações de leitura, com títulos que foram marcantes para sua trajetória de leitor. Além disso, todos os livros de Cristovão Tezza terão 20% de desconto no

Danoday.com.

período de20 a25 de agosto.

Sobre o escritor
Cristovão Tezza nasceu em Lages (SC), mas mudou-se para Curitiba ainda criança. Considerado um dos mais importantes autores da literatura brasileira contemporânea, escreveu TrapoO FotógrafoUm Erro Emocional, entre vários outros. Seu romance O Filho Eterno venceu os mais importantes prêmios literários do país em 2008: Portugal Telecom de Literatura e Bravo! Prime de Cultura como melhor livro do ano, primeiro lugar no Prêmio São Paulo de Literatura, além do Jabuti. O romance foi também finalista do Prêmio Internacional IMPAC-Dublin de Literatura, da Irlanda. Seu livro mais recente, O Espírito da Prosa, é um ensaio não acadêmico, no qual Tezza investiga sua formação de escritor.

Programe-se
Semana Cristovão Tezza
De 20 a 25 de agosto
Lançamento de O Espírito da Prosa, sessão de autógrafos e abertura da exposição de fotografias de Nego Miranda — Dia 21, às 18h30.
Local: Livraria Arte & Letra (Alameda Presidente Taunay, 130 – fundos da Casa de Pedra – Batel – Curitiba – PR)
Telefone: (41) 3039-6895
Entrada franca.

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