Blog

Arquivo de fevereiro de 2012

Empresas focam no investimento em redes sociais

Por Toda Letra em 24 de fevereiro de 2012

Uma boa notícia para os profissionais de marketing que ressaltam a importância do investimento em redes sociais nas empresas e acham que estavam pregando no deserto. Uma pesquisa divulgada pela Ancham (Câmara Americana de Comercio Brasil – Estados Unidos), mostra que 65% das organizações afirmam que devem aumentar ações e verbas de marketing destinadas a esse tipo de ferramenta no próximo ano.

Tudo isso por que estão percebendo que é real o crescimento do uso de mídias sociais e a popularização da internet pelo Brasil. Mesmo assim, 47% dos pesquisados disseram que só 5% de seu orçamento de marketing é destinado às rede

s sociais. Do grupo, 3% investem, entretanto, 40% da verba na web.

O Facebook é a rede preferida, com 76% de citações na pesquisa, mas Twitter (56%), Google+ (32%), Foursquare (10%) e Orkut (8%) também foram lembrados. Em todas estas redes, o objetivo principal é relacionamento com o cliente (74%), mas as ferramentas também são utilizadas para reforço de marca (63%); promoção e divulgação de produtos ou serviços (53%); monitoramento de marca (46%); e e-commerce (18%). Na pesquisa, 78% das empresas consultadas possuem perfis oficiais em pelo menos uma rede e 14% ainda pretendem fazer no próximo ano.

zp8497586rq

Livros de bolso fazem sucesso no mercado brasileiro

Por Toda Letra em 22 de fevereiro de 2012

Quem passa por postos de gasolina, farmácias, bancas de jornal e livrarias onde os títulos de bolso (pocket books) da editora gaúcha L&PM são vendidos talvez não desconfie que essa boa ideia nasceu num momento de crise. A empresa estava quase quebrada em fevereiro de 1997, quando a coleção, hoje eclética (literatura, culinária, quadrinhos etc), começou. Este mês, com Diários de Andy Warhol, ela chega ao milésimo volume nesse formato – e vendendo dois milhões de exemplares por ano. A concorrência já despertou para esse mercado.

“Atualmente, o livro de bolso é a alma da L&PM. Quando soube dessa ideia, um consultor nos disse que seria a salvação da editora. Quatro anos depois, conseguimos pagar todas as dívidas e resgatar o prestígio da empresa. Apostamos na diversidade: de quadrinhos a obras transgressoras, com o máximo possível de tendências. Queremos que seja a coleção dos leitores e também dos não leitores”, afirma Ivan Pinheiro Machado, um dos proprietários do grupo gaúcho.

Entre os feitos da L&PM estão edições (com novas traduções) de escritores como Balzac, Shakespeare, Maupassant, Gogol e Dostoiévski, a coleção completa de Sherlock Holmes e versões bilíngues de obras gregas antigas, com os textos em português ao lado de originais em grego clássico. Não há corte de conteúdo por causa do tamanho reduzido dos livros. Boa parte deles custa menos de R$ 20 (cada), mas há caixas que esbarram nos R$ 100, como a de cinco títulos do escritor alemão Bukowski.

Se ainda há quem pense que lançamentos sem grande importância compõem o catálogo da editora, títulos como os já citados e, mais recentemente, Diários de Andy Warhol estão aí para provar o contrário. A caixa dedicada ao americano tem dois volumes e traça um retrato cultural do século 20, no qual o artista regist

ra seu cotidiano, impressões pessoais, fatos e eventos protagonizados por celebridades como ele, como o cantor Jim Morrison, o lutador Muhammad Ali e o estilista Calvin Klein.

O mercado de livros digitais (e-books) não compromete o de volumes de bolso, avalia Ivan. “As empresas de tecnologia forçam a barra para vender essa tese, como se o mundo tivesse acabado. Os caras querem fazer disso um Grenal, mas um não elimina o outro. São complementares”, ironiza ele. Sua editora investiu quase US$ 1 milhão na plataforma digital, mas ainda não teve retorno significativo. “É um mercado muito incipiente, representa menos de 0,3% do faturamento das editoras brasileiras. Isso é expressivo apenas nos Estados Unidos”, diz.

No momento, a prioridade da L&PM é o lançamento da série de bolso 64 páginas. Inicialmente, serão 12 volumes vendidos a R$ 5 e, como o nome sugere, todos com 64 páginas. Já estão previstas obras de Bukowski, Kerouac, Pessoa, Tchekov e Conan Doyle.

Arte Apostando nesse nicho de mercado desde 2005, a editora Companhia das Letras já colocou nas lojas 170 títulos pelo selo Companhia de Bolso. Em média, são 24 lançamentos por ano, sempre reedições de grandes sucessos da empresa. Em formato menor, elas são mais baratas. Os pockets passaram a representar 11% das vendas da editora no ano passado. O público-alvo, nesse caso, são os estudantes.

Além do preço, outro ponto que ajuda a tornar os títulos da Companhia das Letras mais atraentes é a preocupação com a arte das capas. Todas são reproduções de pinturas de Jeff Fisher com motivos diferentes, mas com a mesma identidade visual. A maioria dos títulos é vendida por cerca de R$ 20. Há obras de autores como Hannah Arendt, Caetano Veloso, Salman Rushdie, Milan Kundera e Oliver Sacks.

Confira a reportagem completa aqui. (via Divirta-se)

zp8497586rq

Usuários do Twitter tendem a seguir mais jornalistas do que meios de comunicação

Por Toda Letra em 15 de fevereiro de 2012

Um estudo realizado algum tempo atrás mostrou um dado muito interessante. Neste foi mostrado um pouco o cenário do Twitter e sua principal utilidade, dar voz as pessoas. O estudo publicado pela International Journal of Communication, mostrou que no Egito e Tunísia  as pessoas tinham uma tendência muito maior a seguir jornalistas, blogueiros e ativistas do que qualquer organização de mídia.

É claro que o cenário dos países onde a pesquisa foi realizada são diferentes da grande maioria, mas nem por isso não devemos pensar na aplicação deste mesmo q

uestionamento em outros lugares. O Twitter sempre serviu como uma ferramenta para se conectar com as pessoas, ouvir suas opiniões, ideias e ver o que tinham para compartilhar. Um jornalista “pode” compartilhar conteúdo de qualquer lugar, um meio de comunicação provavelmente vai compartilhar apenas o que lhe pertence (na grande maioria).

Ou seja, a ideia de seguir mais pessoas que tenham conteúdo do que grandes grupos de comunicação parece muito mais natural em relação ao Twitter.

Veja o estudo completo >>

*Via Mediatismo

zp8497586rq

Marcos Bagno defende em livro a 'gramática do português brasileiro'

Por Toda Letra em 13 de fevereiro de 2012

Em “Gramática Pedagógica do Português Brasileiro”, o pesquisador em linguística Marcos Bagno compila o que os leitores de Caros Amigos conhecem de seu trabalho através da coluna que mantém na revista. Bagno defende a libertação da língua praticada no Brasil das regras seculares do português de Portugal e uma gramática que contemple os modos do falar brasileiro.

O livro, publicado pela editora Parábola, já está nas livrarias. Na entrevista abaixo, elaborada pela educadora Solange Americano, formada em letras pela USP e que atua no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA), Bagno descreve um pouco o que está na obra.
Caros Amigos - O livro derruba  o  mito de que falamos todos a mesma língua no Brasil esclarecendo que monolinguismo e homogeneidade linguística são bem diferentes. O que  caracteriza o português brasileiro contemporâneo?

Marcos Bagno: O português brasileiro contemporâneo é como qualquer outra língua viva contemporânea: uma língua em constante mutação, instável, sempre em processo de se fazer e refazer. Toda e qualquer língua viva é sempre uma língua que “está”, nunca uma língua que “é”, porque nós falantes não paramos de modificar nossas línguas o tempo todo. Num país gigantesco como o nosso, com situações sociais tão diversificadas, climas, etnias, economias diferentes etc., a língua também é diversificada, heterogênea, variável e mutante.

CA – O que deve vir primeiro: o estudo da língua ou o domínio da escrita e leitura?
MB - Sem dúvida nenhuma, o domínio da leitura e da escrita, ou seja, o letramento. Saber ler e escrever com competência e criatividade é o conhecimento mais importante para a plena conquista da cidadania numa sociedade republicana e democrática. O estudo da língua, o estudo específico e técnico da língua, deve ser deixado para depois que a pessoa tiver um bom grau de letramento. Além disso, no processo de aprendizagem da leitura e da escrita é inevitável que a pessoa estude também o funcionamento da língua, reflita sobre ele, intua as regras. Mas isso pode ser feito sem análise sintática e sem decoreba de nomenclatura.

CA – O que seria uma política linguística para o Brasil?
MB – Seria uma política com dois focos, um para o interior e outro para o exterior. Para o interior do Brasil, ela deveria contemplar o ensino do português brasileiro urbano de prestígio, contemporâneo, tal como ele já vem sendo descrito pela pesquisa linguística brasileira nos últimos quarenta anos. É perfeitamente possível, hoje, elaborar material didático de boa qualidade usando o que já sabemos, e sabemos muito, da gramática real do português brasileiro. Temos de produzir, portanto, dicionários e gramáticas afinados com essa realidade do português brasileiro, reconhecendo o português brasileiro como uma língua independente do português europeu, com sua própria história e sua própria gramática e seu próprio léxico.

Ainda no plano interno, é preciso reconhecer o Brasil com uma das nações com maior multiplicidade linguística de todo o mundo: temos quase 200 línguas diferentes faladas em nosso território, mas durante toda a história fomos iludidos com o mito do monolinguismo, que justificava inclusive o extermínio dos povos falantes de línguas indígenas. Reconhecer as línguas como patrimônio cultural, simbólico e identitário de milhões de pessoas significa permitir que elas falem suas línguas, aprendam a ler e a escrever nelas, possam divulgar essas línguas por meio impresso, audiovisual, informatizado etc. É uma questão de direito, o direito linguístico.

No plano externo, o Brasil precisaria assumir o que ele de fato é, a nação mais importante de língua portuguesa, e empreender uma divulgação agressiva da nossa língua, por meio de leitorados no exterior, produção de material didático para o ensino do português brasileiro a estrangeiros etc. Nossa política linguística ainda é muito subserviente às decisões dos portugueses, que são minoritários em quantidade de falantes.

CA – Essa nova abordagem da língua, o português brasileiro, auxiliaria na crise da educação no Brasil?

MB - Não seria a única solução, mas certamente colaboraria muito para melhorar a qualidade do que se ensina e se aprende. Se nas escolas pararmos de ensinar regras que não fazem parte da gramática do português brasileiro, se pararmos de tentar convencer os alunos de coisas que não fazem nenhum sentido (como a concordância maluca de “vendem-se ovos”), se deixarmos de querer ensinar um estado de língua de 350 anos atrás (“vós poderíeis”), se nos preocuparmos mais com a leitura e com a escrita e menos com a obsessão classificatória… assim talvez possamos começar a destruir a antipatia secular que a escola implantou nas pessoas com relação ao estudo da língua.Marcosbagno

CA – Como a linguagem popular pode influenciar a versão culta do português falado no Brasil? Quais as influências no léxico, na construção sintática e modos de dizer?

MB - Já podemos começar questionando: o que é “linguagem popular”? O que é uma “versão culta” da língua? As antigas divisões muito rígidas entre “língua popular” e “língua culta” já perderam todo o sentido na sociedade brasileira contemporânea. A mobilidade social intensa, que cresceu ainda mais na última década graças aos programas de inclusão social que fizeram surgir a chamada “nova classe média”, tornou essas fronteiras muito mais instáveis, líquidas ou simplesmente acabou com elas. Hoje são mínimas as diferenças linguísticas entre a fala de um cidadão de classe alta e a de um cidadão de classe baixa. Além disso, as pesquisas mostram que os chamados “erros” cometidos na “linguagem popular” também ocorrem na “língua culta”, só que na boca dos privilegiados eles aparecem como “lapsos” ou “licenças”. O rico não erra, comete lapsos. O pobre não, erra feio. Essas diferenças de avaliação social são muito mais fundas e sérias do que as diferenças propriamente linguísticas.

CA - No livro você diz que a mudança linguística é inevitável e é impulsionada pelos próprios falantes.  As variantes linguísticas populares tão estigmatizadas, hoje, como “menas coisas”, podem vi

r a ser futuramente gramaticalizadas e dicionarizadas?

MB - Perfeitamente. Costumo dar como exemplo o caso do particípio passado do verbo “pegar”. No dicionário Caldas Aulete, da década de 1950, a forma “pego” era atribuída a “pessoas ignorantes”. Hoje os dicionários registram a forma “pego” sem nenhum comentário, porque o uso acabou impondo a forma nova. E é assim que acontece desde sempre. Se hoje falamos português brasileiro e não latim, é porque, ao longo dos séculos, os falantes foram transformando a língua em todos os seus aspectos até ela ficar tão diferente do que era antes a ponto de receber outro nome. O português brasileiro é a continuação histórica do latim, algo como um “latim falado errado”, para usar a terminologia do senso comum…

CA – “Os linguistas têm se limitado a descrever as relações entre língua e sociedade: trata-se agora de transformá-las.” Como seria essa transformação?

MB – Os linguistas têm acumulado muito conhecimento sobre as línguas, mas muitas vezes não se dão conta de que esse conhecimento tem o poder de destruir velhos mitos culturais, desmentir preconceitos sociais e colaborar para uma efetiva democratização das relações sociolinguísticas. Podemos transformar essas relações levando a um público cada vez mais amplo as nossas descobertas, mostrando como é a língua de fato e não a língua idealizada das gramáticas normativas e do ensino tradicional. É o que tento fazer com a minha Gramática.

CA – Qual a verdadeira dimensão da gramática e a sua importância para o conhecimento da língua?

MB - O termo “gramática” encobre muitos sentidos diferentes. Para o linguista, “gramática” é o nome que se aplica a todas as regras que fazem uma língua funcionar. Assim, faz parte da gramática do português brasileiro a regra que nos leva a dizer coisas como “ainda não chegou os livros que eu pedi” ou “os menino tá tudo lá fora brincando”, junto com “ainda não chegaram os livros” ou “os meninos estão todos lá fora brincando”, porque todas essas construções seguem regras, não são frutos do acaso ou da “burrice” dos falantes. No entanto, por razões históricas e socioculturais, nem todas as regras de funcionamento da língua recebem a mesma avaliação social: algumas são tidas como “boas” e “bonitas”, enquanto outras são tidas como “ruins” ou “feias”. Essas avaliações são exclusivamente ideológicas, nada têm que ver com fenômenos propriamente linguísticos. Mas são essas regras seletivas e selecionadas que entram na descrição dos livros chamados “gramáticas”, que são tradicionalmente obras normativas, prescritivas, ou seja, que deixam de lado muita coisa que existe na língua para só incorporar o que uma certa tradição considera correto.

CA – Normalmente o professor de língua portuguesa ensina a norma padrão, pois o aluno vai à escola para aprender uma variedade de língua que ele desconhece. As outras variantes são apresentadas como algo exótico e pitoresco. Na realidade o professor  está ensinando a hegemonia do padrão culto da língua e a desqualificação e repressão do padrão popular.

MB - A coisa é mais complexa do que isso, porque hoje em dia nosso professorado provém majoritariamente das camadas sociais C, D e E. Grande parte dos que se formam docentes vêm de famílias com pais e mães pouco letrados ou mesmo analfabetos. Nossos docentes hoje são muito mais portadores das “normas populares” do que os de antigamente. Assim, é pouca a diferença entre o que fala um(a) professor(a) e o que fala um(a) aluno(a). Na escola, hoje, convivem sem problemas as muitas variedades do português. Com isso, a norma-padrão tradicional, que sempre foi muito artificial e anacrônica, perde totalmente o seu sentido na escola de hoje. Por isso, muitos docentes ficam espantados ao descobrir que determinadas construções que eles mesmos usam são consideradas “erradas” pela tradição. Assim, o mais importante, na formação docente, é antes de tudo o letramento desses mesmos docentes, que não têm bom domínio da leitura e da escrita porque vêm de ambientes sociais e culturais onde a leitura e a escrita não têm um peso significativo. Aí está o grande nó: como querer desenvolver o letramento dos alunos se os próprios professores não têm um letramento suficiente? Enquanto esse nó não for desfeito, dificilmente levaremos a educação a melhores patamares.

CA – Norma-padrão (culta ideal) e norma culta real (mais próxima da realidade do falante) podem conviver ou são excludentes?

MB - Não só podem como convivem. A atividade linguística de um povo independe das prescrições, das determinações de meia dúzia de supostos dirigentes dos assuntos linguísticos. A língua é parte integrante do próprio ser de cada indivíduo: nós somos a língua que falamos e ela nos constitui como seres sociais. Todo indivíduo falante é portador de uma ampla intuição linguística e de um repertório linguístico poderoso. A função da escola é ampliar ainda mais esse repertório, levando a pessoa a conhecer outros usos, sobretudo os que não fazem parte de sua vivência sociocultural. Daí a importância da leitura e da leitura de textos literários, da literatura consagrada, porque são atividades ausentes do ambiente familiar da grande maioria dos nossos aprendizes. Conforme já disse, as fronteiras entre as variedades linguísticas são cada vez mais fluidas, há uma forte e intensa mixagem de normas e variantes hoje no Brasil.

CA – O livro é destinado aos professores de língua portuguesa, o próximo passo seria construir a didática da gramática do português brasileiro? Como traduzir essa teoria para os alunos do ensino básico?

MB - Essa teoria não tem que ser traduzida para os alunos do ensino básico. Os alunos do ensino básico têm que aprender a ler, a reler, a re-reler, a escrever, a reescrever, a re-reescrever etc. Nesse processo de letramento eles vão se apoderando, intuitivamente, da gramática (do funcionamento) da língua. O professorado, no entanto, tem de conhecer muito bem, muito profundamente, com profundidade teórica e científica, o seu objeto de trabalho, não para “ensinar gramática”, para saber reconhecer os fenômenos linguísticos que vão surgindo em sua prática pedagógica.

Via Caros Amigos

zp8497586rq

A maioria dos alunos de Manaus não possui conhecimento adequado em Língua Portuguesa

Por Toda Letra em 9 de fevereiro de 2012

Ana Carolina Barbosa*

Apenas 26,6% dos alunos do 5º ano do ensino fundamental possuem um nível de conhecimento adequado na disciplina de língua portuguesa para a série em questão em Manaus. Quando se trata de Matemática, este índice cai para 19,7%, apontam os dados do relatório ‘De Olho Nas Metas 2011’, divulgado, na última terça-feira (07/02), pela Organização Não Governamental (ONG) “Todos pela Educação”, em seu portal na internet. A análise foi feita com base em informações de 2009.

A pesquisa também mostra que, quando se trata do 8º ano, a situação se inverte. Os alunos apresentam melhor desempenho em matemática, com 23,7%, e pioram em português, com 8,1%. A capital está entre as 24 capitais que não atingiram a Meta 3 do movimento, a qual estabeleceu que 70% ou mais do corpo discente deve ter aprendizado adequado à série até 2

022, e definiu metas intermediárias para alcançar esse objetivo.

O município com pior desempenho em língua portuguesa, no 5º ano, foi Maceió, com 17%. O com maior índice foi Belo Horizonte, com 49,2%.  Conforme informações da ONG, no 5º ano do Ensino Fundamental, 21,7% dos municípios não atingiram as metas para matemática, e 52,0% ficaram aquém em língua portuguesa.

No 9º ano, 56,1% dos municípios não alcançaram as metas em matemática, e 16,0% não as atingiram em língua portuguesa. A pesquisa foi realizada nas 27 capitais brasileiras.

*Via A Crítica

zp8497586rq

O boca a boca das redes sociais

Por Toda Letra em 1 de fevereiro de 2012

Que a Internet aproxima as pessoas, todo mundo já sabe. Mas será que as estratégias de marketing aplicadas hoje pelas empresas para expor a marca nas redes sociais têm surtido efeito positivo? O publicitário brasileiro sabe como aproximar consumidores por afinidade? Para 81% de influenciadores da web questionados sobre o assunto, não. Em pesquisa realizada pela Sixpix Content, batizada de YouPix Tank e que está na primeira edição, foi divulgado um estudo sobre as marcas brasileiras e sua participação nas redes sociais com base na opinião de formadores de opinião da web: os influenciadores.

No estudo, o Facebook foi considerado pelos entrevistados como a melhor plataforma de relacionamento entre as marcas e o público. 41,7% das pessoas ouvidas acreditam que é a ferramenta mais adequada para divulgação de conteúdo da empresa, enquanto 36,1% preferem o Twitter. Sobre as estratégias de marketing no Facebook, especialistas afirmam: o que diferencia o sucesso entre uma marca e outra é a capacidade de chamar atenção sem parecer invasivo. Mas só isso não basta. É preciso investir na criatividade e no planejamento.

Exemplos de suces

so na rede de Mark Zuckerberg são as campanhas da Nextel, da Skol e da Coca-Cola. Com diferentes jogos e formas de entreter o internauta, cada uma com a sua estratégia, as marcas optam por garantir o compartilhamento das marcas pelo usuário entre os próprios amigos. Quem explica como o processo funciona é o diretor geral de criação da Flex Comunicação, André Nogueira: “As marcas fazem com que o fã utilize sua própria rede de contatos para passar aos amigos e fazer com que eles passem para outros amigos. Ao invés de ser invasiva, reforça a mensagem de forma a atrair curiosos, disseminando entre os amigos”.

O próprio conceito de rede social já pressupõe interação social, compartilhamento de ideias e recomendação de conteúdos. O que as marcas têm feito é se apropriar estrategicamente dessa definição de forma mais incisiva, dizem os publicitários. “Hoje em dia o poder de disseminação na rede social é mais potente do que o de um boca a boca”, compara André.

Via O povo

zp8497586rq