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Arquivo de julho de 2012

Terça do Livro: “Cinquenta tons de cinza”, de E.L. James

Por Toda Letra em 30 de julho de 2012

Hoje quem colabora com a Terça do Livro é a nossa leitora Cássia Maffei, que nos escreveu uma resenha sobre o livro “Cinquenta tons de cinza”, de E.L. James. Publicado pela editora Intrínseca, custa em média R$ 39,90 e seu lançamento está previsto no Brasil para o dia 1º de agosto. A obra de E.L. James é o mais novo sucesso literário mundial.

Sinopse

Com 21 anos, Anastasia Steel está prestes a se formar na universidade. Sua vida é comum: é uma jovem independente que divide seu tempo entre aulas, trabalho e seus livros favoritos. Como um favor para sua colega de quarto, que edita o jornal estudantil, Anastasia entrevista o bilionário Christian Grey, e é a partir dessa entrevista meio atrapalhada que sua vida começa a mudar. Ana e Grey são atraídos um pelo outro, e ambos mostram que querem ter uma relação, só que ele não é, nem de perto, como os heróis românticos dos livros favoritos da Ana. Christian Grey é um homem que não teve uma infância considerada normal, e isso define algumas de suas principais características: a necessidade de controle sobre tudo: o carro que Anastasia dirige, o quanto ela come, o que ela veste, quantos dias na semana ela passa na casa dele e o tipo de relacionamento que quer ter com ela: uma relação unicamente sexual na qual ele seria seu dominante e poderia fazer com ela o que tivesse vontade, desde que não ultrapassasse seus limites, previamente definidos num contrato que ela teria que assinar para que eles pudessem, finalmente, ficar juntos. Anastasia passa por grandes períodos de dúvidas sobre essa relação e até qual ponto poderia aceitar e conviver com as condições extremas de Grey, que incluem, também, uma quantidade interminável de presentes e um homem que ela consegue perceber como romântico e atencioso.

 

Opinião

O livro chama mais atenção pelo burburinho que tem causado mundialmente do que pela história propriamente dita. A autora consegue sim conquistar o leitor, que quer saber se Ana vai aceitar a proposta de Grey e, se esse for o caso, até onde vai conseguir lidar com as situações que esta relação está colocando em sua vida. O que também faz com que o leitor que caiu nessa curiosidade com o primeiro livro, leia os outros dois, para saber o futuro dessa frágil relação. Ainda dependendo da curiosidade, para um leitor atento e que conheça a história dos livros da série Crepúsculo, pode-se perceber as referências sutis à história – já que o livro começou como uma fanfic (ficção criada por fãs) da saga vampiresca. Este primeiro livro nos apresenta ao contexto da história e suas personagens, deixando qualquer tipo de desenvolvimento mais profundo para os próximos livros da trilogia.

 

Livro destaca os últimos anos de Stefan Zweig, autor de “Brasil, o País do Futuro”

Por Toda Letra em 30 de julho de 2012

No desenrolar da 2ª Guerra Mundial e do período da ditadura do presidente Getúlio Vargas, conhecido como Estado Novo (1937-1945), o escritor Stefan Zweig e sua mulher Lotte, refugiados na cidade na cidade de Petrópolis, na região serrana fluminense, escrevem cartas para a família na Europa.

Escritas em inglês, a correspondência íntima revela um contexto histórico de opressão, fuga e perda de identidade, inclusive linguística, nos últimos dois anos de vida do casal, em meio à perseguição nazista aos judeus. Ele, natural de Viena, de família austrojudaica rica, nascido em 1881. Ela, de Kattowitz, na Prússia, filha de prósperos comerciantes, nascida em 1908.

Há 70 anos Stefan e Lotte cometeram suicídio na casa de número 34, na Rua Gonçalves Dias, em Petrópolis.

Esse é o contexto do livro Stefan e Lotte Zweig – Cartas da América – Rio, Buenos Aires e Nova York 1940-42 (Versal Editores, R$ 47,00) , organizado pelos historiadores Darién J. Davis e Oliver Marshall. A publicação foi lançada no Brasil, com tradução de Maria das Graças de Santana Salgado e Eduardo Silva.

De acordo com a tradutora, as cartas mostram o destacado papel de Lotte na vida de Stefan, quase sempre retratada como uma mulher inexpressiva, submissa e silenciosa pelos biógrafos de Zweig.

“Nenhum deles considerou o papel que a mulher dele exerceu nos últimos anos de vida dele e a contribuição dela como companheira, como secretária, como tradutora dos trabalhos [do marido]. Então, eu acho que a grande contribuição do livro é exatamente resgatar o papel da Lotte Zweig, que o acompanhou nos últimos anos e de certa maneira o ajudou a produzir obras importantíssimas, como O Mundo de Ontem [livro de memórias de Zweig], Brasil, País do Futuro e História do Xadrez. Pelo menos esses três livros ele escreveu na companhia dela e os biógrafos a ignoraram completamente”, disse.

Graça Salgado define o livro como feminista, que regata uma voz invisível, além de trazer grandes esclarecimentos sobre o drama que o casal viveu no Brasil e a paixão pelo país que o acolheu.

“É uma contribuição enorme para o leitor de Stefan Zweig aqui no Brasil, porque são cartas inéditas e absolutamente honestas, escritas pra família dela, para o irmão e a cunhada. Além disso, o livro esclarece muito a discussão sobre o papel do Stefan Zweig no governo de Getúlio Vargas. Desmente completamente essa coisa de que ele [Brasil, o País do Futuro] foi um livro comissionado, o que não faz sentido de jeito nenhum isso”.

No Ano Novo de 1941, o casal enviou um postal para amigos e parentes com a estrofe 106 de Os Lusíadas, em português e em alemão, que fala sobre guerra e fuga. No dia 22 de fevereiro de 1942, Stefan e Lotte cometem duplo suicídio na casa onde moravam, na Rua Gonçalves Dias, em Petrópolis.

O local abriu as portas no último dia 28, com um memorial em homenagem aos refugiados do nazismo na Europa nas décadas de 1930 e 1940.

Fnac recebe exposição colaborativa

Por Toda Letra em 28 de julho de 2012

Os diversos olhares sobre a cidade são tema de exposição fotográfica na Fnac Curitiba, durante o mês de agosto. As fotos fazem parte do projeto Curitagram, que tem como objetivo reunir imagens da capital paranaense tiradas através do aplicativo Instagram, para celulares. A abertura acontece nesta quarta-feira (1/8) e terá bate-papo com o organizador Flávio St Jayme e com o professor de fotografia Guilherme Zawa, com entrada franca.

A exposição é colaborativa, ou seja, as 50 fotos escolhidas, entre mais de quinhentas participações, foram enviadas para um perfil no Facebook do projeto por curitibanos que registraram sua visão da cidade. Prédios históricos, pontos turísticos, estações-tubo e animais são algumas das cenas presentes no Curitagram.

O professor de fotografia do Centro Europeu Guilherme Zawa conversará no dia da abertura sobre o Instagram, aplicativo gratuito para celulares que permite tirar fotos e utilizar filtros de envelhecimento ou superexposição. O aplicativo, que já tem mais de 50 milhões de usuários no Brasil, também permite publicar as fotos em uma espécie de mini rede social, onde as fotos podem ser compartilhadas e comentadas por amigos e usuários. “É um novo mundo que se abre para a fotografia”, comenta Zawa.

Programe-se

Exposição Curitagram
Abertura dia 01/08, quarta-feira às 19h30. Bate-papo com a presença do organizador do Curitagram Flávio St. Jayme e o professor de fotografia do Centro Europeu Guilherme Zawa.
A exposição acontece de 1º a 31/08
Fnac
Rua Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 600 – Ecoville

Sexta Sem Dúvida: Tons pastéis e verbo no infinitivo depois de preposição

Por Toda Letra em 27 de julho de 2012

Olá!

As dúvidas que respondemos hoje são do Fernando Severo e da Silvia Henz.

O Fernando Severo nos perguntou:  O certo é:
- convido a todos para assistir ou convido a todos para assistirem?
- movimentos mais perfeitos possiveis de ser assistidos ou possíveis de serem assistidos?

Fernando, tanto faz. Quando o verbo no infinitivo vier depois de uma preposição
em uma estrutura como essa (“para” e “de”, nos exemplos), pode-se usar
o infinitivo flexionado ou não, ou seja, pode ficar no singular ou ir
para o plural.

A Silvia nos mandou via Facebook:  Procurei na internet e não achei resposta satisfatória. Por que é errado falar “tons pastéis”? Eu achei a explicação “substantivos que designam cores permanecem invariáveis”, ok, então “tons terrosos” e “tons nudes”, está errado também?

Silvia, a explicação que você encontrou está correta. No caso de “tons terrosos” e “tons nudes” esta explicação não se aplica, pois se tratam de adjetivos e, portanto, são variáveis. Caberia no primeiro caso para a palavra terra, pois são “tons terra”, entendeu?

E você tem alguma dúvida? Mande pra gente através do nosso Facebook! Até a próxima semana!

Livro que traça panorama da alfabetização no Brasil está disponível para download

Por Toda Letra em 26 de julho de 2012

Está disponível para download gratuito o livro Alfabetização no Brasil: uma história de sua história, lançado pela Cultura Acadêmica Editora e organizado por Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Marília.

A obra apresenta um conjunto das reflexões desenvolvidas durante o 1º Seminário Internacional sobre História do Ensino de Leitura e Escrita, realizado entre 8 e 10 de setembro de 2010 com a finalidade de congregar teóricos e grupos de pesquisa que desenvolvem trabalhos sobre a história da alfabetização.

Segundo Mortatti, a publicação surge num contexto em que a História da Educação se consolida como um campo do conhecimento no Brasil. Pesquisadores vinculados a diferentes programas de graduação se dedicam ao tema, com ênfase nos séculos 19 e 20, em diferentes contextos regionais e com base em diferentes fontes documentais, vertentes teóricas e abordagens metodológicas.

O objetivo do livro é oferecer uma grade de compreensão daquilo que vem sendo produzido no Brasil nos últimos anos na área. A publicação pode ser acessada em: www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/alfabetizacao.pdf.

Quino, o pai da Mafalda, completa 80 anos

Por Toda Letra em 18 de julho de 2012

BUENOS AIRES – Joaquín Salvador Lavado Tejón, conhecido no mundo todo como Quino, o “pai” da Mafalda, completa 80 anos nesta terça-feira, 17, vendo sua pequena heroína rebelde ter motivos de sobra para se preocupar com os rumos do planeta.