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Arquivo de novembro de 2011

Sete em cada dez candidatos são reprovados em entrevistas de emprego por mau uso da Língua Portuguesa

Por Toda Letra em 30 de novembro de 2011

Muito se fala sobre a importância de uma segunda língua na hora da procura de emprego. No entanto, o que muita gente não sabe é que os profissionais acabam por perder a chance de se classificar para uma vaga quando escrevem o próprio português.

Falta de acentos, vírgulas em locais incorretos e, até mesmo, péssima letra. Quando a entrevista implica escrever uma redação, muitos são eliminados de cara. Por isso, veja as dicas abaixo, para não perder oportunidades.

Para escrever bem, comece a ler

Somente quem tem o hábito de ler regularmente tem capacidade de escrever com clareza e perfeição. Muitos profissionais de comunicação dividem esta opinião, que deve passar de afirmação para conselho.

A leitura permite que as pessoas conheçam formações gramaticais. Além disso, com ela é possível ampliar o vocabulário e estudar a grafia das palavras. Quando vistas diversas vezes, se decora se haja escreve-se sem ou com a letra h, o que acontece com outras palavras.

A regra acima não é limitada apenas aos profissionais de comunicação, para os quais a leitura é básica, mas para médicos, advogados, engenheiros e outros. Crie o hábito de ler, o que poderá ser um diferencial em alguns momentos.

Na redação, simplicidade

Para quem pensa que um texto rebuscado demonstra conhecimento está muito enganado. Palavras difíceis, uso de figuras de linguagens e outros recursos a

penas atrapalham a conclusão da redação.

Por este motivo, o melhor a fazer é ser simples. Isso não significa que o texto está mal escrito, mas que as pessoas o compreenderão melhor. Veja a seguir outras dicas básicas que são dadas como instrução em cursos universitários de jornalismo e por profissionais da área:

  • Os textos devem ser compreendidos e, para isso, você deve organizar suas ideias e escrever com clareza. Isso significa ir direto ao assunto e não rodear sem chegar a nenhuma conclusão.
  • Logo depois de escrever, veja o resultado, ou seja, leia. O texto deve ter harmonia e a leitura dele deve ser prazerosa. Para que este objetivo seja alcançado, evite a repetição de palavras.
  • Por fim, um texto bem escrito é aquele que não apresenta erros de concordância, ortografia e regência. Para que você não cometa estes equívocos, o mais fácil é utilizar a ordem direta das frases: sujeito + ação + complemento.

Não há pesquisas, mas nas grandes agências há casos em que, numa mesma seleção, sete em cada dez candidatos não passaram no teste porque cometeram algum erro de português. Veja alguns erros mais comuns e exemplos:

  • concordância verbal: 'fazem cinco anos';
  • gerundismo: 'vamos estar fazendo';
  • gírias: 'dar uns toques';
  • lugares comuns: 'a nível de Brasil', 'fechar com chave de ouro';
  • pontuação e acentuação na hora de escrever.

Com informações dos sites Revisando Textos e IGF.

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Conheça a história dos 40 anos das Mídias Sociais

Por Toda Letra em 29 de novembro de 2011

Olimpio Araujo Junior*

Tudo começou com a troca do primeiro e-mail em 1971. As relações sociais através da internet estavam dando o primeiro passo. Em 1987, a FAPESP (Fundações de Pesquisa do Estado de São Paulo) e o LNCC já estavam conectados a instituições nos EUA, com objetivos científicos e acadêmicos. Porém, a World Wide Web, ou simplesmente a Web, como hoje a conhecemos, nasceu apenas em 1990. Nesta primeira fase, apenas cientistas tinham acesso a nova ferramenta de comunicação para trocar dados.

Durante os anos de 1994 e 1995, cerca de 400 instituições de ensino e pesquisa do país se ligaram em rede, incluindo a maioria das universidades e institutos de pesquisa governamentais, e apenas em 95 foi criado no Brasil o Comitê Gestor Internet. Nesta época, quando a Web ainda estava engatinhando em nosso país, nos EUA, muitos empreendedores digitais já desenvolviam portais, lojas virtuais, e plataformas de redes sociais (Ainda usando o e-mail como forma de troca de informações e relacionamento).

Eu trabalho com Web Marketing desde 1999, e uma das minhas primeiras ações na Internet foi criar meu primeiro site pessoal no Yahoo Geocities (O geocities é um sistema de sites passo-a-passo criado pelo Yahoo em 1994), e um “grupo de discussões” no Yahoo Groups, que era a “rede social” da época. No ano 2000, já existia no Brasil o site Grupos.com.br, que foi pioneiro no segmento de listas da discussão

e comunidades virtuais no país, e onde você já podia criar seu perfil e interagir direto na plataforma com outros participantes.

Em 2003, quando participava de um grupo de estudo do Mestrado em Educação já estudávamos fluxo de informações e as interações dos participantes em redes sociais.

Apenas com o surgimento de redes como o Orkut (Criado em 24 de janeiro de 2004), é que as listas de discussão começaram a ser deixadas de lado. Também em 2004 era criado o Facebook, mais popular na época na América do Norte.

Mas mesmo assim, ainda encontro muitos “pseudo-palestrantes” que afirmam categoricamente que redes sociais existem há cerca de 3 anos, e que não existem especialistas em redes sociais, e outras asneiras parecidas.

Por este motivo, quando encontrei este incrível infográfico abaixo, resolvi compartilhar com os leitores do GestordeMarketing.com. Ele traz algumas passagens dos primeiros 40 anos da social media. De 1971, com o envio do primeiro e-mail entre dois computadores  até os anos atuais com as redes sociais no formato atual já em vigor.


Via Gestor de Marketing

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Sexta Sem Dúvida: a maioria de e fim de ano

Por Toda Letra em 29 de novembro de 2011

Hoje vamos responder a dúvida da Izabella Mira, sobre concordância, quando na frase há a expressão “a maioria de”, e do Felipe Martins.

Iza, quando a frase tem como sujeito apenas a expressão “a maioria”, o verbo fica no singular, como no exemplo “A maioria foi contra a realização do plebiscito”. No entanto, quando o sujeito vem acompanhado por um elemento no plural, você pode usar singular ou plural: “A maioria dos habitantes foi/foram contra a realização do plebiscito”. Atente para o fato de que o verbo se torna facultativo apenas quando o segundo elemento estiver no plural, porque, se for no singular, o verbo mantém-se no singular também, como no exemplo: “A maioria da população apoia o novo governo”.

Outra dúvida de hoje é do Felipe, que pergunta: ”Fim de ano” ou “Final de ano”? Usar o primeiro é “mais certo”, mas é errado usar o segundo? Felipe, o primeiro é a única maneira certa; o segundo configura um erro, sim! Para você e outros leitores nossos relembrarem, basta clicar aqui para ver nossa explicação para “fim de semana” e no nosso post de 12 de novembro, sobre “fim das contas”. A explicação é a mesma para fim de ano, ok?

E você tem alguma dúvida? Mande pra gente, pelo nosso FacebookTwitter ou e-mail!

Mercado de Marketing Digital e Mídias Sociais tem falta de profissionais e altos salários

Por Toda Letra em 25 de novembro de 2011

O mercado de Marketing Digital e Mídias Sociais tem crescido em proporções que o mercado de trabalho não consegue acompanhar. A falta de profissionais capacitados para atuar neste segmento tem atrasado as estratégias de muitas empresas e impedido o crescimento de outras.

O setor de e-Commerce, por exemplo, já comporta aproximadamente 23 mil lojas virtuais no Brasil, e a perspectiva é que até 2014 existam de 45 mil lojas em funcionamento, e que sejam gerados 34 mil empregos diretos e mais 50 mil indiretos no comércio eletrônico nacional no período.

Entre as vagas que deverão ser abertas, podemos citar as áreas de planejamento de web marketing, gestão de mídias sociais e SEO (otimização de sites), entre diversas outras funções relacionadas ao marketing digital.

Segundo a edição 24 da pesquisa WebShoppers, profissionais qualificados que chegam a receber salários acima de R$ 12 mil já somam 8% deste mercado, sendo que 67% dos profissionais do setor recebem mais de R$ 3 mil reais por mês. (veja gráfico abaixo). Isso acontece principalmente pela demanda alta de vagas em contraste com a escassez de profissionais qualificados no mercado e os valores podem variar d

e acordo com a região do país e com a função exercida.

Apesar da alta demanda por profissionais, a garantia de contratação não existe. Muitas empresas acabam ficando com vagas abertas durante muito tempo, pois não encontram profissionais qualificados para asumir os postos. Muitos empreendedores, acabam decidindo desenvolver suas próprias ações de Web Marketing, ou decidem capacitar funcionários de outros setores da empresa para atuarem com marketing digital. Esta tem sido uma alternativa cada vez mais utilizada e indicada por especialistas.

Via Gestor de Marketing

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Opinião: Sobre erros de grafia

Por Toda Letra em 23 de novembro de 2011

Sírio Possenti*

Quase todos acham que cometer erros de grafia é o fim do mundo, um sinal de ignorância. Mas não são erros mais graves do que outros (os contábeis, principalmente). Além disso, em geral, esses erros são excelentes pistas para aprender sobre a língua e sobre o sistema de escrita.

Primeiro, o sistema de escrita: a chamada escrita alfabética não é nem fonética (um símbolo para cada som) nem fonológica (um símbolo para cada fonema). Em uma escrita fonética, “tio” teria tantas grafia quantas fossem as pronúncias ([t] ou [tch] no começo, [o] ou [u] no final, fora os sons intermediários). Uma escrita fonológica implicaria que escrevêssemos /caza/ (ou /kaza/) em vez de “casa” e /sinema/ em vez de “cinema”.

A escrita fonética de “final” seria [final] ou [finau] (ou [finaw]), conforme a pronúncia, mas a fonêmica seria sempre /final/ (como prova o “l” em “finalidade”).

E como escreveríamos “peixe”? Foneticamente, [pexe] ou [peixe] (ou [peyxe] – estou sem um bom símbolo para o som que escrevemos com “x” ou “ch”). Fonemicamente? Hoje, /peixe/. No futuro, quem sabe seja /pexe/.

Crianças aprendendo a escrever, adultos com pouca escolaridade ou prática e cronistas anteriores às leis ortográficas fazem, todos, o mesmo tipo de escolhas. Digamos, para simplificar, que cometem os mesmos tipos de “erros”. Empregam grafias diversas e juntam palavras que os mais experientes (ou os mais recentes) separam.

Analistas apressados podem chegar a diagnósticos severos (por exemplo, de dislexia) em relação a esses escreventes. Mas, de fato, trata-se apenas de: a) instabilidade do sistema ortográfico (casa / caza; bor

racha / borraxa); b) de grafias baseadas na pronúncia, que é variável (menino / mininu), em hipercorreção (se “peixe”, por que não “badeija”; se “menino”, porque não “menistro”; se “final”, porque não “degral”?). Para um aprendiz, convenhamos, não é nenhum desastre.

Um aluno que comete estes erros, evidentemente comete erros. Afinal, a grafia correta está definida em lei! Mas seus erros não são devidos à falta atenção ou a algum tipo de déficit cognitivo. Podem, ao contrário, ser resultado de hipóteses inteligentes, embora erradas, e de generalizações que não deveriam fazer, mas que, na fase de aprendizagem em que estão, são comuns e demonstram independência intelectual e inventividade.

Em um texto famoso de Mattoso Câmara sobre o assunto, uma análise chama particular atenção. O lingüista encontrou diversas grafias para a palavra “silvou” (no ditado de “a serpente silvou”). Elas são devidas especialmente à instabilidade do “l” em sua relação com “u” em final de sílaba e de “u” em sua relação com “o” em posição átona: silvou, silvol, siuvou, siovol etc. A pronúncia é sempre a mesma, é importante observar.

O caso mais interessante é silivou. Diz Mattoso Câmara que o acréscimo de “i” depois de “l” é uma manobra do aluno (de 12 anos !!!) para manter o “l”. Sua explicação: como já que o “l” flutua em final de sílaba (é pronunciado [l] ou [u]), mas é fixo no começo, ao colocar uma vogal depois dele, o aluno garante que o “l” esteja em começo de silaba e, assim, não se vocalize (não se “confunda” com u).

Que diferença poder ler uma análise de quem conhece o assunto!!

*Via Carta Capital

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Como atrair mais visitantes para o site da sua empresa?

Por Toda Letra em 22 de novembro de 2011

As empresas devem ter não apenas um site, mas uma estratégia de presença digital, diz especialista

Respondido por Leandro Kenski, especialista em marketing digital

Muitas pessoas me perguntam como gerar tráfego para um site. Essa é uma pergunta intrigante e a resposta depende de qual o objetivo do seu site, quanto você quer investir, que retorno você espera do seu investimento e qual público você quer atingir.

Após passar por esta fase de investigação, dependendo da reposta, pode existir uma infinidade de oportunidades – tanto pagas, quanto gratuitas – para empresas gerarem tráfego para suas propriedades na internet. Aliás, atualmente defendo que as empresas tenham não apenas um site, mas uma estratégia de presença digital, com múltiplas propriedades, tais como página do Facebook, perfil no Twitter, perfil no Slideshare, canal do Youtube, blog, entre outros.

Algumas ações para geração de tráfego

são básicas, como publicidade no Adwords doGoogle, tanto na pesquisa, quanto em conteúdo, a compra de mídia online segmentada para seu público alvo, os Facebook Ads, e a compra de mídia em outras redes de publicidade e afiliação.

Para gerar tráfego gratuito, podem ser utilizadas estratégias de SEO no seu site para que ela seja bem indexada pelos buscadores, aparecendo sempre entre os primeiros resultados de pesquisa. Com as palavras certas, o seu endereço online aparece mais vezes.

Planejando e criando uma estratégia de presença digital adequada e com conteúdo relevante, suas propriedades têm grandes chances de receberem tráfego gratuito. Lembre-se de que hoje o Youtube é responsável por um grande volume de buscas no Brasil, por isso, é importante utilizar corretamente tags nos vídeos publicados para que eles sejam encontrados facilmente, gerando tráfego para você.

Independentemente da sua estratégia, possuir conteúdo relevante e congruente com o que o seu público busca reduz o custo de aquisição geral de tráfego. Cada vez mais, bom conteúdo vale dinheiro e isso é muitas vezes negligenciado pelas empresas.

Via Exame

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Como enfrentar uma crise nas mídias sociais

Por Toda Letra em 18 de novembro de 2011

Você está preparado para lidar com uma crise nas mídias sociais? Segundo um estudo divulgado recentemente pela Burson-Marsteller, uma empresa global de relações públicas, a resposta é não. Para 632 empresários dos Estados Unidos, da Europa, da Ásia e da América Latina entrevistados, a companhia que lideram está a menos de 12 meses de distância de uma grande crise originada dentro do espaço online. Apesar de estar cientes de que a força da propagação de opiniões nos meios digitais colocou o consumidor no comando do relacionamento com a marca, eles declararam não saber como gerenciar uma crise. Com a mudança na relação marca-consumidor, executivos de marketing de diferentes segmentos têm procurado estabelecer novos planos de comunicação para não serem surpreendidos. Num contexto em que comentários negativos e reclamações podem pipocar a qualquer momento nas mídias sociais, alguns princípios básicos devem nortear sua estratégia digital. Selecionamos oito dicas para ajudá-lo a enfrentar uma crise nas mídias sociais sem dor-de-cabeça:

1. Defina o objetivo de sua estratégia para mídias sociais com clareza

Antes de criar uma conta no Twitter ou no Facebook, tente responder a perguntas básicas: Meu negócio realmente exige presença nas redes sociais? O que desejo atingir com essa estratégia? O que farei para alcançar esses objetivos? Se você não souber aonde quer chegar antes de começar a atuar nas redes sociais, os riscos de uma crise acontecer são maiores;

2. Crie uma política de atuação nas mídias sociais

Ela deve guiar suas ações, fornecer a linha editorial de suas postagens e determinar os tipos de respostas que seu cliente deve receber nas mais variadas situações (previamente estudadas). Essa política deve conter as melhores práticas da sua empresa nas mídias sociais, o que ajuda a evitar a falta de alinhamento na equipe;

3. Desenvolva uma plano para lidar com uma situação de crise

Reúna sua equipe para discutir ideias e propostas para um c

enário de crise. Coloque no papel exemplos de situações negativas em que o nome de sua empresa pode se envolver, formule respostas e defina qual papel cada membro da equipe deverá desempenhar nesses cenários. É necessário saber quem lidará com o problema no Twitter e no Facebook, por exemplo, para evitar que na hora do surgimento da crise não se perca tempo delegando responsabilidades. No processo de discussão das respostas à crise, defina a quantidade e o tipo de informação que será divulgada. Precaução e planejamento são, portanto, fundamentais;

4. Treine sua equipe

Além de criar uma política de atuação nas mídias sociais e desenvolver um plano para situações de crise, é preciso fornecer treinamento para sua equipe para que ela entenda as melhores práticas da empresa, aprenda a fornecer alertas e participe do processo de desenvolvimento das estratégias;

5. Monitore o que falam de sua empresa

Em vez de esperar uma situação sair do controle nas redes sociais, você pode se antecipar a uma crise usando uma ferramenta de monitoramento de mídias sociais. Acompanhe o que estão falando da sua marca em tempo real e faça uma análise de sentimento das citações. Antes de iniciar seu monitoramento, defina uma estratégia de classificação dos itens coletados. Ao monitorar, você consegue rastrear quem são os maiores influenciadores no cenário de crise e agir junto a eles. Em muitos casos, uma crise nas mídias sociais começa rápido, mas pode acabar logo no início se você ouvir o que dizem da sua marca;

6. Invista na sua comunicação

Crie estratégias para que a comunicação entre a equipe de gerenciamento de crise seja fluida e não esbarre em qualquer tipo de barreira;

7. Seja claro

Ao transmitir sua mensagem durante o gerenciamento de uma crise, lembre-se que essa informação deve ser útil e entendida pelo público. Clareza e objetividade são fundamentais. Isso ajuda que a mensagem seja replicada pelas pessoas; e

8. Seja transparente

Nas mídias sociais, você deve ser autêntico e verdadeiro. A falta de honestidade nas informações transmitidas ou o silêncio tendem a fomentar uma crise. Não minta.

Via Scup

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Domínio da língua portuguesa é tão importante quanto especialização tecnológica

Por Toda Letra em 16 de novembro de 2011

Plataforma offshore: descoberta de reservas petrolíferas despertou nas empresas a necessidade de investir na formação básica de seus funcionários

Leonardo Fuhrmann*

Quando se fala em qualificação profissional, a primeira ideia que vem à cabeça da maioria das pessoas é a preparação para que os trabalhadores passem a lidar com máquinas tecnologicamente cada vez mais sofisticadas. Mas sindicatos, empresas e o governo estão preocupados não só com esse tipo de formação aos trabalhadores, mas com o uso de uma ferramenta antiga e aparentemente muito mais simples: a linguagem.

A mudança no perfil laboral torna cada vez mais importante que um profissional, mesmo em atividades de baixa complexidade, tenha capacidade de compreender com clareza as instruções que recebe, transmitir suas experiências aos colegas e relatar as situações que enfrenta aos seus superiores hierárquicos.

Saber é trabalhar
Geralmente, numa situação de altos índices de desemprego, o trabalhador sente a necessidade de aprimorar a sua formação para obter um posto de trabalho. As empresas buscam os mais qualificados em cada categoria e excluem os que não se encaixam no perfil pretendido. Nos últimos anos, essa não tem sido a lógica vigente no Brasil. Segundo a pesquisa de emprego urbano feita pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), os níveis de pessoas sem emprego estão apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. O desemprego em nove regiões metropolitanas medido pela pesquisa era de 17,9% em 2005 e fechou em 11,9% em 2010.

A pesquisa do Dieese é um medidor importante, pois sua metodologia leva em conta não só o desemprego aberto (quem está procurando trabalho), como o oculto (pes­soas que desistiram de procurar ou estão em postos precários). Uma das consequências desta situação é apontada dentro da própria pesquisa, um aumento médio no nível de rendimentos dos trabalhadores ocupados.

A outra é a dificuldade que as empresas têm de encontrar mão de obra qualificada para os postos de trabalho que estão abertos. A Fundação Dom Cabral apresentou, em março, a pesquisa Carência de Profissionais no Brasil. O levantamento foi feito com 130 empresas de grande porte de vários setores da economia, que juntas atuam em todas as regiões do país e movimentam em torno de 22% do PIB (Produto Interno Bruto).

Trabalhar o saber
A análise levou em conta profissionais dos níveis técnico, operacional, estratégico e tático. Do total, 92% das empresas ad

mitiram ter dificuldades para contratar a mão de obra de que necessitam. O problema se repete em percentuais semelhantes no país inteiro e para as empresas que atuam no exterior. As principais dificuldades são a escassez de profissionais qualificados (apontada por 81% dos entrevistados), falta de trabalhadores com experiência na função (49%), deficiências na formação básica dos candidatos (42%). Por conta disso, mais de metade das empresas admitiu que está baixando o nível de exigência para conseguir contratar funcionários.

Para compensar a falta de qualificação dos profissionais no momento da contratação, muitas empresas têm procurado outros meios de melhorar o nível de formação dos profissionais. O aprimoramento na educação básica dos trabalhadores tem sido um investimento de empresas como as construtoras Andrade Gutierrez e Even. A construção civil já é conhecida por ser um dos setores da economia com maior número de vagas para trabalhadores com baixo índice de escolarização. Soma-se a isso o fato de ser o ramo onde proporcionalmente está acontecendo a maior abertura de vagas nas regiões metropolitanas pesquisadas pelo Dieese.

O saber trabalhar
Valéria Fernandes, diretora de Recursos Humanos da Even, diz que a construtora decidiu, desde 2007, investir no desenvolvimento dos profissionais por conta do alto índice de analfabetos funcionais e da falta de oportunidade para o estudo regular. Por isso, passou a dar aulas nos canteiros de obra. Ela destaca que a empresa percebeu que o baixo nível de escolaridade afeta a comunicação, dificultando a compreensão das informações.

Os alunos do curso são principalmente carpinteiros, pedreiros, mestres e encarregados, com idades que variam entre 25 e 50 anos. O Programa envolve todas as matérias do ensino fundamental, tomando como referência o Telecurso 2000. Atualmente, o Programa Escola envolve 5 salas em obras diferentes, em São Paulo, com conteúdo de 1ª à 8ª série, metodologia própria e encaminhamento para exames finais no MEC.

O equivalente ao ensino fundamental dura 8 meses com 2 horas de aula ao dia, após o expediente. A empresa fornece o material e o lanche diário. Valéria aponta que o aprimoramento traz um maior respeito às normas de segurança e também um maior interesse no campo profissional, com consequente aumento da produtividade.

A empresa também oferece um curso de técnicas de redação, objetividade na escrita e nova ortografia para técnicos de segurança e almoxarifes da Green, empresa de mão de obra da Even. O motivo é que esses profissionais são responsáveis por elaborar relatórios.

*Revista da Língua Portuguesa

Leia a matéria na íntegra

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Bem-vindo!

Por Toda Letra em 16 de novembro de 2011

Olá!

Seja bem-vindo novamente ao nosso blog!

Vamos nos encontrar aqui às terças, quartas e sextas-feiras. Neste blog, você vai encontrar notícias sobre o mundo empresarial, marketing, mídias sociais, a importância

da Língua Portuguesa e outros textos afins. Além disso, você também vai conhecer um pouco mais sobre a Toda Letra e os cursos que colocamos à sua disposição.

Caso você tenha dúvidas de gramática ou procure notícias sobre literatura e língua portuguesa, não deixe de visitar o nosso Um mundo de letras, atualizado diariamente.

Esperamos que você goste das novidades. Sinta-se à vontade para entrar em contato e fazer críticas ou sugestões,

Toda Letra

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Sexta Sem Dúvida: fim das contas

Por Toda Letra em 12 de novembro de 2011

Hoje vamos responder a dúvida da Fernanda Musardo. Ela pergunta se o correto é “final das contas” ou “fim das contas”. Abordamos algo parecido no post de 1 de outubro, com a dúvida entre fim de semana e final de semana.

Fernanda, a palavra final é um adjetivo, ou seja, indica uma qualificação para alguma palavra. Veja no exemplo: “Esta é minha decisão final”. Já a palavra fim, usamos como substantivo, que é o uso correto na expressão da sua dúvida.

Portanto, o correto é fim das contas, pois a palavra utilizada, aqui, é um substantivo.

E você tem alguma dúvida também? Mande para nós! Pode ser via e-mail (contato@todaletra.com.br), facebook (facebook.com/TodaLetra) ou pelo twitter (@TodaLetra_).