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Arquivo de janeiro de 2012

Leia o e-book “Para entender o Monitoramento de Mídias Sociais”

Por Toda Letra em 25 de janeiro de 2012

Plínio Medeiros*


Todo o profissional de Marketing Digital sabe a importância de cuidar da Marca do cliente na internet. Com a popularização das Mídias Sociais é muito comum ver usuários publicando comentários referentes a estas Marcas em seus perfis e blogs. Tarcízio Silva elaborou juntamente com outros profissionais de Marketing Digital um e-book que

explica muito bem a questão do Monitoramento das Mídias Sociais. A obra aborda vários pontos importantes sobre o Monitoramento, um material repleto de conteúdo que relata técnicas e ferramentas necessárias para executar este tipo de serviço. Confira o e-book.

*Via Tecnocrata Digital

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Empresas estrangeiras vão medir venda de livros no Brasil

Por Toda Letra em 18 de janeiro de 2012

Hoje, o mercado brasileiro não é aferido de forma confiável por nenhum instituto do gênero e depende de dados de editoras e livrarias, que nem sempre informam os números verdadeiros.

Patrícia Campos e Raquel Cozer*

A Nielsen e a GfK, duas das maiores empresas de pesquisas de mercado do mundo, planejam começar a medir as vendas de livros no Brasil ainda neste ano.

Hoje, o mercado brasileiro não é aferido de forma confiável por nenhum instituto do gênero e depende de dados de editoras e livrarias, que nem sempre informam os números verdadeiros.

Num momento em que o mercado editorial brasileiro chama a atenção internacionalmente – a exemplo da aquisição de 45% da Companhia das Letras pelo grupo britânico Penguin –, a falta de dados concretos prejudica decisões editoriais e interfere em seu crescimento.

“Hoje, o processo é impreciso e lento. Só sabemos números de vendas pelas livrarias de forma aproximada”, diz Roberto Feith, vice-presidente do Snel (sindicato dos editores) e diretor presidente da editora Objetiva.

“Com a Nielsen, teremos em tempo real a venda por título, o que ajudará a evitar a falta de livros nas lojas e o desperdício de tiragens”, diz.

Referência

A empresa americana trabalha para trazer ao Brasil o BookScan, sistema que é referência nos Estados Unidos e no qual se baseiam listas de best-sellers conceituadas como a do New York Times.

Há três anos, segundo Feith, o Snel pediu à Nielsen um serviço similar ao prestado a editoras e livrarias espanholas. Na época, a empresa informou que não poderia oferecer o serviço aqui.

No fim do ano passado, a empresa americana procurou o sindicato com um esboço de projeto, que deve ser apresentado com detalhes até o final deste mês.

“Já temos o interesse das editoras. Agora analisamos os custos internos. O projeto deve ir para a frente neste ano”, disse à Folha uma fonte da Nielsen. A empresa ainda não contatou livrarias –justo o braço do mercado que pode fornecer os principais dados para as análises.

Já a alemã GfK, presente em mais de cem países, afirma estar em “fase bastante avançada” nesse ponto. “Já temos parceria com vários varejistas. Em 2012, começaremos a aferir o mercado de livros no Brasil”, disse à Folha José Guedes, presidente da GfK no Brasil.

Uma das lojas parceiras é a Livraria Cultura, que já trabalha com a GfK nas áreas de games e música. A Nielsen também já atua em outros segmentos no país.

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Análise financeira do setor não é clara

Repro

duzido da Folha de S. Paulo [14/01/2012]

Um dos fatores que dificultam a aferição de números do mercado editorial brasileiro é o regime de consignação com o qual a maior parte das livrarias do país trabalha.

As lojas recebem livros das editoras sem pagar por eles. Só pagam pelas cópias que forem comercializadas ao cliente; a sobra volta, meses depois, para a editora.

Segundo Fábio Sá Earp, economista da UFRJ que há anos acompanha a evolução do mercado editorial, muitas livrarias demoram a notificar as editoras das vendas, de forma a adiar o pagamento e manter mais capital de giro.

O resultado é que, com frequência, a própria editora não sabe o quanto vendeu.

Como não há no Brasil uma aferição de vendas no ato da compra, como a que a Nielsen e a GfK planejam trazer, são as editoras, nem sempre bem informadas, que fornecem dados da pesquisa anual do setor.

Divulgada sempre no meio do ano, a Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), também depende da boa vontade dos pesquisados.

A Fipe envia questionários eletrônicos às editoras, que fornecem as informações. É difícil garantir a exatidão dos dados. Nenhuma editora tem capital aberto no país, ou seja, elas não têm obrigação de divulgar esses números.

E grande parte delas não responde aos questionários. De 498 editoras do país que atendem aos critérios da Unesco (edição de pelo menos cinco títulos por ano e produção de ao menos 5.000 cópias), só 141 responderam o questionário de 2010.

Os números que saem daí são, portanto, imprecisos, apesar dos cuidados da Fipe.

Segundo a estimativa, as editoras faturaram R$ 4,505 bilhões em 2010, um crescimento de 2,63% em relação a 2009. No total, foram publicados 55 mil títulos novos ou reeditados – uma média de 150 títulos por dia.

“O levantamento da Fipe tem uma restrição fundamental: as editoras têm medo de que os concorrentes tenham acesso aos dados que passam, e acabam omitindo muita coisa”, diz Sá Earp. “Ainda não temos uma análise financeira clara do setor.”

Nos EUA, era a mesma coisa até a Nielsen lançar o BookScan, em 2001. Antes, a lista de best-sellers doNew York Times, por exemplo, era feita sem os números totais de vendas de cada título. O jornal fazia uma pesquisa por amostragem, em centenas de livrarias, e publicava o ranking sem números totais – tal como é hoje no Brasil.

Hoje, a Nielsen consegue aferir nos EUA números correspondentes a 75% das vendas em livrarias. As listas publicadas no Brasil, como a do site especializado Publishnews, incluem dados de lojas cujas vendas correspondem a 35% da comercialização em livrarias no país.

*Reportagem publicada na Folha de S. Paulo e reproduzida no Observatório da Imprensa.

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Use as redes sociais a seu favor e se dê bem na carreira

Por Toda Letra em 17 de janeiro de 2012

Bárbara Stefanelli*

Em um mundo cada vez mais conectado, a linha entre a vida pessoal e profissional fica cada vez mais tênue. Segundo números do Ibope Nielsen Online, das 63,5 milhões pessoas com acesso à internet, 48 milhões são usuários ativos em casa ou no trabalho. Outra pesquisa, lançada no começo de janeiro, mostra que o Brasil já é o quarto país do mundo a ter mais perfis no Facebook e, quando se trata de Twitter, ocupamos a terceira posição.

Inevitavelmente, entre tantos amigos dessas e outras redes, muitos são colegas de trabalho e, se você não quiser queimar o seu filme na web e nem no seu emprego, o cuidado com os posts deve ser constante –ainda mais se você trabalhar em áreas que envolvam o uso frequente da internet.

Relevância das redes
Apesar da crescente importância das redes sociais para o profissional, as páginas não fazem milagres e boa apresentação e currículo continuam sendo indispensáveis. Portanto, não é necessário se preocupar  demasiadamente com o seu desempenho nas redes; aja naturalmente e saiba o que está acontecendo nas páginas pessoais do momento. Segundo Carolina Stilhano, gerente

de Comunicação da Catho Online, o rendimento nas entrevistas é a característica mais relevante na hora de conseguir um emprego.

A representante do site de empregos brasileiro também afirma que “as redes sociais na carreira ainda não são tão impactantes no Brasil” e, de acordo com a pesquisa “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros 2011″ –realizada pela empresa no ano passado, em território nacional–, as redes sociais apresentam apenas 0,2% de relevância na hora de conquistar um emprego.

Ainda de acordo com os dados do relatório, a cada 100 profissionais desempregados, cerca de 28 procuram empregos em redes sociais. Na hora de divulgar as vagas, essas páginas da web têm apenas 3% de importância, sendo a indicação de pessoas de dentro da empresa o método mais comum na hora de comunicar a existência de um novo posto, com 47,6%.

Apesar dos números desanimadores, a headhunter Joyce Cerigner, da JC Consultores, destaca a importância da atuação dos profissionais na web. “Realmente, ficamos de olho ou colocamos algum anúncio específico para cada função nessas páginas”, afirma a consultora.

*Texto editado do UOL. Para acessar a versão completa, acesse aqui.

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2012 é o último ano antes da Nova Ortografia

Por Toda Letra em 13 de janeiro de 2012

Ortografia atual vale até o dia 31 de dezembro deste ano; a partir de 2013, países que falam português escreverão da mesma forma

Marielly Campos*

Esse ano, de 2012, é o último para a população brasileira e dos demais países que falam a Língua Portuguesa se adaptarem às novas regras ortográficas. Aprovado por decreto no Brasil em 18 de abril de 1995, o acordo ortográfico tem o objetivo de unificar a linguagem escrita de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

As regras entraram em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2009, mas serão consideradas lei a partir de 1º de janeiro de 2013. Para o educador José Everaldo Nogueira Júnior, responsável pela Everconsultoria e professor da PUC (Pontifícia Unidade Católica) de São Paulo, “é importante lembrar que a mudança é somente ortográfica, não muda nada no jeito de falar e não existe a preocupação de unificar a pronúncia desses países, apenas a escrita”.

Ainda segundo Nogueira Jr., Portugal sofrerá mais com as mudanças do que o Brasil. “No Brasil, a mudança não chega a mais que 0,5%. Já Portugal terá alteração em mais de 1,5% das palavras, o triplo”, diz o professor. “A questão do ‘c’ em palavras como fato, que era facto, pode complicar para eles”, acrescentou.

Dúvidas

Isso acontece, ainda de acordo com o educador, porque o Brasil sozinho tem população maior do que os outros sete países, por isso, nossa forma de escrev

er será a menos afetada. Apesar disso, Nogueira Jr. aponta que “existe preocupação muito grande em relação ao uso do hífen, eu concordo, mas se você pegar qualquer página de livro e contar o número de palavras com hífen, é irrisório”, conta. Além disso, a perda do trema e dos acentos diferenciais no caso de palavras iguais – como pára e para – também pode ser um problema.

Entretanto, para acabar com essas dúvidas “basta consultar o Volp (Vocabulário da Língua Portuguesa)”, complementa.

Para Nogueira Jr., a unificação da ortografia na Língua Portuguesa é muito positiva, tanto no ponto de vista político quanto econômico. Segundo ele, atualmente existe muita troca de documentos de literatura, de registro escrito, além de documentos de acordos internacionais.

Identidade

Antes da mudança, eram redigidos dois acordos, com a mudança na lei, será apenas um. Do ponto de vista econômico, um mesmo livro pode ser vendido nos outros países, sem a necessidade de revisão e uma nova edição.

“Além disso, o processo é muito mais do que uma mudança no registro escrito. É uma questão de identidade nacional. A Língua Portuguesa era a única no mundo todo escrita de duas formas. Acho a mudança ótima”, ressalta o professor.

*Via Band


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Nova ortografia entra nas escolas em 2012

Por Toda Letra em 10 de janeiro de 2012

Acordo ortográfico passa a ser obrigatório para estudantes do ensinos fundamental e médio no Brasil

REINALDO CHAVES/AGÊNCIA BOM DIA*

A partir deste ano, a nova ortografia passa a ser obrigatória para o ensino fundamental e médio no Brasil. Segundo o governo estadual, no 1 dia útil de fevereiro, quando se iniciam as aulas em toda a rede estadual de ensino, os alunos já passarão a utilizar a nova norma.

Na opinião da professora de filologia e língua portuguesa da USP (Universidade de São Paulo) Iris Gardino, os alunos do ensino fundamental terão mais facilidade de aprender a nova ortografia por estarem na fase inicial de aprendizagem da língua, mas os do ensino médio terão dificuldades. “Esses alunos podem ter dois comportamentos distintos: falta de vontade de aceitar a nova ortografia porque não veem necessidade de se alterar a grafia dos vocábulos, ou uma aceitação rápida por causa da exigência dos vestibulares”, comenta.

A sugestão dela para um melhor aprendizado nas escolas é que os professores façam uma leitura compreensiva do acordo publicado e de sua extensão e que o material didático tenha  exercícios e jogos com a nova ortografia.

A Secretaria Estadual da Educação informou que, desde 2010, realiza adequações no material didático.

Política
A principal alegação dos governos para a criação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi política. O tratado internacion

al firmado em 1990 pretendia padronizar a língua portuguesa usada nos países lusófonos.

No Brasil, desde 2009 – quando a ortografia começou a valer –, várias entidades protestaram. Escritores na Festa Literária Internacional de Paraty queixaram-se várias vezes da falta de uma ampla consulta que referendasse o acordo. Editores reclamam da falta de clareza e objetividade nos critérios de avaliação do MEC (Ministério da Educação) para aquisição de livros didáticos.

Mesmo assim, a nova ortografia veio para ficar. O período de transição ocorreu entre 2010 e 2011, tempo em que a norma antiga e a nova foram aceitas. A partir de 2012, somente a nova ortografia estará valendo.

Acadêmicos como Domício Proença Filho, professor e pesquisador em língua portuguesa e literatura brasileira e membro da Academia Brasileira de Letras, defendem que a língua é um fator excepcional de unidade e fortalecer este elo facilita o convívio das nações.

A professora Iris Gardino acredita que o novo acordo não demorará tanto para ser assimilado pela população jovem, mas teme pelo resto e faz críticas. “Levará mais tempo, sim, para ser aceito pela população mais velha, que apresenta uma crítica não sem razão sobre a desnecessidade dele neste momento, quando há fatos políticos, econômicos, sociais e educacionais mais significativos”, diz.

Via Rede Bom Dia

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